Inovações Químicas na Indústria Civíl: Aperfeiçoamento do Cimento
Cirano P.
em 25 de Maio de 2015

Há muito tempo a construção civil se estabeleceu como uma das mais bem estruturadas e desenvolvidas. Com o passar dos anos, demais tecnologias foram sendo descobertas, fazendo com que inovações tecnológicas passassem a ser aplicadas em velhos métodos de trabalho. Além disso, pesquisas na área da engenharia química quando integradas à engenharia civil tendem a proporcionar uma produção mais rentável, sustentável e moderna.

Sabemos que depois da água, o concreto é o segundo material mais usado em uma obra civil. Sendo assim, os aditivos químicos estão fazendo uma enorme diferença, pois o processo de produção do cimento é responsável pela emissão de 5% do total global de CO2. Atualmente, já é possível utilizar aditivos químicos para o concreto (impermeabilizantes, selantes, revestimentos, adesivos) que garantem maior adequação a diversos tipos de aplicações. Com isso, diminui-se, por exemplo, em 40% o uso de água na preparação ao produzirmos hiperplastificantes à base de éter policarboxilato modificado, tornando a obra mais rápida, limpa e eficiente. Neste caso a eficiência de hidratação do cimento é aumentada, gerando uma redução nas emissões de CO2, já que reduz a quantidade de cimento no concreto.

A empresa química alemã BASF já desenvolveu protótipos de concreto permeável (CasaE) preparado com pouca ou nenhuma areia que permitem a passagem de grandes quantidades de água. “Essa solução foi desenvolvida especialmente para minimizar o impacto das chuvas nos centros urbanos, onde a água não tem para onde escoar e acaba causando alagamentos. Com o Concreto Permeável, a chuva pode deixar de ser um complicador das grandes cidades”, descreve Marcos Correia, gerente de Marketing da BASF. Outros produtos também já foram desenvolvidos pela empresa, como o Gienium (cimento à base de éter policarboxilato citado anteriormente) e o Sonoguard (revestimento impermeabilizante de poliuretano antiderrapante).

No Brasil o pioneiro em pesquisas na área é a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) que desenvolveu uma inovação que possibilitara uma produção duas vezes maior de cimento sem aumentar a emissão de dióxido de carbono na atmosfera. A tecnologia utilizada na Poli é, basicamente, o aumento da produção de filler calcário cru na fórmula do cimento Portland. O filler é uma matéria-prima que não necessita de calcinação (tratamento térmico), que é um processo que utiliza mais de 80% de energia e emite 90% de CO2 durante a produção do cimento. A escola Politécnica da USP já esta negociando parcerias com as indústrias de cimento para aperfeiçoar e transferir esta nova técnica.

O aperfeiçoamento material na engenharia civil, e a junção de trabalho da engenharia química com esta é uma prática relativamente nova e que tem muito ainda a avançar. Com isso técnicas promissoras tendem a melhorar gradativamente cada vez mais a qualidade das construções. Assim será gerado, como dito anteriormente, mais sustentabilidade, lucro e modernidade às diversas áreas da engenharia.

Cadastre-se ou faça o login para comentar nessa publicação.

Listas de exercícios, Documentos, Revisões de textos, Trabalhos?

Se seu problema for dificuldade em uma lista de exercícios, revisão de teses e dissertações, correção de textos ou outros trabalhos, peça uma ajuda pelo Tarefas Profes.

Enviar Tarefa

Confira artigos similares

Confira mais artigos sobre educação

Ver todos os artigos

Encontre um professor particular

Busque, encontre e converse gratuitamente com professores particulares de todo o Brasil