É muito comum alunos dizerem que estudam para o ENEM, mas sentem que não avançam. O conteúdo até foi visto, os exercícios até foram feitos, mas a insegurança continua. A sensação é de que a prova é um bicho de sete cabeças.
A verdade é um pouco menos dramática: o ENEM não é uma prova difícil. Ele é uma prova planejada para cansar. Não exige que o aluno saiba tudo, mas que consiga se manter funcional depois de horas lendo textos longos, interpretando gráficos e pulando de uma área para outra como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Aliás, vamos fazer um pequeno teste mental. Pegue uma única questão do ENEM, de um assunto que você realmente domina. Leia com calma, sem relógio correndo, sem alguém ao lado virando página, sem aquela sensação de “meu futuro está nessa prova”.
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Pronto. Resolveu? Provavelmente sim. E, olhando com atenção, percebeu que a questão era até… simples.
O problema nunca foi aquela questão. O problema é que ela vem acompanhada de outras dezenas, cada uma com um texto enorme que parece não ter nada a ver com a pergunta — mas tem. E tudo isso dentro de um tempo limitado, com fome, cansaço e um leve pânico existencial rondando a cabeça.
Além disso, o ENEM carrega um peso extra: a escolha do curso, a pressão da família, a comparação com colegas e aquela ideia insistente de que “se eu não for bem, acabou”. Esse conjunto cansa mais do que qualquer conteúdo de Filosofia, História ou Sociologia.
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Por isso, estudar para o ENEM não é apenas estudar matéria. É aprender a lidar com textos longos, treinar estratégia de prova, administrar o tempo e, principalmente, não gastar energia brigando com a prova antes mesmo de sentar na cadeira.
No fim das contas, o ENEM não premia quem sabe tudo. Ele favorece quem consegue se manter minimamente bem ao longo da prova — inclusive emocionalmente.
Quando o aluno entende isso, muita ansiedade cai por terra. E, curiosamente, é exatamente aí que o desempenho começa a melhorar.