Nicoli, veja:
A possibilidade necessita de complemento nominal; já ângulo é qualificado pelo adjetivo quente, e da esquina apenas acrescenta qualificação ao nome, sendo adjunto.
Espero tê-la ajudado. At.te, tutor Miguel Augusto Ribeiro.
Oi Nicoli! O complemento nominal ocorre sempre com adjetivos, advérbios e com substantivos abstratos e os adjuntos adnominais acompanharão somente os substantivos concretos ou abstratos.
A possibilidade de comunicação surgiu do ângulo quente da esquina.
A possibilidade “de comunicação” surgiu no ângulo quente “da esquina”.
a) complemento nominal - adjunto adnominal
b) complemento nominal - adjunto adverbial
c) adjunto adnominal - complemento nominal
d) adjunto adnominal - adjunto adverbial
e) adjunto adverbial - adjunto adnominal
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Nicoli,
A opção que atende ao enunciado da questão é a “a”, porquanto na frase "A possibilidade 'de comunicação' surgiu no ângulo quente 'da esquina'", "de comunicação" é um complemento nominal (completa o sentido do substantivo "possibilidade", indicando do que se trata essa possibilidade), enquanto "da esquina" é um adjunto adnominal (caracteriza o substantivo "ângulo", especificando qual ângulo está sendo mencionado).
O complemento nominal completa o sentido de substantivos, adjetivos ou advérbios, aos quais se liga por meio de preposição.
Assim, em orações como “Amor a Deus”, “Estava cheio de problemas” e “Moro perto de você”, os termos “a Deus”, “de problemas” e “de você” são complementos nominais, pois completam o sentido do substantivo “amor”, do adjetivo “cheio” e do advérbio “perto”, respectivamente.
Adjuntos adnominais são termos acessórios que se ligam a um substantivo para adicionar informações sobre ele, podendo ser artigos, pronomes, adjetivos, numerais ou locuções prepositivas, como é o caso aqui.
Observações:
Exemplos:
Adjuntos adnominais:
[Note a indicação de posse expressa pela preposição “de”: o amor dela (mãe), a invenção dele (cientista), a leitura dele (aluno).]
Complementos nominais:
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ADENDO
O ADJUNTO ADNOMINAL
Os adjuntos adnominais são termos que sempre aparecem junto do núcleo de uma função sintática (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, etc.). Na oração Meus cabelos estão rareando, o núcleo do sujeito é cabelos, pois é o termo mais importante dessa função sintática. Aparece junto desse núcleo um termo de valor nominal (porque é pronome), que o modifica: meus. Dizemos, então, que meus é um adjunto adnominal.
Os adjuntos adnominais são representados na oração por adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos, numerais e artigos.
COMPLEMENTO NOMINAL E ADJUNTO ADNOMINAL: DIFERENÇA
Se o termo regido de preposição estiver preso a adjetivo ou a advérbio, será sempre complemento nominal, sem dúvida nenhuma.
Exemplos:
Quando, porém, o termo regido de preposição estiver preso a substantivo, tudo muda: poderemos ter ora complemento nominal ora adjunto adnominal.
O substantivo que reclama complemento será sempre abstrato e, geralmente, de radical idêntico ao do verbo que lhe corresponde na família de palavras.
Exemplos:
Todos esses substantivos abstratos possuem radicais correspondentes: acertar, existir, crer.
Tudo seria muito simples, se determinados substantivos não aparecessem ora como abstratos, ora como concretos.
Exemplos:
No primeiro exemplo, o substantivo pedido é abstrato, com alguma força verbal; no segundo, ao contrário, o mesmo substantivo aparece não como abstrato, mas como concreto, pois significa requisição de mercadorias.
Temos, portanto, que DE SOCORRO é um complemento e da firma, um adjunto.
Outros exemplos:
Mormente com os substantivos deverbais [substantivo abstrato que se deriva regressivamente de um verbo (p. ex.: ameaça, ataque, gasto)], a preposição de pode apresentar ora sentido ativo [caso em que introduz adjunto adnominal], ora sentido passivo [caso em que introduz complemento nominal]:
Exemplos em que o termo iniciado pela preposição de é ADJUNTO ADNOMINAL.
Exemplos em que o termo iniciado pela preposição de é COMPLEMENTO NOMINAL: