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O que é entendido por "ciência?

O que é entendido por "ciência"? O que diferencia a "ciência" de outros tipos de conhecimento?

Professor Pedro N.
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A ciência obedece uma estrutura de produção que se enquadra em paradigmas, teorias, métodos, conceitos e noções que vão influênciar o pensamento cietífico e sua produção durante perídos, até esses elementos serem reformulados, promovendo assim novos paradigmas e uma nova estrutura metodológica e conceitual para os campos científicos. Os conhecimentos que não passam por esse processo, que faz parte do método científico, fazem parte de desses "outros tipos de conhecimento", que não deixam de ser relavantes nas relações sociais.

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Professor Périklys M.
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Ciência é uma das grandes áreas do conhecimento humano. Por sua natureza, a ciência, ou melhor, o conhecimento científico, é construído com base em parâmetros discutidos com uma comunidade que estipula as regras, os métodos e as limitações de tal conhecimento. Além disso, para que um conhecimento seja compreendido como científico, ele deve ter um objeto de estudo definido, um corpo teórico (teoria) e um método. O que difere a ciência das demais formas de conhecimento, como a filosofia, o senso comum, a religião, entre outros, é que a ciência baseia suas teorias em experimentos ou observação de campo delineados criteriosamente e é um conhecimento aproximadamente verdadeiro (as verdades científicas podem mudar, diferente das verdades teológicas ou filosóficas).

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Professora Ana M.
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O termo "ciência" é vasto e possui significados que variam conforme o campo do saber em que se insere. Entretanto, em um sentido mais estrito e à luz do pensamento jurídico e filosófico, a ciência é compreendida como um sistema de conhecimento racional e sistematizado, que se distingue pela busca da verdade por meio de métodos objetivos, rigorosos e verificáveis. A ciência se organiza em torno de pressupostos que visam explicar fenômenos, formular hipóteses e desenvolver teorias que podem ser testadas e reproduzidas, buscando-se, assim, a objetividade e a intersubjetividade dos resultados.

Na ótica jurídica, em especial no contexto dos debates que envolvem a ciência e o direito, a ciência pode ser vista como um conhecimento estruturado que permite compreender os fenômenos da realidade e oferece ferramentas para sua regulação normativa. No campo das ciências sociais aplicadas, como o direito, a ciência é um processo contínuo de interpretação e análise crítica das normas jurídicas, princípios e doutrinas, com vistas à harmonização entre os conceitos teóricos e a aplicação prática.

1. O Conceito de Ciência e o Conhecimento Científico

No sentido mais estrito, o conceito de ciência está atrelado a um conhecimento metodológico que deve observar certos critérios:

  • Sistematização e organização: A ciência opera a partir de métodos e regras, organizando os conhecimentos em sistemas coerentes.
  • Objetividade: Diferente de opiniões subjetivas ou crenças, o conhecimento científico busca a imparcialidade e é acessível a qualquer pesquisador que siga os mesmos métodos.
  • Falsificabilidade: De acordo com o filósofo Karl Popper, uma teoria científica deve ser suscetível de ser refutada; se não puder ser testada contra a experiência, não é científica.
  • Experimentação e verificação: A ciência testa suas hipóteses por meio da observação empírica e da experimentação.

No campo do direito, a ciência jurídica é entendida como o estudo sistematizado das normas, princípios e estruturas jurídicas, empregando métodos de interpretação e aplicação que permitam a compreensão e o aprimoramento do sistema normativo.

1.1. Prós Razões (Ciência)

  • Rigor metodológico: A ciência, em sua essência, busca a verdade por meio de métodos padronizados e verificáveis, o que assegura um alto grau de confiabilidade nos resultados.
  • Conhecimento acumulativo: O desenvolvimento científico é cumulativo, onde novos conhecimentos se constroem sobre as descobertas anteriores, permitindo o avanço constante.
  • Impacto social e prático: A ciência tem o potencial de transformar a realidade, ao gerar inovações tecnológicas e sociais que resolvem problemas práticos e melhoram a vida das pessoas.

1.2. Contras Razões (Ciência)

  • Limitações do método científico: Embora seja um sistema de conhecimento poderoso, o método científico possui limitações, especialmente no campo das ciências humanas, onde a complexidade dos fenômenos sociais e jurídicos dificulta a experimentação controlada.
  • Dependência de paradigmas: A ciência, em especial nas ciências sociais e jurídicas, muitas vezes opera dentro de paradigmas teóricos dominantes que podem limitar a exploração de novas perspectivas ou questionamentos radicais.

2. Diferenças entre Ciência e Outros Tipos de Conhecimento

O que diferencia a ciência de outros tipos de conhecimento, como o senso comum, a filosofia ou a religião, é justamente a metodologia empregada para a obtenção de resultados. O senso comum é um tipo de conhecimento empírico, cotidiano, baseado na experiência imediata e sem a sistematização e o rigor metodológico que a ciência exige. Já a filosofia busca a compreensão da realidade por meio da especulação racional, mas muitas vezes sem o compromisso com a verificação empírica. A religião, por sua vez, se fundamenta em crenças e dogmas, e não exige validação científica.

No direito, o conhecimento doutrinário ou o senso comum jurídico podem não seguir os rigores científicos em certos casos, baseando-se em tradições ou interpretações não sistematizadas. A ciência jurídica, por outro lado, busca constantemente um arcabouço metodológico e crítico para analisar as normas e princípios.

2.1. Prós Razões (Ciência vs. Outros Conhecimentos)

  • Previsibilidade e confiabilidade: O método científico permite a criação de conhecimentos confiáveis e replicáveis, algo que dificilmente se encontra no senso comum, que é volúvel e sujeito a erros de percepção.
  • Validação empírica: Ao contrário da filosofia ou da religião, que podem operar em níveis abstratos e metafísicos, a ciência é validada por meio da experimentação e da verificação empírica.

2.2. Contras Razões (Ciência vs. Outros Conhecimentos)

  • Redução do fenômeno humano: Em certos casos, a ciência pode ser criticada por reduzir a complexidade da realidade a explicações simplistas ou mecanicistas, ignorando a dimensão subjetiva ou moral dos fenômenos humanos.
  • Interpretação limitada no campo jurídico: No direito, o método científico pode ser insuficiente para tratar de questões de valor, justiça ou moralidade, que muitas vezes estão além do que pode ser observado empiricamente.

3. A Ciência Jurídica no Contexto Brasileiro

No contexto brasileiro, a ciência jurídica desenvolveu-se como uma ciência normativa, baseada na análise crítica das leis, jurisprudências, doutrinas e princípios constitucionais. Diferentemente de outros campos científicos que dependem de experimentação, a ciência jurídica apoia-se em métodos de interpretação hermenêutica e análise lógica para extrair a aplicação do direito em situações concretas.

O Brasil, por meio da Constituição Federal e de suas legislações complementares, como o Código de Processo Civil e o Código Penal, estabelece princípios e regras que moldam a prática da ciência jurídica, com enfoque na garantia dos direitos fundamentais e na segurança jurídica. A ciência jurídica, portanto, exerce um papel fundamental na promoção da justiça social, utilizando-se de métodos interpretativos e normativos.

3.1. Prós Razões (Ciência Jurídica)

  • Racionalidade na aplicação das normas: A ciência jurídica proporciona previsibilidade e racionalidade ao sistema judiciário, permitindo que as leis sejam aplicadas de forma coerente e lógica.
  • Evolução doutrinária: A ciência jurídica está em constante evolução, com a doutrina e a jurisprudência sendo aperfeiçoadas e adaptadas às novas demandas sociais e tecnológicas.

3.2. Contras Razões (Ciência Jurídica)

  • Conflito entre a letra da lei e a justiça social: Nem sempre a ciência jurídica é capaz de conciliar o rigor normativo com as necessidades da justiça social, podendo gerar decisões que, embora legalmente corretas, são percebidas como injustas.
  • Excesso de formalismo: A aplicação excessivamente formal da ciência jurídica pode engessar o sistema judiciário, criando obstáculos à efetiva aplicação da justiça.

4. Conclusão

A ciência, em seu sentido mais estrito, é um sistema de conhecimento metodologicamente rigoroso, que se distingue pela busca da verdade através de métodos objetivos e verificáveis. No campo jurídico, a ciência jurídica desempenha um papel fundamental na aplicação e interpretação das normas, buscando sempre a harmonização entre o direito positivo e as demandas da sociedade.

A principal diferença entre a ciência e outros tipos de conhecimento reside na metodologia e na objetividade. Embora a ciência ofereça vantagens claras em termos de previsibilidade e confiabilidade, ela também possui limitações, especialmente quando aplicada a campos mais subjetivos como as ciências humanas e o direito.

O desafio constante da ciência jurídica no Brasil é equilibrar o rigor normativo com a busca por justiça social, garantindo que as normas sejam aplicadas de forma racional, mas também sensível às demandas éticas e sociais do país.

Nas ciências sociais, a definição de "ciência" é um pouco mais complexa em comparação às ciências exatas ou naturais, uma vez que as ciências sociais lidam com fenômenos humanos e, portanto, envolvem variáveis subjetivas, culturais, históricas e contextuais. Ciência social é entendida como o estudo sistemático das relações humanas e da sociedade, utilizando-se de métodos qualitativos e quantitativos para a compreensão e explicação das dinâmicas sociais, políticas, econômicas e culturais.

1. O Conceito de Ciência nas Ciências Sociais

Diferentemente das ciências naturais, que seguem métodos empíricos rígidos, as ciências sociais combinam abordagens metodológicas diversas, que incluem tanto métodos empíricos quanto teóricos. A ciência social utiliza-se de observação, análise de dados históricos, entrevistas, etnografia, estatística e teoria para examinar as instituições sociais, comportamentos coletivos e a interação humana. Algumas características distintivas da ciência nas ciências sociais incluem:

  • Subjetividade: As ciências sociais reconhecem que, ao estudar fenômenos humanos, a subjetividade dos próprios atores sociais e do pesquisador não pode ser completamente eliminada.
  • Contextualidade: O conhecimento social é profundamente influenciado pelo contexto histórico e cultural no qual é produzido e aplicado. O que é verdade em um contexto pode não ser em outro.
  • Multidisciplinaridade: As ciências sociais frequentemente se cruzam com outras áreas do conhecimento, como a filosofia, a psicologia, a economia e o direito, o que enriquece sua análise, mas também pode tornar o método científico mais fluido.

2. Diferenças Fundamentais com Outros Tipos de Conhecimento

Nas ciências sociais, o conhecimento científico difere do senso comum e de outros tipos de saber (como a filosofia ou a religião), principalmente pelo compromisso com um processo de investigação sistemático e crítico, mesmo reconhecendo a existência de fatores subjetivos. O senso comum é baseado na experiência cotidiana e carece da rigorosa análise que a ciência social emprega. Já a filosofia nas ciências sociais oferece uma reflexão mais abstrata e normativa sobre questões de justiça, liberdade, poder e sociedade.

Em termos de método, as ciências sociais muitas vezes empregam um modelo interpretativo, que difere do modelo explicativo das ciências naturais. Em vez de tentar descobrir leis universais que regem o comportamento social, as ciências sociais buscam interpretar e compreender os fenômenos dentro de contextos específicos.

2.1. Prós Razões (Ciência nas Ciências Sociais)

  • Abordagem crítica: As ciências sociais fornecem um olhar crítico sobre as estruturas de poder, desigualdade e dominação, abrindo espaço para a transformação social.
  • Complexidade humana: As ciências sociais reconhecem e lidam com a complexidade e a riqueza dos fenômenos humanos, oferecendo análises detalhadas das interações sociais, culturais e políticas.
  • Flexibilidade metodológica: As ciências sociais podem adotar métodos diversos e adaptá-los conforme o objeto de estudo, desde a análise quantitativa até métodos qualitativos, como a etnografia ou a análise de discursos.

2.2. Contras Razões (Ciência nas Ciências Sociais)

  • Subjetividade: A proximidade entre o objeto e o pesquisador muitas vezes resulta em críticas à falta de objetividade das ciências sociais. As percepções e ideologias do pesquisador podem influenciar os resultados.
  • Dificuldade em estabelecer leis universais: Ao contrário das ciências exatas, onde experimentos podem ser repetidos para se chegar a uma conclusão previsível, as ciências sociais não conseguem estabelecer leis universais, já que os fenômenos sociais são altamente contextuais.
  • Influência de fatores externos: A economia, a política, a cultura e o ambiente histórico afetam diretamente os fenômenos sociais, tornando difícil controlar variáveis para testar teorias de maneira rigorosa.

3. A Questão Metodológica nas Ciências Sociais

Nas ciências sociais, a metodologia científica se desenvolveu a partir de duas principais vertentes:

  • Métodos quantitativos: Herdeiros do positivismo, defendem a utilização de ferramentas matemáticas e estatísticas para a análise social, visando à busca de padrões mensuráveis e replicáveis. Exemplo: pesquisas de opinião pública, análise de dados demográficos.
  • Métodos qualitativos: Enfatizam a compreensão profunda de fenômenos sociais através de análises descritivas, como entrevistas, observação participante e estudo de casos. Exemplo: etnografia, análise de discursos, estudos de gênero.

O positivismo de Auguste Comte, que sustentava que as ciências sociais deveriam seguir os mesmos preceitos das ciências naturais, influenciou o uso de métodos quantitativos. Porém, autores como Max Weber e Émile Durkheim destacaram a importância de métodos interpretativos para compreender a ação social, dando origem à sociologia compreensiva e à abordagem fenomenológica.

3.1. Prós Razões (Métodos nas Ciências Sociais)

  • Flexibilidade: As ciências sociais podem utilizar métodos quantitativos e qualitativos, oferecendo uma visão multidimensional dos fenômenos sociais.
  • Compreensão profunda: Métodos qualitativos permitem uma compreensão mais rica e detalhada das interações sociais, oferecendo uma análise que vai além dos números e estatísticas.

3.2. Contras Razões (Métodos nas Ciências Sociais)

  • Limitações empíricas: Métodos qualitativos, por serem descritivos e interpretativos, podem sofrer com a falta de precisão e replicabilidade. A subjetividade do pesquisador pode influenciar a coleta e análise dos dados.
  • Redução da complexidade humana: Métodos quantitativos, embora úteis para mensurar fenômenos sociais, muitas vezes simplificam ou desconsideram a complexidade das interações sociais e os fatores culturais.

4. A Ciência Social e sua Importância para o Direito

A ciência social tem uma importância particular para o direito, pois oferece ferramentas para analisar o impacto social das normas jurídicas e as relações de poder e desigualdade que o direito deve regular. O direito, por sua vez, pode se beneficiar da perspectiva das ciências sociais para formular leis mais justas e equitativas, considerando o contexto sociocultural em que elas serão aplicadas.

O Direito Sociológico, por exemplo, utiliza as ciências sociais para analisar o comportamento humano dentro do sistema jurídico, propondo soluções que levam em conta o impacto social das normas. Autores como Eugen Ehrlich e Roscoe Pound já ressaltavam a importância de um direito que dialogue com a realidade social.

4.1. Prós Razões (Ciência Social e Direito)

  • Justiça social: O diálogo entre a ciência social e o direito pode promover a criação de normas que sejam mais equitativas e justas, levando em consideração a realidade vivida pelas pessoas e os fatores de desigualdade social.
  • Adequação normativa: A ciência social pode ajudar a criar normas jurídicas que sejam mais adequadas às necessidades reais da sociedade, considerando o contexto sociocultural, econômico e político.

4.2. Contras Razões (Ciência Social e Direito)

  • Interpretação variável: A influência da ciência social no direito pode gerar normas mais flexíveis e adaptáveis, mas também menos objetivas e suscetíveis a interpretações divergentes.
  • Complexidade da análise: A introdução de análises sociais no processo legislativo ou judicial pode tornar o direito mais complexo, dificultando a criação de normas que sejam ao mesmo tempo socialmente justas e juridicamente seguras.

5. Conclusão

A ciência social, embora distinta das ciências exatas e naturais, cumpre um papel essencial na compreensão da sociedade, das relações de poder, e das dinâmicas humanas. Sua maior contribuição está na capacidade de interpretar a realidade social, oferecendo análises críticas e contextualizadas. Essa flexibilidade metodológica, no entanto, também é seu maior desafio, pois a ciência social deve equilibrar a subjetividade inerente aos fenômenos humanos com a necessidade de produzir conhecimento confiável e aplicável.

No contexto jurídico, as ciências sociais são fundamentais para compreender o impacto das normas jurídicas e para promover a justiça social em um mundo pluralista e em constante transformação. O maior desafio reside em conciliar as abordagens metodológicas das ciências sociais com a necessidade de previsibilidade e segurança do direito, sem perder de vista o ideal de justiça.

Na sociologia, a ideia de "ciência" está centrada no estudo sistemático e metódico das relações sociais, estruturas, instituições e processos que moldam a vida em sociedade. A sociologia busca, por meio da observação rigorosa, análise crítica e compreensão teórica, explicar o comportamento humano em suas dimensões coletivas, considerando os contextos históricos e culturais em que esse comportamento ocorre.

1. Ciência na Sociologia

A sociologia é considerada uma ciência social porque adota métodos científicos para a investigação de fenômenos sociais, ainda que, por sua natureza, envolva uma dimensão de subjetividade e interpretação, distinta das ciências exatas e naturais. O conhecimento produzido pela sociologia se baseia na observação de padrões sociais e no desenvolvimento de teorias explicativas sobre a estrutura social, os papéis sociais, as normas e as interações entre indivíduos e grupos.

  • Teoria e Método: A sociologia combina a construção teórica com métodos empíricos de pesquisa. Ao contrário das ciências naturais, que buscam leis universais, a sociologia trabalha com conceitos e teorias que são contextualmente aplicáveis, como as teorias sobre o poder (Foucault), as classes sociais (Marx), ou a ação social (Weber).

  • Objetividade e Subjetividade: A sociologia busca ser objetiva em sua metodologia, utilizando ferramentas quantitativas e qualitativas para garantir rigor na coleta e análise de dados. No entanto, os fenômenos sociais são intrinsecamente subjetivos, o que exige que o sociólogo adote uma postura interpretativa ao analisar o comportamento humano.

Prós razões:

  • Explicação e compreensão da sociedade: A sociologia oferece ferramentas para compreender profundamente as estruturas sociais, desigualdades, e os fenômenos culturais e políticos.
  • Flexibilidade metodológica: Permite o uso de diferentes métodos para analisar fenômenos complexos, como observação participante, entrevistas, análise de dados históricos e estatísticos.

Contras razões:

  • Subjetividade inerente: A interpretação sociológica pode ser influenciada pelos valores do pesquisador, dificultando a objetividade.
  • Dificuldade de generalização: Por lidar com fenômenos específicos a contextos sociais e históricos, é difícil estabelecer leis gerais ou universais, como nas ciências naturais.

2. Diferença entre Sociologia e Outras Formas de Conhecimento

A ciência sociológica se distingue de outras formas de conhecimento, como a filosofia, o senso comum, e a religião, por seu compromisso com o método científico, mesmo que flexível. Enquanto o senso comum baseia-se na experiência cotidiana, frequentemente superficial e não questionada, a sociologia visa a uma análise mais profunda, crítica e sistemática das questões sociais.

  • Sociologia versus Filosofia: Embora a filosofia possa compartilhar com a sociologia o interesse por questões éticas e existenciais, a sociologia busca entender como as relações sociais concretas influenciam o comportamento humano, enquanto a filosofia tende a focar em questões abstratas e conceituais. Exemplo: a sociologia do direito estuda como as normas jurídicas impactam a sociedade, enquanto a filosofia do direito se ocupa com o significado e a justiça das normas.

  • Sociologia versus Senso Comum: A sociologia vai além do senso comum ao fornecer explicações baseadas em pesquisa empírica e teorias científicas. Por exemplo, enquanto o senso comum pode atribuir a criminalidade à "falta de caráter", a sociologia investiga fatores estruturais, como desigualdade social ou exclusão econômica.

Prós razões:

  • Supera explicações simplistas: A sociologia oferece explicações sistemáticas e baseadas em dados, contrastando com a superficialidade do senso comum.
  • Integração de diversos métodos e teorias: A sociologia combina métodos e perspectivas interdisciplinares para oferecer uma visão holística dos fenômenos sociais.

Contras razões:

  • Complexidade de análise: As abordagens sociológicas podem ser vistas como excessivamente complexas ou abstratas para aplicação prática imediata.
  • Desafios metodológicos: A mensuração de fenômenos sociais subjetivos pode apresentar dificuldades em termos de replicabilidade e rigor científico comparável ao das ciências naturais.

3. Métodos Sociológicos

Na sociologia, os métodos de pesquisa se dividem tradicionalmente em duas abordagens: quantitativa e qualitativa, embora, na prática, essas duas vertentes muitas vezes se complementem.

  • Método Quantitativo: Usa ferramentas estatísticas para medir padrões de comportamento social e analisar relações causais. Pesquisas, censos e questionários são exemplos de métodos quantitativos amplamente utilizados.

  • Método Qualitativo: Busca entender o significado e as interpretações que os indivíduos atribuem às suas ações e à sociedade. Entrevistas em profundidade, estudos de caso e etnografias são exemplos de métodos qualitativos que fornecem uma visão detalhada dos fenômenos sociais.

Prós razões:

  • Flexibilidade e profundidade: A sociologia pode usar métodos diferentes, adaptando-se ao objeto de estudo, o que permite uma compreensão rica e detalhada de fenômenos sociais.
  • Capacidade de identificar padrões: Métodos quantitativos podem revelar tendências e correlações em larga escala, enquanto métodos qualitativos permitem uma análise mais profunda de fenômenos específicos.

Contras razões:

  • Desafios na replicabilidade: Pesquisas qualitativas, em particular, podem ser difíceis de replicar, o que levanta questões sobre a validade dos resultados.
  • Dificuldade em isolar variáveis: A complexidade dos fenômenos sociais torna difícil isolar fatores específicos, o que pode comprometer a precisão dos resultados.

4. Teorias Sociológicas Clássicas e Contemporâneas

A sociologia possui uma rica tradição teórica, com autores que moldaram o campo por diferentes perspectivas. As teorias clássicas, de autores como Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim, lançaram as bases para o entendimento das relações sociais, classes, poder e normas.

  • Karl Marx: Sua teoria sobre o materialismo histórico e a luta de classes influenciou profundamente a sociologia ao propor que as relações econômicas são a base das demais instituições sociais.

  • Max Weber: Com sua teoria sobre a ação social e a racionalização, Weber trouxe uma abordagem interpretativa, focando nas motivações dos indivíduos e nas estruturas de poder.

  • Émile Durkheim: Focado na solidariedade social e nas formas de coesão, Durkheim estabeleceu o estudo das normas e instituições como fundamentais para entender a ordem social.

Teorias Contemporâneas

  • Teoria Crítica: Desenvolvida pela Escola de Frankfurt, a teoria crítica examina como as estruturas de poder, ideologias e sistemas econômicos moldam as consciências e perpetuam desigualdades sociais.

  • Teoria Feminista: Questiona as relações de gênero e de poder, buscando expor e desconstruir as normas patriarcais que regulam a sociedade.

Prós razões:

  • Pluralidade de perspectivas: A sociologia oferece um campo rico em teorias que podem ser aplicadas para analisar diferentes aspectos da vida social, como classe, gênero, raça e poder.

Contras razões:

  • Dificuldade de síntese: A diversidade teórica, embora enriquecedora, pode gerar interpretações conflitantes, tornando difícil a criação de um consenso teórico claro.

5. Conclusão

Nas ciências sociais, particularmente na sociologia, a ciência é definida pela combinação de rigor metodológico e flexibilidade interpretativa. Diferentemente das ciências naturais, a sociologia não busca estabelecer leis universais, mas sim compreender a complexidade do comportamento humano em suas dimensões sociais. O método sociológico é essencialmente reflexivo, crítico e contextual, o que permite uma análise rica e profunda dos fenômenos sociais, ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de lidar com a subjetividade e a diversidade de interpretações possíveis. A sociologia desempenha um papel fundamental no entendimento da vida social, sendo uma ciência que permite um olhar crítico sobre as normas, instituições e desigualdades que estruturam a sociedade.

 

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