Precisamos falar de linguagem!
Julianna Reis
em 29 de Janeiro de 2015

Uma semana antes de saírem publicações a respeito das redações do ENEM, encontrei a seguinte notícia de jornal: "Lição contra o consumismo". Essa notícia estava na primeira capa do caderno de economia do jornal "O dia". Esse caderno não costumava chamar minha atenção na época em que prestei meu vestibular. Lembro que, há três anos atrás, não valorizava nem um pouco essas páginas enormes que não faziam o mínimo sentido. Tenho que admitir que ultimamente os jornais não têm sido a maior fonte de informação. A internet tem nos tomado muitas e muitas horas por dia e os jornais tem servido para sua segunda utilidade, além da leitura, servir de banheiro aos nossos cães. Diante da notícia do mês de maio do jornal "O Dia", do qual sou assinante, fiquei surpresa e jamais imaginava que meses depois fosse ser cobrado exatamente o mesmo tema e todos os argumentos possíveis diante dele na prova do ENEM. A interdisciplinaridade, o conhecimento de mundo e a bagagem que o estudante carrega durante toda a vida escolar é muito importante não só para o exame do ensino médio, mais também para todos os concursos que surgirem durante toda a vida do estudante. O português já deixou de ser decoreba. Não se conjuga mais verbos oralmente como faziam os nossos avós. Agora precisamos falar de linguagem! Os gêneros textuais estão tomando conta da nossa língua: A notícia, o e-mail, o SMS, tudo isso é texto! Precisamos nos atualizar a ponto de percebermos a língua portuguesa como língua estrangeira também, em que a oralidade precisa ser trabalhada dentro de sala de aula! Em toda língua há três tripés: oralidade, escrita e leitura. Essas três modalidades combinadas formam a linguagem e sem ela não conseguimos entender nenhuma outra matéria. Já escutei muito em escolas que o aluno não compreende a física e a matemática por não compreenderem o que os problemas pedem a ele. O aluno precisa ter consciência de que a compreensão textual é muito mais do que a leitura simples. É preciso saber fazer uma leitura completa. Só conseguimos fazer uma leitura completa quando dominamos minimamente o assunto e conseguimos entender os subentendidos e pressupostos que o texto contém. A porcentagem de zeros no ENEM equivale a quantidade de pessoas que não valorizam a própria língua.

"Quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê."Monteiro Lobato

 

 

 

 

Rio de Janeiro / RJ
Graduação: Letras Português/literaturas (UFRJ)
Sou estudante da Ufrj no curso de Letras-Português/literaturas, trabalho em um curso de idiomas ministrando aulas de inglês desde fevereiro de 2012, sou muito paciente e tenho muita facilidade para trabalhar com todas as faixas etárias. Sou apaixonada por letras, por ensinar e aprender!
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