Verdade e Ficção em Maçonaria

Filosofia Problemas Ajuda
Verdade e Ficção em Maçonaria
Cídio L.
em 21 de Novembro de 2016

(Na foto acima, biblioteca Loja Maçônica na zona dul de São Paulo)

Verdade e Ficção

Uma questão de formação maçônica.

 

 

É comum quando pegamos um objeto novo nas mãos observá-lo de ângulos diferentes. Aproximamos, afastamos, viramos, etc… 

 

Essa mesma postura também funciona com filosofia e maçonaria. Ver de ângulos diferentes uma ideia nos ajuda a compreende-la, a usar essa ideia em nossa vida. 

 

O tema proposto na palestra era tratar da Verdade/realidade e do fictício. Em que isso relaciona com Maçonaria? 

 

Em maçonaria estamos empenhados em exercitar nossa alma. Desejamos superar aspectos naturais em nós por posturas que julgamos melhores. Assim, parece ser natural em nós termos ira ou raiva quando somos contraditados; somos refutados; deste lugar natural desejamos passar a outra postura que só conseguimos se exercitarmos nela. 

 

Ainda mais um exemplo, mais concreto para podermos compreendermos nossos propósitos na maçonaria. Nossos músculos são fundamentais em nosso corpo, eles seguram nossa estrutura óssea no lugar, permite nossa locomoção. Porém, depois dos 30 anos de idade perdemos massa muscular, se não nos exercitarmos, algo natural acontece: perdemos massa magra(muscular) e ganhamos massa gorda. E além da obesidade podemos desenvolver problemas de saúde tais como “costela fora do lugar”. Problema que tenho vivido atualmente. 

 

A maçonaria é isso, um exercício intencional para a alma, pois naturalmente nossa alma tende a perder sua beleza; precisamos cultivar-nos; se não deixamos de ser nós mesmos. 

 

Nesse esforço de cultivar a nós mesmos é que chegamos ao tema Verdade e ficção. Digamos que ficção seria um jeito falso de ser. Seria se passar por “James Bond” ou algum artista famoso; ou ser um estelionatário. Essa falsificação seria uma ficção de si próprio. Seria o mentiroso, o dissimulado. No lado oposto temos o “eu” verdadeiro, que tem uma família, um trabalho; etc. 

 

O Eu seria verdade quando ele não se passa por outro. Nosso Ir. Brgmsc foi o P. Vig.`. e agora será o V.`. M.`.. Se invertermos essa ordem estaríamos inventando algo; mentindo; E se tomássemos gosto por isso, poderíamos dizer qualquer coisa sobre ele; ainda que se ampliarmos essa história ela ficaria tão absurda que logo desconfiaríamos. O que logo nos leva a pensar que até no mundo da mentira temos limites, pois se exagerarmos, se nos distanciarmos da “realidade" a coisa não funciona. 

 

 

Vemos no exemplo acima que há algo do qual podemos ser fieis ou não. Esse algo é o Ir. e sua trajetória factual. Comprovada por fatos, por outras pessoas que testemunham que ele esteve ali naquele cargo, durante tal período. Assim, para narrar a história dele não podemos ignorar esses fatos; não depende de mim, depende de algo externo a minha cabeça. 

 

 

O nosso Ir. `. é o “Ser" e a nossa descrição da história dele é a linguagem para dizer sobre o Ser. É possível descrever a história dele de várias formas, mas não podemos esquecer que não para dizer que ele já foi V.`.M.`.; 

 

Assim é a verdade na tradição filosófica. Produzir ideias filosóficas é falar de “algo" sobre o qual não dá para inventarmos qualquer história. Somos obrigados a reportar algo que já existe e que não vamos inventar. 

 

A ficção, por outro lado, pode ser nesse caso considerada mentira. Seria dizer que nosso Ir.`. Brgmsc é um espião italiano infiltrado entre nós. 

 

Mas tem uma saída. Se eu avisar que vou contar uma história de alguém imaginário, que declaradamente vou contar uma história falsa, que não existe um “fulando chamado Zé Ninguém”, mas vou imaginar que ele vive em uma ilha distante, enfim, nesse caso a ficção não é estelionato.

 

Só praticamos estelionato se não aviso que minha narrativa é falsa, que não tem correspondente. Depois, não posso inventar uma história e dizer que ela é minha; que eu fiz tal percurso; que sou advogado sem ter estuado para tal. 

 

A história sem relação com o “real" só pode existir se todos os envolvidos souberem que ela não existe de fato. Aí não estamos enganando ninguém. 

 

Tais histórias inventadas podem até servir para nós de exemplo. Assim é a literatura ou os livros da Bíblia; entre eles os Salmos como literatura de sabedoria. 

 

A sabedoria é isso, são história muito bem montada que pode “acontecer" conosco. E fazer essas literaturas exige toda uma ciência, pois ela tem um jeito de ser feita. Um exemplo disso são as lendas que existem nos rituais maçônicos. Não importa se elas ocorreram, o que importa é que essas histórias nos diz muito, nos ensina para vivermos elas hoje. 

 

Nesse quadro a ficção não será mais posta em relação à verdade.  A ficção não será o contrário de verdade; será apenas uma invenção engenhosa da nossa capacidade humana. E no caso dos rituais será uma engenhosa estratégia de ensinar algo a alguém. 

 

 

Verdade e ficção/imaginação portanto são temas que muito nos interessa. Estamos na maçonaria para nos tornarmos homens mais humanos. Estamos empenhados em sermos melhores enquanto pessoa e homem. Desejamos produzir em nosso entorno uma vida melhor, mais plena. E para isso ir adiante sabemos que há em nós tendências naturais que nos desvia desse trabalho sobre nós.

 

Como estratégia de superar essas forças que nos leva para outro lado, reunimos em um grupo que tem vária técnicas externas a nós mesmos na esperança de que com isso vamos conseguir sermos melhores.  Usamos narrativas (fictícias e filosóficas) diversas para com elas sermos mais humanos, mais verdadeiros. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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