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Pablo há 6 anos
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Rousseau e seu contrato

Não consegui entender qual seria a ideia proposta por Rousseau em seu contrato social e também gostaria de saber em que ele se diferencia de Hobbes quando se trata de soberania.

Sociologia Ensino Médio
2 respostas
Professora Ayla R.
Respondeu há 6 anos
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Para Rousseau, o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. O homem se torna escravo de suas necessidades, seus desejos, duas ambições. A Questão que pode ser colocada é a seguinte: como o homem pode preservar sua liberdade natural e ao mesmo tempo garantir a segurança e o bem-estar da vida social? Para Rousseau, isso seria possível através de um contrato social. A ideia do contrato social o povo seria ao mesmo tempo parte ativa e passiva deste contrato, ou seja, agente do processo de elaboração das leis e de cumprimento destas. Desse modo, obedecer a lei que se escreve para si mesmo seria como um ato de liberdade. Para Rousseau, soberano é o corpo coletivo que expressa, através da lei, uma vontade geral. A soberania do povo não pode ser representada. Já para Hobbes, o Estado encontra-se na figura do soberano. Sua principal função é garantir o perfeito funcionamento da sociedade. O homem deve renunciar de seu poder individual para cede-lo um único soberano. Esse soberano, funcionaria como agente de manutenção de ordem da sociedade.

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Professora Angélica I.
Respondeu há 6 anos
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Rousseau trata sobre o Contrato Social em um capítulo do seu mais famoso livro, Do Contrato Social, e explica que o contrato social surgiu entre os homens a partir da necessidade de viver em grupamento, pois já não havia mais condições naturais de um indivíduo sozinho gerir sua subsistência. Nesse momento, os homens passam do seu Estado natural para o Estado Civil. Sendo assim, os indivíduos devem se associar a uma agregação que proteja os interesses, os bens e os direitos de cada um deles. Essa forma de contrato, pode ser resumida por apenas uma cláusula, tornar todos os indivíduos alienados ou iguais entre si. O próprio Rousseau resume o capítulo como que, cada indivíduo coloca todas as suas vontades, em segundo plano, e a vontade geral passa a governar os desejos de todos. E assim, devemos receber cada indivíduo como parte indivisível do todo. 

Quanto ao soberano, para Rousseau os súditos e o mesmo devem cooperar mutuamente. Sendo o povo que deve ter a vontade soberana, sendo o soberano apenas um funcionário do povo. Há um risco do Estado tentar subverter a vontade do povo, fazendo com que possamos sugerir uma defesa da democracia por parte de Rousseau em seus escritos. Já para Hobbes, os súditos devem concordar com os soberanos, mesmo que não tenham contribuído para que estes estejam no poder. Sendo legítimo também o uso da força por parte do Estado para que se faça cumprir  os outros contratos, sendo assim realizado um pacto recíproco que reforça a primeira frase do pensamento de Hobbes. 

Portanto, não existe diferença expressiva entre os pensamentos de Hobbes e de Rousseau, pois o soberano para ambos deve cumprir com a vontade do povo através do uso dos recursos do Estado, ou seja, o povo transfere o uso da força e se abstém de suas vontades particulares e transferem a um indivíduo para que o mesmo os proteja dos demais. 

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