Revoltas religiosas'

Boa tarde. Eu fiz prova para o vestibular e tinha uma questão sobre guerras religiosas na Europa do século XVI. Pode-se dizer que umas das características das lutas entre catolicos e protestantes eram intolerencia religiosa ; perseguição e fanatismo \? E que a consequência para ordem politica foi o enfraquecimento do poder clerical ?

Joao Pedro Santiago
Joao Pedro
perguntou há 1 semana

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2 respostas
Professora Jeanne Cardoso
Respondeu há 1 semana
Com certeza a intolerância era uma das características das guerras religiosas. No entanto, é preciso ter cuidado ao analisar esses acontecimentos, mesmo quando se considera a intolerância religiosa. Afinal, as opiniões mudaram muito no decorrer dos séculos.
Naquela época, muitos acreditavam que a ordem social era feita por Deus diretamente. Por isso, se alguém se comportasse fora da norma religiosa prevalecente, podia ser encarado como desafiando a vontade de Deus e pondo em risco todo o futuro da comunidade, que poderia perder as bençãos divinas.
É claro que nem todo mundo acreditava nisso. O filósofo político inglês John Locke escreveu Carta Acerca da Tolerância dizendo, entre outras coisas, que era possível uma comunidade permanecer unida mesmo com diferentes religiões. O mais interessante é que ele usa várias citações bíblicas para provar seu ponto de vista - um livro sagrado que católicos e protestantes diziam respeitar e obedecer...
Agora, quanto a se o clero perdeu poder, sim. Muitas pessoas se tornaram céticas para com a religião depois das guerras do século XVI, não apenas por conta da guerra em si, mas também porque as doutrinas, ditas baseadas na Bíblias, foram questionadas e debatidas numa esfera pública. Mais pessoas aprenderam a ler, e queriam ler a Bíblia, levando-as a ter ideias próprias sobre o que tanto protestantes como católicos pregavam e se eles estavam agindo como cristãos ou não.
Outro fator foi o quanto essas disputas fortaleceram o poder do estado monárquico, já que se esperava que o governante resolvesse as questões. Cada estado europeu, portanto, tomou o lado mais conveniente.
Professor Leonardo T. Camargo
Respondeu há 1 semana


Boa noite.
Importante entender que toda tentativa de tomada de poder estão envolvidos, principalmente, fins políticos e econômicos. A burguesia era a classe que estava crescendo economicamente, mas tinha uma questão que a incomodava muito: "De que adianta ter poder econômico e não ter poder político".
Percebendo que o poder político estava diretamente ligado ao poder religioso, a burguesia precisava de uma religião que "endossasse" seus interesses. Deve-se lembrar que a classe clerical não trabalhava e acreditava que o trabalho era dever da classe camponesa, pois os clérigos deviam ser responsáveis por direcionar a nação de acordo com a vontade de Deus, ou seja, tinham como ocupação contemplar Deus e a classe dos nobres tinham o dever de proteger militarmente a nação.
Com isso a burguesia se aproveita de uma dissidência dentro da igreja Católica, o movimento protestante, e financia este movimento. Uma das marcas deste movimento era a valorização do trabalho, ou seja, Deus se alegra de quem trabalha. Assim a burguesia tinha no protestantismo a religião que era consonante com seus interesses.
Portanto a intolerância religiosa, a perseguição e o fanatismo eram linguagens populares para a maioria da população entender o que estava acontecendo e se posicionar, mas o interesse verdadeiro era a classe burguesa reivindicando poder e a classe clerical e a nobreza tentando se manter no poder.
Este é o verdadeiro motivo desta guerra religiosa.

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