Seja a matriz quadrada A de ordem 3, dada por: ( senteta costeta 0 ) Mostre que o determinante da matriz A não depende de teta.
( -costeta senteta 0 )
( senteta-costeta senteta+costeta 1 )
Boa tarde Fernando.
Segue a resolução:
Portanto, o determinante da matriz é igual a 1 (Relação Trigonométrica Fundamental) independentemente do valor de x (ou qualquer que seja o ângulo).
Atenciosamente,
Bom dia !
Qualquer duvida me procure.
Obrigada
Prof. Claudia
Bom dia !
Uma matriz nada mais é do que dados organizados em uma tabela. Isso facilita a organização e interpretação dos dados. De uma maneira mais geral, podemos definir uma matriz da seguinte forma:
Denomina-se matriz m x n (lê-se m por n) uma tabela retangular formada por m x n números reais, dispostos em m linhas e n colunas.

A imagem acima pode ser representa por uma matriz A 4X3 (4 linhas e 3 colunas). Cada número que está na tabela acima pode ser chamado de elemento de uma matriz. Por exemplo, o número 6 está na linha 1 e coluna 2, porém o elemento 4 está na linha 3 e coluna 4. De uma forma geral, podemos representar um elemento de uma matriz como sendo ai,j, em que i é o numero da linha e j o número da coluna.
Existem duas formas de se representar uma matriz: explicitamente e implicitamente. Essas duas representações podem ser usadas separadamente ou em conjunto, dependendo do contexto. Assim, as representações seriam:


O entendimento das representações matriciais são importantes, pois podemos construir matrizes apenas pela forma implícita ou realizar operações matriciais diretas a partir da forma explícita.
Muitas são as possibilidades de existir um determinado tipo de matriz, pois o tamanho dela depende da quantidade de linhas e da quantidade de colunas. Dessa forma, vamos conhecer alguns desses tipos especiais de matriz

Como o próprio nome já diz, a matriz linha possui apenas uma linha com a possibilidade de ter várias colunas, como indica a figura a cima.

Diferente da matriz linha, a matriz coluna possui uma única coluna e várias linhas.

Para que uma matriz possa ser chamada de matriz quadrada, a quantidade de linhas e colunas devem ser iguais, ou seja, m = n. No exemplo da figura acima temos uma matriz quadrada de ordem 3 (3×3).

A matriz diagonal é uma matriz quadrada de ordem n e que possui os elementos da diagonal principal diferentes de zero e fora são iguais a zero.

No conjunto das matrizes, uma matriz que possui todos os seus elementos iguais a zero é chamada de matriz nula. A ordem dela não interfere no nome, ou seja, ela pode ser uma matriz quadrada ou não.

Quando os elementos da diagonal principal de uma matriz quadrada de ordem n forem todos iguais a 1, então a matriz é chamada de matriz identidade.

Seja a matriz A = (ai,j)m x n. Chama-se oposta de A a matriz representada por -A , tal que A + (-A) = 0m x n, sendo 0m x n a matriz nula do tipo m x n.

Seja A uma matriz de ordem m x n. A sua transposta é dada por At = (a’j,i)n x m. Na prática, a transposta de A é obtida trocando, de uma forma ordenada, suas linhas pelas colunas.

Sejam A e B duas matrizes, ambas quadradas de ordem n. Se fizermos a multiplicação de A por B e o resultado for uma matriz identidade, então B é chamada de inversa da matriz A.
Com isso em mente, podemos entender agora sobre as operações entre matrizes, pois o conhecimento dos tipos apresentados anteriormente são necessários para o próximo tópico.
Quando se fala em um determinado conjunto de números, mesmo quando são agrupados em tabelas como as matrizes, podemos realizar algumas operações matemáticas com eles. Porém, para matrizes, existem certas diferenças nas operações a serem realizadas. Vamos então entender um pouco mais sobre isso.

Duas matrizes A e B são iguais se forem de mesma ordem, ou seja m x n, e todos os elementos correspondentes são iguais, isto é, se A = (ai,j)m x n e B = (bi,j)m x n, temos que A = B se ai,j = bi,j, para todo i e para todo j.
Usando a imagem a cima, tomemos as duas matrizes A e B. Elas serão iguais se tivermos a seguinte relação:

Considere as duas matrizes A e B acima, respectivamente. A soma de A com B (representada por A + B) é a matriz C = (ci,j)m x n, em que ci,j = ai,j + bi,j. Em outras palavras, a matriz soma C tem a mesma ordem de A e B e seus elementos são a soma dos elementos correspondentes de A e B.

Na subtração, utilizamos o conceito de matriz oposta. Assim, seja A a matriz a esquerda da subtração acima e B a matriz da direita. A diferença entre A e B, representa por A – B, é a soma de A com a oposta de B, como é visto na figura acima.

Ao se multiplicar uma matriz A por um número real qualquer k, obtemos uma outra matriz B de tal forma que o resultado é B = k ? A. Isso significa que B é obtida multiplicando todos os elementos de A pelo número real k.

Está operação não é tão simples como as outras até aqui estudadas, pois não basta apenas multiplicar os elementos correspondentes um por um. Vamos introduzir a definição matemática da multiplicação e depois vamos entendê-la passo a passo.
Dadas as matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)n x p, chama-se produto de A por B, e se indica por AB, a matriz C = (cik)m x p, em que cik = ai1 ? b1k + ai2 ? b2k + ai3 ? b3k + ai4 ? b4k + … + ain ? bnk; para todo i?{1, 2, …, m} e todo k?{1, 2, …, p}.
Com a definição em mente, vamos então entendê-la. Mas antes de mais nada, é importante perceber que a multiplicação AB só existe se quando o número de colunas de A for igual ao número de linhas de B. Além disso, a matriz resultante dessa multiplicação possui o número de linhas de A e o número de colunas de B.
Acompanhe então o procedimento para resolvermos a multiplicação das duas matrizes representas na figura que está no começo do deste tópico.
1°) Vamos multiplicar a primeira linha de A pela primeira coluna de B, ordenadamente e somar cada multiplicação. O resultado será: c1,1 = 2?1 + 0?3 + 1?4 = 6;
2°) Para o elemento c2,1 pegamos a primeira linha de A e a segunda linha de B e realizamos o mesmo processo do passo anterior, logo: c1,2 = 2?(-2) + 3?5 + 1?1 = 12;
3°) Utilizando o mesmo processo para a segunda linha de A com a primeira coluna de B, obtemos que: c2,1 = (-1)?(1) + 0?0 + 2?4 = 7;
4°) Por último, temos que a multiplicação da segunda linha de A com a segunda coluna de B conseguimos obter que: c2,2 = (-1)?(-2) + 0?5 + 2?1 = 4.
As operações matriciais são de fundamental importância para a resolução de muitos exercícios, além de serem de extrema necessidade em algumas aplicações no nosso dia a dia, como a formação de imagens em computadores.
De um modo geral, quando pensamos em equações nos vem à mente “encontrar o valor da incógnita x“. Mas e quando nos deparamos com uma equação que envolve matrizes? A ideia é a mesma, porém o que precisamos encontrar é uma matriz incógnita e não mais apenas um valor numérico único.
Vejamos um exemplo: dado duas matrizes A e B, encontre a matriz X de tal forma que X – A = B. As matrizes A e B são definidas a seguir como:

Essa equação então pode ser resolvida isolando a matriz incógnita, ou seja, X = A + B. Em seguida, substituímos as matrizes A e B e resolvemos então a equação matricial.
De certa forma existe um número real associado a uma matriz quadrada. A esse número damos o nome de determinante. Vamos estudar os determinantes de ordem 2, 3 e os de ordem maiores que 3.
Um determinante de ordem 2 é obtido realizando a multiplicação cruzada entre os elementos de uma matriz A e em seguida subtraindo essa multiplicação, como mostrada na figura a seguir.

Por outro lado, o determinante de ordem 3 é obtido de uma maneira um pouco diferente. Utilizamos aqui a regra de Sarrus, mostrada a partir da figura a seguir.

O resultado final dessa regra, é o determinante a seguir:

Por fim, as matrizes são muito importantes para o nosso dia a dia. Um exemplo disso é a utilização de matrizes em computação gráfica. Além disso, podemos utilizar as matrizes e os determinantes em sistemas lineares de equações.