Os soldados da borracha da Segunda Guerra Mundial.

Os soldados brasileiros pouco conhecidos da segunda guerra mundial.

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Os soldados da borracha da Segunda Guerra Mundial.
Thomas A.
em 27 de Fevereiro de 2021

Quando se fala da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial automaticamente somos levados ao contexto envolvendo a criação da Força Expedicionária brasileira (F.E.B) e às suas atividades no fronte italiano da guerra contra os Nazistas. Mas há um contingente de soldados brasileiros que sempre são esquecidos quando se fala dos pracinhas brasileiros da Segunda Guerra: Os Soldados da Borracha.

Antes de falar específicamente dos chamados Soldados da Borracha, é importante apresentar o contexto no qual estão inseridos. 

Após a assinatura dos Acordos de Washington - uma série de acordos assinados entre Brasil e Estados Unidos da América, onde os EUA garantiram um emprestimo de US$ 100 milhões ao Brasil objetivando a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia do Vale do Rio Doce, bem como o fornecimento de material bélico para a Guerra. Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a vender certos materiais exclusivamente aos Estados Unidos, como minérios importantes para a indústria bélica e também o fornecimento de borracha para os esforços de guerra.

Com uma falta de pessoal nos seringais da Amazônia para a extração do latéx, a solução encontrada foi um recrutamento em massa por parte do Exército para suprir essa necessidade. Então, o Exército Brasileiro passou a recrutar jovens em idade militar, sobretudo no Nordeste brasileiro. Durante o recrutamento, o Exército brasileiro prometeu aos novos Soldados que, ao fim da guerra, eles retornariam para as suas terras de origem além de outras compensações de origem financeira. 

O que ocorreu na verdade foi o inverso. Com o fim da guerra e o fim da demanda da borracha, os Soldados da Borracha foram abandonados à própria sorte no meio dos seringais, envolvidos em conflitos com os seringueiros locais por causa de dívidas e sem dinheiro para voltar à suas regiões de origem. Além disso, muitos deles não foram reconhecidos como combatentes e não receberam as pensões como os demais combatentes que foram para o front italiano, por exemplo. Esse reconhecimento só veio em 1988, quando finalmente suas famílias conseguiram receber suas pensões.

Além do abandono em uma região desconhecida e cheia de dificuldades, os soldados da borracha também foram abandonados pela História e cairam no esquecimento.

 

Parnamirim / RN
Graduação: Licenciatura em História (Universidade potiguar de Natal (Unp))
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