A legitimidade seria o poder do Estado que se afirma pelo uso das leis e sua força para manter seu domínio.
O pensamento de Max Weber sobre a legitimidade do uso da força em um Estado moderno está profundamente relacionado ao conceito de monopólio da violência legítima. De acordo com Weber, o Estado é a única instituição com o direito legítimo de usar a força física de forma institucionalizada, ou seja, ele detém a autoridade de exercer a violência sobre seus cidadãos quando necessário, dentro dos limites legais.
Monopólio da violência legítima: A expressão "monopólio da violência legítima" sugere que, em um Estado moderno, a violência – ou o uso da força – não é apenas permitida, mas é controlada e legitimada pelo próprio Estado. Para Weber, isso significa que o Estado é a única entidade com o direito de empregar a força em nome da ordem, da lei e da segurança pública. Quando outras entidades ou indivíduos recorrem ao uso da força, isso é considerado ilegítimo, salvo em situações excepcionais previstas pela legislação (como a legítima defesa).
Força como meio específico do Estado: Para Weber, a força não é o único meio utilizado pelo Estado, mas é o meio específico pelo qual o Estado exerce sua autoridade. Isso implica que, além da força, o Estado também recorre a outros mecanismos de controle e regulamentação, como a legislação, o direito e a administração pública. Contudo, a violência ou o uso da força física é o último recurso do Estado quando outras formas de controle não são suficientes para manter a ordem.
Legitimidade: A legitimidade do uso da força, de acordo com Weber, se origina da aceitação da população ou da sociedade das regras impostas pelo Estado. A legitimidade pode ser derivada de diferentes fontes: a autoridade tradicional (baseada na tradição e costumes), a autoridade carismática (baseada no líder carismático) ou a autoridade racional-legal (baseada em normas e leis impessoais). A legitimidade torna o uso da força pelo Estado aceitável socialmente, conferindo-lhe a capacidade de estabelecer a ordem.
Intimidade entre Estado e Força: A relação entre o Estado e a força é descrita como bastante íntima, pois a força é um instrumento intrínseco ao exercício do poder estatal. Através da violência legítima, o Estado assegura a sua soberania e capacidade de governar. No entanto, essa relação não deve ser interpretada de forma absoluta, pois o uso da força deve estar sempre subordinado a princípios legais e constitucionais, ou seja, deve ser exercido dentro dos limites da legalidade e da justiça.
Em resumo, para Weber, a legitimidade do uso da força no Estado moderno é baseada no fato de que o Estado é a única instituição com o direito de aplicar a violência de forma legítima, sendo esse poder essencial para garantir a ordem e a estabilidade social. No entanto, a violência só deve ser empregada dentro de um contexto legal e com aceitação social, a fim de evitar o abuso de poder.