Matemática: um problema pedagógico!

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Como essa matéria tão fundamental é o motivo de trauma em diversas pessoas com capacidade intelectual, competência e realizações.

Quem não conhece pessoas que relatam um medo inerente à palavra "matemática"?
Eu conheço pessoas que foram precocemente diagnosticadas com discalculia, a fim de criar-se uma resolução para um problema inexistente com essa matéria. Posteriormente, muitas dessas pessoas tornaram-se matemáticas, engenheiras, médicas ou pesquisadoras.

O problema das escolas, dos profissionais que atuam nelas, consiste em uma padronização de sistemas e classificações de pessoas. Nelas, as pessoas são encaixadas em perfis ideais pré-determinados, quando há uma preguiça profissional de buscar a solução individual de cada ser. Encaixar alguém em uma margem, em uma nuvem ou setor de dificuldades diminui a necessidade de se entender o ser humano pela sua essência, bem como a natureza das suas dificuldades ou traumas. Assim, hoje, antes de se buscar uma solução, apresentam-se rótulos: TDAH (o mais famoso e badalado no momento), dislexia, discalculia, hiperatividade... Não que essas pessoas e esses transtornos não existam, mas sua relativização gera uma irresponsável ausência de cuidado com o aluno, inclusive para os alunos que possuem tais transtornos. Alunos frustrados, adultos que crescem e alegam nunca terem aprendido matemática, que escolheram suas profissões por aversão à matéria, pelo não entendimento da simplicidade que envolve a matéria. Hoje mais cedo, uma colega de profissão, no ápice da sua capacidade intelectual, alegou que admira quem consegue entender matemática e que ali realmente moram as pessoas inteligentes. A afirmação veio carregada de um estigma pessoal: ela não seria, então, uma pessoa inteligente. Essa mesma colega passou por colégios públicos na infância, passou anos sem professores de matemática, sendo passada de ano sem compreender a matéria, por pura incompetência dos gestores e educadores ao seu redor.

Então, qual seria o problema? E, se há um, qual seria a solução para ele? Matemática é uma matéria simples, talvez a mais simples delas. Por isso, o título do texto traz a percepção máxima: é um problema pedagógico. Pedagógico refere-se a algo próprio da Pedagogia, que, em sua origem, diz respeito a "paidos", criança, e agogé/agein, que significam conduzir ou guiar, em grego. Ou seja, é um mero problema de "guiança", de orientação. Entender números é algo inerente ao ser humano: contar, selecionar, separar, classificar são atividades realizadas desde as civilizações e organizações mais antigas. Então, onde há uma grande complicação na escola? O estudo das funções é um mero desenvolvimento das relações entre números e condições; o estudo da geometria é baseado na necessidade das construções; o estudo da trigonometria é baseado na observação astronômica. Tudo na matemática surge de um problema prático da história da humanidade: a necessidade mercantil gerou a criação dos sistemas monetários; a necessidade de se padronizar cálculos criou a formação das equações; e assim por diante. Então, qual seria, de fato, o problema? A resposta é tão óbvia quanto um problema simples de maçãs e compras: a orientação que se dá ao estudo da matéria. Entender a origem e o contexto de vida de cada ser para que a matéria seja explicada de acordo com suas experiências. Afinal, uma criança que se vê obrigada a trabalhar desde cedo e abandonar a escola aprende sobre contabilidade e finanças ao vender produtos em uma sinaleira, algo que, na sala de aula, talvez ela não entendesse, não pelo contexto, mas pela escolha de ensino que as escolas vêm tomando. No trabalho, ela entenderá o conceito de troco, valor, multiplicação, soma e subtração. Esses conceitos foram inventados após a vivência, não o contrário. Importante destacar que uma criança não deve jamais trocar a escola pelo trabalho; é apenas um relato de uma realidade que vivemos em nosso país.

Ninguém ensinou os astrônomos mesopotâmicos o círculo trigonométrico e os valores do π sem antes eles sentirem a necessidade de interpretar as estrelas e os ciclos de navegação ou as necessidades agrimensórias de construção e outras vivências práticas do seu cotidiano. O fluxo sempre foi vivência -> prática. E, na medida da atualidade, substituímos o entendimento prático e cotidiano da matemática por malhas cartesianas, códigos e fórmulas complexas que parecem surgir do nada, da mágica e inteligência da cabeça do tutor. O tutor esqueceu de onde ele aprendeu, de onde veio sua facilidade de entender os códigos e passá-los adiante. As escolas, por si só, padronizaram sua necessidade de orientar, educar e guiar as crianças, de se adaptar ao aluno e às suas individualidades, para criar um modelo genérico de ensino, em que tentam encaixar todos na mesma sintonia e mediocridade.

 

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