Como é aprender a língua das gueixas e samurais?
Maurício Kanno
em 26 de Outubro de 2016

[Foto: Escrevedor de kanjis no Todaiji, em Nara, no Japão/Do autor do artigo]

Pois é, certamente essa é uma das imagens que nos vêm à cabeça quando pensamos em aprender japonês, não? Ou no Japão, de modo geral... O fato é que o Japâo é associado para nós, ocidentais, com uma série de imagens ancestrais e tradicionais, como essas figuras do título deste artigo. 

Não é de se surpreender tanto, uma vez que esse imaginário ainda é valorizado nos tempos atuais. É só observarmos alguns filmes, inclusive de animação, ou ainda videogames, que nos vêm do Japão. Situações associadas ao país em seus tempos feudais, cheio de samurais, ninjas e gueixas, pipocam nestes cenários. E é inclusive ficando fã de algumas destas produções culturais - que, claro, também vão muito além disso, com uma vasta produção de narrativas mais do cotidiano - que ficamos com vontade de aprender japonês. 

Então, falando um pouco sobre a língua em si, como ela é? É fácil? Difícil?

Conversação

Conversar em japonês não é tão mais fácil ou difícil que aprender outras línguas em geral. É claro, tirando o fato de que outras podem ser mais parecidas com o português, como o espanhol, italiano ou francês, aí algum vocabulário e regras gramaticais acabamos já sabendo de antemão, ou já associando de maneira mais fácil. Sim, é um idioma com regras diferentes das que estamos acostumados no Brasil. Uma coisa a se notar, por exemplo, é que as frases costumam terminar com o verbo, algo que não costuma acontecer no português.

Por exemplo: O João mora no Japão. => João-san Nihon ni sundeimasu. Ou seja, primeiro indicamos o sujeito (mas bem que poderia ter ficado no meio), depois onde ele mora, e por último vem o verbo morar. 

Escrita

E quanto à escrita? Aí é que o bicho pega. Temos três "alfabetos" no japonês: o hiragana e o katakana, que são fonéticos, ou seja, indicam sons, e sempre uma sílaba de cada vez; e os kanjis, que são ideogramas, ou seja, indicam significados, que podem ter um som para cada situação (frequentemente dois ou mais sons para cada kanji).

Tabela com hiraganas e katakanas

São 50 hiraganas e 50 katakanas, que representam respectivamente os mesmos sons, porém para usos diferentes. E uns 2.000 kanjis que se poderiam considerar para uso prático no japonês atual; em geral incluímos nessa lista os cerca de 1.000 ensinados ao longo do que seria o Ensino Fundamental do Japão, que seriam suficientes pra lidar com uns 80% do idioma; e os outros quase 1.000, ensinados no que seria o Ensino Médio de lá.

Os hiraganas costumam ser mais redondinhos, curvos, e são usados para as palavras japonesas em geral, incluindo usos gramaticais, como indicativos de sujeito, objeto, local, etc (no japonês, essas funções sintáticas são frequentemente indicadas por sufixos específicos); os katakanas são letras mais retonas, com pontas, e são usados mais para palavras estrangeiras, frequentemente do inglês, e também para onomatopeias (algo como "doki, doki", que seria o coração batendo, por exemplo; ou "don, don", que poderia indicar um martelo batendo em algo).

E os kanjis... são as letras que podem chegar a ser bem mais complexas que esses dois primeiros tipos, hehe. Mas não se preocupe, hã também os kanjis bem fáceis, como o do número 1, que é apenas um traço horizontal; e o do Sol, que se faz com apenas um retângulo! (E olha que legal, sabendo escrever essa letra, você já consegue escrever a primeira metade da palavra "Japão"!)

Exemplos de kanjis frequentemente utilizados

Gostaria de aprender mais? Entre em contato pelo site, e-mail mauricio.kanno@gmail.com ou whatsapp/tim (11) 99564-4568 e agende uma aula! :)

São Paulo / SP
Mestrado: Estética e História da Arte (USP)
Fiz mestrado na USP em Estética e História da Arte (bolsista Capes), pesquisando mangás, inclusive com disciplina sobre Literatura Japonesa Moderna e Contemporânea; formei-me em jornalismo pela mesma universidade. Tenho experiência como professor de japonês, inglês e de português para brasileiros (gramática e redação) e estrangeiros. Em 2016, fui professor de criação de narrativas fantásticas na Casa de Cultura São Mateus, da Secretaria de Cultura da prefeitura de São Paulo; e assistente de pro ...
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