No contexto destacado na matéria jornalística, o gestor tem a responsabilidade de:
c) conscientizar a equipe quanto à importância do relativismo cultural nas relações cotidianas, visando ao entendimento mútuo.
Explicação:
A matéria aborda a importância de gerir equipes multinacionais, destacando o valor da diversidade cultural no ambiente de trabalho. Nesse contexto, o objetivo do gestor deve ser promover o entendimento mútuo entre os funcionários de diferentes culturas. Isso pode ser feito conscientizando a equipe sobre o relativismo cultural, que é a compreensão de que as normas e valores de uma cultura não são superiores ou inferiores às de outra, mas apenas diferentes.
Estimular posturas etnocêntricas (opção a) seria contraproducente, pois o etnocentrismo é a crença na superioridade da própria cultura, o que dificulta o diálogo e pode gerar conflitos.
Estabelecer regras rigorosas para conter posturas baseadas no relativismo cultural (opção b) e propagar uma visão contrária à diversidade cultural (opção e) são abordagens que não valorizam a diversidade e o entendimento intercultural, sendo também inapropriadas.
Promover um movimento que englobe sentimentos etnocêntricos e visões ancoradas no relativismo cultural (opção d) é contraditório, pois o etnocentrismo é oposto ao relativismo cultural.
Portanto, a resposta mais alinhada com a gestão eficaz de equipes multiculturais é a opção c).
c) conscientizar a equipe quanto à importância do relativismo cultural nas relações cotidianas, visando ao entendimento mútuo.
Justificativa:
O texto destaca a necessidade do gestor em gerir equipes multinacionais, compostas por indivíduos de diferentes culturas. Para que essa gestão seja bem-sucedida e a diversidade seja um fator positivo para a produtividade, é fundamental que haja relativismo cultural.
O relativismo cultural é a capacidade de compreender e respeitar as diferentes culturas, sem julgá-las a partir dos valores da sua própria cultura. Isso significa que o gestor deve:
Conscientizar a equipe sobre a importância de entender que as diferentes culturas possuem valores, costumes e comportamentos próprios, que devem ser respeitados.
Promover o diálogo e a comunicação intercultural, criando um ambiente onde todos se sintam à vontade para expressar suas opiniões e perspectivas.
Gerenciar conflitos que possam surgir devido às diferenças culturais de forma justa e imparcial.
As demais alternativas estão incorretas porque:
a) Estimular posturas etnocêntricas seria o oposto do que é necessário para gerir equipes multiculturais, pois o etnocentrismo leva à crença de que a própria cultura é superior às demais.
b) Estabelecer regras rigorosas para conter o relativismo cultural também seria prejudicial, pois impediria o desenvolvimento de um ambiente de respeito e compreensão mútua.
d) Promover um movimento que englobe sentimentos etnocêntricos e relativismo cultural é contraditório e inviável, pois essas duas perspectivas são opostas.
e) Propagar uma visão contrária à diversidade cultural é o oposto do que o texto defende, que é a valorização da diversidade como um fator positivo para as empresas.
Portanto, a alternativa c) é a única que apresenta a postura correta que o gestor deve adotar para lidar com a diversidade cultural em equipes multinacionais, promovendo o entendimento mútuo e o respeito entre os membros da equipe.
A questão apresentada trata de como um gestor deve agir ao administrar equipes multiculturais no contexto empresarial, à luz da legislação e da valorização da diversidade cultural no Brasil. Dentre as alternativas propostas, a que mais se alinha ao princípio da promoção da diversidade cultural, valorização do ambiente de trabalho e respeito às diferentes culturas, com base na legislação brasileira, é a alternativa c) conscientizar a equipe quanto à importância do relativismo cultural nas relações cotidianas, visando ao entendimento mútuo.
O Brasil, enquanto signatário de tratados internacionais de direitos humanos, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), além de contar com uma Constituição Federal que assegura os princípios da dignidade da pessoa humana, igualdade e não discriminação (art. 5º, caput), preconiza o respeito à diversidade cultural no ambiente de trabalho.
Respeito à Diversidade Cultural: O relativismo cultural refere-se à ideia de que todas as culturas têm o mesmo valor e devem ser entendidas em seus próprios contextos. O gestor que adota essa postura demonstra sensibilidade à pluralidade de valores e visões de mundo, o que favorece um ambiente de trabalho harmonioso e inclusivo. Isso é especialmente importante à luz do art. 3º, IV da Constituição Federal de 1988, que determina como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação.
Aumento da Produtividade e da Criatividade: Ao conscientizar a equipe sobre a importância do respeito às diferentes culturas, o gestor contribui para a criação de um ambiente onde os profissionais se sintam respeitados e à vontade para compartilhar suas ideias. Esse clima de confiança e respeito estimula a inovação e a produtividade, pois permite que as diferentes perspectivas culturais sejam valorizadas e aplicadas de maneira positiva no ambiente corporativo.
Conformidade com as Legislações Trabalhistas e Antidiscriminatórias: A legislação brasileira também tutela o respeito à dignidade do trabalhador e proíbe discriminações de qualquer natureza no ambiente de trabalho. A Lei nº 9.029/1995, que proíbe a adoção de práticas discriminatórias para efeito de acesso à relação de trabalho, e a própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) reforçam a importância da equidade nas relações de trabalho. A conscientização acerca do relativismo cultural está em consonância com essas normas, evitando práticas discriminatórias.
Alternativa A - Etnocentrismo: O etnocentrismo consiste em considerar a cultura própria como superior às demais. Promover posturas etnocêntricas no ambiente de trabalho não só violaria o princípio da igualdade e não discriminação, como também criaria um ambiente de hostilidade e resistência à colaboração entre os membros da equipe. Tal prática não se harmoniza com os princípios constitucionais de respeito à diversidade.
Alternativa B - Regras Rigorosas Contra o Relativismo Cultural: Estabelecer regras rígidas contra o relativismo cultural poderia gerar uma limitação desnecessária à liberdade de expressão e ao respeito mútuo no ambiente de trabalho. Tal prática poderia ser interpretada como discriminatória e contrária ao princípio da não discriminação, além de dificultar a integração entre trabalhadores de diferentes nacionalidades.
Alternativa D - Movimento Etnocêntrico com Visões Relativistas: Combinar sentimentos etnocêntricos com relativismo cultural não é uma abordagem viável, uma vez que os dois conceitos são contraditórios. Enquanto o etnocentrismo promove a ideia de superioridade cultural, o relativismo busca compreender e valorizar as diferenças. A promoção de ambas as ideias simultaneamente pode gerar confusão e conflitos internos.
Alternativa E - Visão Contrária à Diversidade Cultural: Propagar uma visão contrária à diversidade cultural fere os princípios constitucionais de dignidade da pessoa humana e igualdade. Além disso, essa postura contraria o posicionamento majoritário das empresas no Brasil, que, como demonstrado pela pesquisa mencionada, valorizam a diversidade como um ativo importante no ambiente de trabalho.
Portanto, à luz da legislação brasileira e dos princípios que regem o direito ao trabalho, a dignidade humana e a não discriminação, a alternativa c) conscientizar a equipe quanto à importância do relativismo cultural nas relações cotidianas, visando ao entendimento mútuo, se destaca como a mais adequada. A adoção de tal postura garante o respeito à diversidade, favorece a colaboração intercultural e promove um ambiente de trabalho produtivo e saudável, alinhado com os preceitos constitucionais e trabalhistas brasileiros.