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Meira há 5 anos
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Immanuel kant --- livro justiça (michael sandel)

Baseando - se no capítulo sobre Kant do livro "Justiça" de Michael Sandel:

 

A) Identifique e explique os conceitos centrais das duas formulações do imperativo categórico. 

 

B) Explique o exemplo da falsa promessa.

 

C) Porque o imperativo categórico não pode ser confundido com a regra de ouro?

 

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Sociologia Ensino Médio ENEM ENEM Geral
3 respostas
Professora Adriana C.
Respondeu há 5 anos
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A)Identifique e explique os conceitos centrais das duas formulações do imperativo categórico. O imperativo categórico analisa o que motiva a ação humana, permitindo compreender a moral e a ética. Agir baseado no dever, não é simplesmente fazer o que gostaria que fizessem tbm, a ação ou atitude deve ser livre de interesse, está além da subjetividade, é o fazer que vale para todos, a lei universal, o maior princípio da moralidade, onde a ação do indivíduo será correta quando puder ser seguida por todos. O imperativo categórico orienta como analizar a ação moralmente correta. "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, através da tua vontade, uma lei universal", a meta é se desviar dos aspectos subjetivos, e compreender que o valor moral está ligado a uma motivação de dever do indivíduo e não nos resultados de sua ação, sua motivação deverá ser livre de interesses, para que tenha um caráter moral. O imperativo categórico avalia os valores que estruturam a motivação pela decisão correta de acordo com uma imparcialidade e falta de falsos interesses, respeitando a si mesmo e aos outros individuos, de modo que todos possam praticar e trazer para suas vidas as mesmas máximas. B) Explique o exemplo da falsa promessa. A falsa promessa acontece quando o indivíduo age para proteger sua imagem, sua reputação, seus interesses, para que não seja visto como um ser inescrupuloso. Se baseia numa honestidade falsa, manipulada, onde para Kant, a intensão da ação é o que conceitua se tem valor moral ou não. Se o indivíduo não agir por dever, a sua atitude ou ação não terá valor moral. C) Porque o imperativo categórico não pode ser confundido com a regra de ouro? Kant parte do princípio que somos racionais, merecedores de dignidade e respeito. Satisfazer desejos, fantasias e vontades, acaba com a dignidade e desmonta a base do conceito de moralidade. Devemos ser respeitados pela desenvoltura racional, autonomia e capacidade de agir e escolher, ou seja, a soberania da razão, segundo Kant controla a vontade, domina o prazer e aniquila a dor. A soberania da razão trilha o caminho da liberdade. Liberdade não é fazer o que se quer, quando bem entende, ou motivados por agentes externos. Devemos agir motivados por uma lei interna, Kant diz que o indivíduo não é o meio, pois o respeito faz parte do conceito de imperativo categórico, onde o indivíduo deve tratar a si mesmo e aos outros com respeito.

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Professor Tiago S.
Respondeu há 1 ano
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Professora Ana M.
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Respondeu há 1 ano
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A) Conceitos centrais das duas formulações do imperativo categórico de Kant

Kant apresenta o imperativo categórico como uma regra fundamental para a moralidade. Ele sustenta que as ações humanas devem ser guiadas por princípios que são universalizáveis, ou seja, princípios que poderiam ser adotados por todos sem contradição.

As duas formulações mais conhecidas do imperativo categórico são:

  1. Primeira formulação - A fórmula da universalização:
    • "Aja apenas segundo uma máxima que você possa, ao mesmo tempo, querer que se torne uma lei universal."
    • Nessa formulação, Kant diz que a ação moralmente correta é aquela que pode ser universalizada. Ou seja, o princípio que orienta a ação de uma pessoa deve ser tal que todos pudessem agir segundo o mesmo princípio sem gerar contradições. A ideia é que uma ação só pode ser considerada moral se o agente puder desejar que todos, em circunstâncias similares, também a realizem.
  2. Segunda formulação - A fórmula da humanidade como fim em si mesma:
    • "Aja de tal maneira que trate a humanidade, tanto na sua pessoa quanto na de qualquer outra, sempre ao mesmo tempo como um fim, e nunca simplesmente como um meio."
    • Nesta formulação, Kant afirma que as pessoas devem ser tratadas com respeito, nunca sendo usadas como simples meios para um fim. A dignidade humana não pode ser reduzida a um instrumento para atingir objetivos, e as ações morais devem levar em conta o valor intrínseco de cada ser humano.

B) Exemplo da falsa promessa

Kant utiliza o exemplo da falsa promessa para ilustrar o funcionamento do imperativo categórico. Imagine uma pessoa que faz uma promessa sabendo que não poderá cumpri-la, com a intenção de enganar outra pessoa para obter algum benefício (por exemplo, dinheiro). Kant questiona se esse comportamento é moralmente aceitável. Através da primeira formulação do imperativo categórico, ele afirma que essa ação não pode ser universalizada. Ou seja, se todos fizessem promessas falsas, a própria ideia de promessa se tornaria impossível, pois as promessas perderiam sua credibilidade e eficácia. Isso resultaria em uma contradição, já que a prática da promessa pressupõe que as pessoas cumpram o que prometeram. Logo, a falsa promessa é moralmente errada, pois não pode ser universalizada sem gerar uma contradição.

C) Imperativo categórico e a regra de ouro

A regra de ouro, expressa pela máxima "trate os outros como você gostaria de ser tratado", é frequentemente considerada uma abordagem moral intuitiva e prática. No entanto, ela não deve ser confundida com o imperativo categórico de Kant. A diferença está no fato de que, enquanto a regra de ouro está centrada na experiência subjetiva do agente (ou seja, no que ele gostaria para si mesmo), o imperativo categórico exige uma base objetiva e universal para as ações, independentemente dos desejos pessoais.

Na regra de ouro, a ação é orientada pela ideia de reciprocidade e pode ser dependente dos interesses ou preferências pessoais, enquanto o imperativo categórico exige uma universalização da máxima e um respeito intrínseco pela dignidade humana. A regra de ouro também não requer a análise de contradições ou a consideração do tratamento das pessoas como fins em si mesmas, algo que é central para o imperativo categórico de Kant.

Portanto, a principal diferença é que o imperativo categórico está fundamentado em uma razão universal e objetiva, enquanto a regra de ouro é baseada em uma prática de reciprocidade, que pode ser influenciada por preferências pessoais e não leva em conta as exigências da moralidade universal.

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