P(n): a soma dos n primeiros números ímpares é n^2
Tomando alguns valores para , temos o seguinte:
1 = 1
1 + 3 = 4
1 + 3 + 5 = 9
1 + 3 + 5 + 7 = 16
1 + 3 + 5 + ... + (2n - 1) = n^2
Observando o comportamento dessas somas, podemos conjecturar que a proposição P(n) é válida para todo natural.
Com base nos métodos de demonstração estudados, mostre que é verdadeira a proposição P(n)
Podemos provar da seguinte forma:
vejamos para p(2): p(2)=1+3=4=2² (ok!) Esse é o nosso caso base.
Suponha agora que seja verdade essa proposição para p(k) -> 1+3+5+...+(2k-1)=k²
Se provarmos que também é válido para k+1 -> que será válido para todo k natural (pois temos um caso base)
vejamos:
p(k+1)=1+2+3+...+(2k-1)+(2k+1)=p(k)+2k+1=k²+2k+1=(k+1)² (ok!)
Portanto, por princípio da indução finita, demonstramos a conjectura p(n)=1+3+5+...+(2n-1)=n²
OBS.: tem uma prova muito legal para essa proposição por figura (area de um quadrado). Inclusive foi assim que provaram ela há mais de 2mil anos :)
Vamos demonstrar a proposição P(n) por indução matemática.
Base da Indução: Para n = 1, temos que a soma dos primeiros números ímpares é 1, que é igual a 1^2. Portanto, a proposição P(1) é verdadeira.
Hipótese da Indução: Suponha que P(k) é verdadeira para algum k natural, ou seja, que a soma dos primeiros k números ímpares é k^2.
Passo da Indução: Vamos mostrar que P(k+1) é verdadeira, ou seja, que a soma dos primeiros k+1 números ímpares é igual a (k+1)^2.
Podemos escrever a soma dos primeiros k+1 números ímpares como a soma dos primeiros k números ímpares mais o (k+1)-ésimo número ímpar:
1 + 3 + 5 + ... + (2k-1) + (2k+1)
Pela hipótese da indução, a soma dos primeiros k números ímpares é k^2. Então, podemos substituir essa soma na expressão acima e obter:
k^2 + (2k+1)
Agora, vamos simplificar essa expressão:
k^2 + (2k+1) = k^2 + 2k + 1 = (k+1)^2
Portanto, a soma dos primeiros k+1 números ímpares é igual a (k+1)^2, o que significa que a proposição P(k+1) é verdadeira.
Conclusão: Como a proposição P(1) é verdadeira e mostramos que, para qualquer k natural, se P(k) é verdadeira então P(k+1) é verdadeira, podemos concluir que a proposição P(n) é verdadeira para todo n natural.
Observe que sempre que o número tiver a quantidade de divisores ímpares então ele vai ser do tipo n². Assim ele é um quadrado perfeito.
Podemos aplicar o método da indução finita, pois, como no enunciado da questão já deixou claro que a proposição é verdadeira para os primeiros casos, podemos tentar ver se continua válido para um n+1, assumindo que é válido para n.
Ou seja,
assumindo que a expressão
1 + 3 + 5 + .. + (2n-1) = n^2
é válida para um certo n, vamos mostrar que também é válida para o valor seguinte, ou seja, n+1
Então, queremos demonstrar que:
1 + 3 + 5 + .. + (2n-1) + (2n+1) = (n+1)^2
Vamos trabalhar o lado esquerdo da expressão,
Temos que
1 + 3 + 5 + .. + (2n-1) + (2n+1) =
[1 + 3 + 5 + .. + (2n-1)] + (2n+1)
essa parte entre colchetes já sabemos que é n^2, pois é o que estamos assumindo, logo fica:
n^2 + (2n+1)
Mas isso é justamente (n+1)^2, pois sabemos que
(n+1)^2 = (n+1)(n+1) = n*n + n + n + 1 = n^2 + 2n + 1.
Portanto, assumindo que a expressão é válida para um certo n, demonstramos que ela será válida para n+1, com isso, podemos concluir que a expressão será verdadeira para qualquer valor de n.