A célula procura se manter em equilíbrio, mas, quando uma gente externo ou um estresse fisiológico emerge, a célula pode responder de duas formas: adaptando-se à nova situação ou, caso ela não seja capaz, sofrendo lesões. Com base no tipo de respostas e nos fatores de estresse ou nocivos, descreva como ocorre esse processo.
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A lesão ocorre após inúmeras e sucetíveis agrassões à célula, a qual a mesma não consegue mais se adaptar por meio de mudanças em suas estruturas, função celular reduzida ou aumentada, por exemplo.
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A célula tem a capacidade de se adaptar a diferentes tipos de estresse ou agentes externos. Essa adaptação pode ser feita por meio de diferentes botões, como a ativação de vias de sinal celular e produção de proteínas de resposta ao estresse.
Um exemplo de resposta adaptativa da célula é a resposta ao estresse oxidativo. O estresse oxidativo ocorre quando há um aumento na produção de radicais livres, que são pistas altamente reativas que podem danificar as estruturas celulares, incluindo o DNA. Para lidar com esse tipo de estresse, a célula pode ativar os antioxidantes, que incluem a produção de enzimas que neutralizam os radicais livres e a regulação da expressão de genes envolvidos na defesa contra o estresse oxidativo.
No entanto, em algumas situações, uma célula pode não ser capaz de se adaptar ao estresse ou agente externo e sofrer lesões ou danos irreversíveis. Por exemplo, em casos de exposição a agentes químicos tóxicos ou radiação ionizante, uma célula pode sofrer danos no DNA que não podem ser reparados, o que pode levar à morte celular ou a embarque que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças, como o câncer .
Por isso, é importante que a célula tenha controle de defesa e adaptação para lidar com estresses e agentes negativos, mas também é importante evitar a exposição excessiva a esses fatores para evitar danos irreversíveis às células. Manter um estilo de vida saudável e evitar agentes agressores externos, como tabaco e álcool, pode ajudar a preservar a integridade celular e prevenir o desenvolvimento de doenças.
O processo pelo qual uma célula responde a estresses fisiológicos ou danos potenciais pode ser descrito em duas fases principais: adaptação e lesão celular. Quando a célula enfrenta condições adversas, como mudanças no ambiente, toxinas, privação de oxigênio, ou estímulos físicos e químicos, ela tenta manter a homeostase, ou equilíbrio interno, de diversas maneiras.
A adaptação ocorre quando a célula consegue ajustar seu funcionamento para enfrentar o estresse, sem sofrer danos permanentes. Esse processo envolve mudanças estruturais e funcionais que visam restaurar ou preservar a homeostase. As principais formas de adaptação celular incluem:
Hipertrofia: Aumento do tamanho da célula em resposta a um aumento de demanda funcional ou hormonal, como ocorre nas células musculares esqueléticas em resposta ao exercício intenso.
Hiperplasia: Aumento do número de células, frequentemente observado em tecidos epiteliais e glandulares, como nas glândulas mamárias durante a gravidez ou na regeneração de tecidos após lesão.
Atrofia: Diminuição do tamanho das células ou do número delas, geralmente como resposta à falta de nutrientes ou ao abandono de uma função (por exemplo, atrofia muscular em decorrência da imobilização).
Metaplasia: Substituição de um tipo celular maduro por outro, geralmente em resposta a um estímulo crônico ou irritação. Um exemplo disso é a substituição do epitélio respiratório ciliado por epitélio escamoso em fumantes crônicos.
Acúmulo de substâncias: A célula pode acumular substâncias como lipídios, carboidratos ou proteínas quando não consegue excretá-las adequadamente ou quando sua quantidade ultrapassa o nível normal. Exemplo disso é a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado) devido ao consumo excessivo de álcool ou disfunção metabólica.
Se o estresse ou o dano é intenso demais ou se a célula não consegue se adaptar adequadamente, a lesão celular pode ocorrer. As lesões podem ser reversíveis ou irreversíveis, dependendo da intensidade do estresse e da capacidade da célula de responder.
Lesão celular reversível: Inicialmente, a célula pode tentar se recuperar da lesão. Essa reversibilidade é geralmente observada em condições como edema celular (acúmulo de água) e acumulação de lipídios. O dano pode ser reparado se o estresse for removido, permitindo à célula voltar ao seu estado normal.
Lesão celular irreversível: Quando o estresse é muito grande ou a célula não consegue restaurar a homeostase, ela pode sofrer lesões irreversíveis. Isso geralmente resulta em morte celular, que pode ocorrer de duas formas:
Necrose: Morte celular caracterizada pela perda de integridade da célula, com liberação de conteúdos celulares que podem causar inflamação e danos aos tecidos circundantes.
Apoptose: Morte celular programada, ou suicídio celular, que ocorre de forma controlada e ordenada. A apoptose é importante para o desenvolvimento e a homeostase do organismo, eliminando células que são danificadas ou desnecessárias sem causar inflamação.
Os estresses que podem induzir as respostas celulares variam em natureza e intensidade. Os principais fatores incluem:
Fatores físicos: Como temperatura extrema, radiação, trauma mecânico ou hipoxia (falta de oxigênio).
Fatores químicos: Como toxinas, drogas, medicamentos, produtos metabólicos ou poluentes ambientais.
Infecções: Por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, que podem diretamente danificar as células ou induzir uma resposta inflamatória que cause lesão celular.
Fatores nutricionais: A desnutrição ou o excesso de nutrientes, como no caso de obesidade ou carência vitamínica, também pode prejudicar a função celular.
Estresse oxidativo: A produção excessiva de radicais livres (espécies reativas de oxigênio) pode danificar as células e tecidos ao longo do tempo, contribuindo para o envelhecimento celular e doenças como câncer e doenças cardiovasculares.
As células possuem mecanismos de defesa que tentam mitigar os danos causados pelo estresse. Entre eles estão:
Ativação de vias de sinalização celular: Como a ativação de proteínas de choque térmico (HSPs), que ajudam na refolding de proteínas danificadas.
Antioxidantes: As células possuem sistemas antioxidantes, como a glutationa, que neutralizam os radicais livres gerados por estresses oxidativos.
Autofagia: Processo em que a célula degrada e recicla componentes danificados para evitar sua acumulação e evitar a lesão celular.
Portanto, a capacidade da célula de se adaptar ao estresse ou de sofrer lesão depende da natureza e intensidade do fator estressor, bem como da competência da célula em ativar respostas adaptativas para restaurar sua homeostase. Quando esses mecanismos falham, as células podem sofrer danos irreparáveis, levando a doenças e até à morte celular.