Fordismo-taylorismo: uma nova forma de organização

algum prof sabe resposta dessa atividade agradeço se me informa.

 

Sobre a flexibilização do trabalho, o texto acima expõe as transformações que acontecem em todo

o mundo, colocando em dúvida até mesmo o salário do trabalhador. Explique com suas palavras,

As quatro características desse processo de transformação:

 

a) Desestabilização dos trabalhadores estáveis.

 

b) Precariedade do trabalho.

 

c) Déficit de lugares.

 

d) Qualificação do emprego.

Juninho A.
Juninho
perguntou há 7 dias

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Professora Elane C.
Respondeu há 6 dias
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Olá, Juninho!

Acredito que sua pergunta esteja incompleta. Onde está o texto que você citou?

Ainda assim, vou tentar colocar algo aqui para ajudar você. Usarei contribuições do livro OS SENTIDOS DO TRABALHO, do Ricardo Antunes).

Os anos 1970 são marcados pela queda na taxa de lucro e de consumo; o capital entrou em uma crise estrutural e para se recuperar dessa crise, era preciso achar formas para fazer o lucro crescer novamente. Isso foi possível explorando mais ainda os trabalhadores.

Nessa década de 1970, a crise do Welfare State (Estao de Bem-Estar Social) mostrou os limites do taylorismo-fordismo, que tinha as seguintes características:

   Produção em massa de mercadorias/homogeneizada e extremamente verticalizada.

   Maior parte da produção realizada internamente.

   Trabalho fragmentado e repetitivo/ Desenvolvimento do operário em massa.

   Pacto entre o Estado e as empresas (ou seja, havia uma forte interveção do Estado na economia).

A nova forma de organização do capital, para se recuperar da crise, precisava de um novo padrão acumulação. Esse se deu com a chamada "reestruturação produtiva", que bem diferente da rigidez fordista/taylorista, se afirmava como um processo produtivo mais flexível. Essa flexibilidade, no entanto, se estendia aos empresários/capitalistas, que conseguiam burlar os direitos trabalhistas por meio de "flexibilizações" para explorá-los mais. O toyotismo é o exemplo dessa nova forma de organizaçao do capital.

 

TAYLORISMO/FORDISMO

 

TOYOTISMO

Produção homogênea

Produção variada e heterogênea

Rigidez no processo produtivo

Processo produtivo flexível

Estrutura verticalizada

Estrutura horizontalizada

Produção em massa

Estoque mínimo

Quanto mais trabalhadores, melhor

Quanto menos trabalhadores, melhor

Nesse nova forma de organização do capital, o Estado vai atuar cada vez menos e os direitos trabalhistas serão menos cobrados e fiscalizados, por isso há desestabilização dos trabalhadores e uma precarização do trabalho. Além disso, a precarização fica mais explícita quando as novas formas de exploração surgem:Intensificação da exploração do trabalho: exemplo da fábrica Toyota. 

A reestruturação produtiva se faz preservando um número reduzido de trabalhadores dentro das empresas matrizes e, assim, contratam trabalhadores mais qualificados, multifuncionais (diferente do fordismo, que a produção era em casa e cada pessoa executava só um serviço; na reestruturação produtiva, a qualificação é mais exigida). Menos contratação com direitos; aumento da terceirização. Se há menos trabalhadores, então os que estão trabalhando, trabalham mais (horas extras, por exemplo) para compensar. Enormes consequências no interior da classe trabalhadora: ausência de regulamentação da força de trabalho; precarização dos trabalhadores principalmente quanto aos seus direitos sociais; aumento do desemprego; apropriação do conhecimento dos trabalhadores no processo de produção, intensificação do ritmo de trabalho; e fragilização do sindicato. 

Diante desse contexto, entendemos como se deram essas 4 características (desestabilização dos trabalhadores estáveis; precariedade do trabalho; déficit de lugares; qualificação do emprego) no processo de transformação do modo fordista/taylorista para o modo de acumulaçao flexível. 

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