Boa tarde profes!
Algum professor poderia, por gentileza, me ajudar com uma dúvida?
SEGUE O LINK DAS FONTES NECESSÁRIAS PARA INTERPRETAÇÃO:
01 – Como a autora da fonte 1 vê a independência política do Brasil?
02 – E para a autora da fonte 2, o que significou a independência política do Brasil?
Desde já agradeço!
Boa tarde, Kauany!
A primeira autora vê a Independência como um processo de continuidade da ordem social e econômica vigente, camuflada dentro de uma aparente ruptura política que, segundo a autora, de fato não teria havido. Apesar da proclamação da Independência, toda a estrutura que conformava a sociedade da Colônia teria sido mantida quase intacta, tendo somente mudado de governante e de regime aparente;
Já a segunda fonte enxerga a proclamação da Independência como uma ruptura revolucionária, acreditando que a transferência de mandato da Metrópole para a agora ex-Colônia, bem como a mudança do grupo que passava a governava representaria não somente uma ruptura mas uma transformação no status do território e na sua inserção perante a política mundial, e principalmente, a européia.
Com istp, vc pode perceber que as formas de encarar a Independência do Brasil podem ser opostas, e até conflintantes, de acordo com o ponto de vista que vc utiliza para ler o evento: um, de caráter mais social e econômico, e o outro utilizando uma perspectiva política do fato.
A Independência política do Brasil para Viotti, sendo analisada sob o viés político, foi insignificante, pois o status quo das classes dominantes permaneceu inalterado. Enquanto, que a situação de escravos e de outras classes sociais, ou mesmo a Abolição dos primeiros não aconteceu, e também não se alterou.
Porém, na segunda interpretação temos uma inclinação da autora em colocar o episódio de Independência política do Brasil como uma Revolução e que a mesma teria sido uma vontade do povo; mesmo que o povo representasse as elites do momento. Portanto, a última frase, reforça essa interpretação de que algumas pessoas; podemos deduzir que entre elas estavam os escravos, pessoas livres, mas sem renda significativa, mulheres, entre outras, estavam excluídas da classe de cidadãos e, portanto não fariam parte do jogo político ou mesmo das decisões sobre os assuntos políticos do pais recém independente, com Constituição própria.