Fazer um texto Ressaltando os principais aspectos referentes a divisão social do trabalho.
O conceito de divisão social do trabalho apresenta por pressuposto que a sociedade é dividida em classes sociais, delimitando as funções e organização societal a partir do trabalho. Tendo por pressuposto a obra de Karl Marx, o contexto que fundamenta essa divisão no sistema capitalista são as grandes revoluções burguesas, como a Revolução francesa (1789) e a Revolução americana (1776), na segunda metade do século XVII, em que valores, idéias e costumes do sistema semifeudal foram contestados. A expressão “Século das luzes” aparece então como síntese de uma época em que a razão (e não a fé na divina providência, como nos séculos anteriores) transparece como crítica e expressão de seu tempo. Contudo, a progressiva dicotomia entre ricos e pobres começa a transparecer. O sistema capitalista, representado pelas possibilidades de expansão de conhecimentos e vasta amplitude cientifica e tecnológica, aparece também nas formas de desigualdade social e, principalmente, miséria.
A partir da conjuntura anteriormente ressaltada, primeiramente, Marx e Engels explicam que toda sociedade é a história da luta de classes . A burguesia e o proletariado é fruto de um período, de um contexto histórico determinado. A história da sociedade constituída como tal é a luta entre antagonismos, “os que têm” versus “os que não têm”. Essa sociedade teria ou a derrocada ou a transformação de ambas as classes através da luta de classes.
A intensa expansão de mercados faz com que a produção de mercadorias seja afetada através de crises de superprodução. Através desta premissa, o proletariado surge como os coveiros desse sistema vigente. Essa proposição é defendida a partir da premissa que a burguesia não consegue continuar se reproduzindo sem a existência do proletariado. Contudo, cada vez mais que a burguesia expande seus domínios, o proletariado baixa-se a situação mais miserável. A expansão das forças produtivas, premissa fundamental para o desenvolvimento do capitalismo, aparece como um processo contrário à vigência da classe dominante à medida que avança o pauperismo e o declínio das condições de existência das classes menos abastadas.