Clarinete.
Eudismar N.
em 06 de Setembro de 2020

Basicamente, o clarinete é formado por um tubo cilíndrico, na maioria das vezes de madeira, e possui uma boquilha cônica de palheta simples. Também conta com chaves, ou seja, com hastes metálicas, e alcança registros graves, médios e agudos. Segundo historiadores, o instrumento clarinete foi inventado aproximadamente no ano de 1690 por um construtor de instrumentos de Nuremberg, na Alemanha, chamado Johan Denner. Ele estava tentando aperfeiçoar o chalumeau, bastante popular na França ao menos desde a Idade Média.
A mudança que Denner aplicou no chalumeau foi simples, mas fez toda a diferença: ele acrescentou uma chave para o polegar da mão esquerda, a fim de tocar numa abertura. Observando todas as possibilidades sonoras que foram criadas, deu o nome de clarinete ao instrumento, numa referência ao do trompete agudo, cujo nome italiano era clarino. Segundo ele, as notas agudas eram muito similares entre os dois instrumentos.
Contudo, apenas em 1750 o clarinete foi finalmente introduzida nas orquestras, se destacando com um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna. E, ate hoje, é usado nas maiores orquestras mundiais, inclusive do Brasil.

O instrumento clarinete conta, ao todo, com seis partes: boquilha, barrilete, campânula, corpo superior e corpo inferior. Veja quais são cada um deles:

Boquilha: a parte do clarinete onde se sopra.

Barrilete: peça utilizada para a afinação do instrumento. Dessa forma, quando o clarinete está “alto”, puxa-se o barrilete para cima, e quando está baixo, põe-se o barrilete para baixo.

Campânula: Basicamente, a campânula é o “amplificador” do clarinete.

Corpo superior e inferior: são onde estão os buracos e as chaves onde se toca. O som fica distinto na medida que se mudam os dedos de posição, fazendo com que o ar vaze por buracos diferentes.

Palheta: quando o instrumentista sopra o clarinete, o som é produzido a partir da passagem do ar, que faz vibrar a palheta. A maioria dos clarinetistas compram suas palhetas e realizam ajustes manuais com o objetivo de corrigir imperfeições e atingir sonoridades distintas. Via de regra, a palheta não pode estar demasiadamente frouxa e nem excessivamente apertada.

Agora que você já sabe um pouco a respeito do clarinete, precisa ouvir e testar sua sonoridade. Seu timbre é bastante diversificado: na região grave, se destaca por obscuro e aveludado; já no médio, se torna expressivo e brilhantes; por fim, no agudo fica ainda mais brilhante, ganhando uma natureza até mesmo humorística.

No Brasil, o instrumento clarinete costuma ser bastante utilizado na execução de choros, MPB, serestas e também em grupos de samba.

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