Aluguel de Abelhas e Serviços Ecossistêmicos

Autoras: Ana Carolina da Silva e Isabelle Jordana Alves Pinheiro

Biologia Ecologia
Aluguel de Abelhas e Serviços Ecossistêmicos
Ana S.
em 04 de Agosto de 2021

ALUGUEL DE ABELHAS E SERVIÇOS  ECOSSISTÊMICOS 



  • Conceitos base e fundamentação teórica

 

É amplamente conhecido tanto no meio científico como fora dele que a polinização é um processo extremamente importante, tanto para os humanos quanto para a manutenção do planeta Terra em geral. Mas qual seria o conceito de polinização?

Segundo o Dicionário Online de Português, polinização é a “passagem do pólen de um estame para o estigma da flor, feita naturalmente por agentes externos (vento, água, insetos etc.) ou, artificialmente, por interferência humana.”. Adentrando mais no significado biológico desta palavra, descobre-se uma importância ainda maior do que o conceito-base encontrado no dicionário. É que a polinização inclui um importante serviço ecossistêmico regulatório, de provisão e cultural (BPBES; REBIPP, 2019), fundamental para a sobrevivência de diversos organismos, inclusive os seres humanos. Através da polinização, ocorre a fecundação das plantas, o que gera sementes e frutos, que garantem o sucesso reprodutivo das plantas e alimentos para diversos grupos de animais. Esse serviço ecossistêmico ao ser associado com a alimentação é ainda mais destacado. Tamanha é a importância que a polinização, em sua última valoração econômica global do serviço ecossistêmico, foi avaliada entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões, de acordo com o  Relatório de Avaliação sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos da IPBES (IPBES, 2016). No Brasil, esse serviço ecossistêmico relacionado à produção agrícola possui um valor anual estimado de US$ 12 bilhões (BPBES; REBIPP, 2019).

É praticamente impossível falar sobre polinização e não falar sobre os agentes ativos deste processo: os polinizadores. Sem eles, talvez as angiospermas não tivessem tanto sucesso reprodutivo. Diversos estudos relatam até mesmo casos de adaptações e coevolução entre as plantas e seus agentes polinizadores. Alguns exemplos de polinizadores são: água, vento, insetos, animais vertebrados e entre diversos outros. Nas comunidades tropicais, cerca de 94% das angiospermas são polinizadas por animais (OLLERTON; WINFREE; TARRANT, 2011), e no Brasil estima-se que as abelhas são polinizadoras de cerca de 63% dos cultivos usados na produção de alimentos, sendo exclusivas de cerca de metade (51%) destes (BPBES; REBIPP, 2019).

Sendo assim, abelhas são de extrema importância para o meio agrícola, sendo o grupo de polinizadores mais abundante nessa atividade (BPBES; REBIPP, 2019). Cada vez mais culturas agrícolas dependem de polinizadores, uma vez que a presença dos últimos demonstra maior rendimento econômico para frutas e verduras, por exemplo. Frutos que entraram em contato com polinizadores apresentam maior produção, melhor formato, maior valor nutritivo, melhor sabor,  durabilidade e vistosidade (BPBES; REBIPP, 2019).

 No entanto, o número de colmeias vem reduzindo drasticamente nos últimos anos devido a ações antrópicas. As fontes reduzidas de alimentos e de locais de reprodução, o uso de defensivos agrícolas (agrotóxicos) e a ocupação intensiva de terra vêm reduzindo as populações de abelhas, o que afeta diretamente os serviços ecossistêmicos fornecidos pela polinização. Então, começaram a surgir alternativas para suprir esse problema. Um deles é o aluguel de abelhas.

Aluguel de abelhas ou aluguel de colmeias ou ainda polinização assistida é a atividade em que produtores agrícolas “alugam” colmeias de abelhas, que são levadas para as plantações na época da florada e dependendo do tamanho da plantação as caixas de abelhas permanecem na propriedade por até três meses. É um serviço que beneficia tanto o agricultor quanto o apicultor, uma vez que resulta no aumento da produção dos pomares e lavouras, aumentando seus lucros, e o apicultor recebe tanto do serviço quanto da atividade secundária - a produção de mel. Essa técnica já é bastante comum na Europa e nos Estados Unidos por ser altamente lucrativa, entretanto no Brasil essa prática ainda é pouco difundida, sendo mais comum nas regiões Sul e Sudeste (Portal SEBRAE, 2015).



  • Pontos críticos 

 

As abelhas são o grupo de polinizadores mais importantes devido  suas adaptações morfológicas para coleta de pólen, dependência em visitar grandes quantidades de flores para obter o alimento para as crias, fidelidade às espécies vegetais e rapidez na coleta do alimento. As demais espécies de polinizadores só visitam as flores para suprirem as suas necessidades alimentares imediatas, enquanto as abelhas possuem uma “fidelidade alimentícia” na qual as mesmas só deixam as áreas quando não existem mais flores a visitar.

      A utilização de colméias em plantações quando bem conduzida promove uma melhor polinização e consequentemente resulta na melhora da qualidade dos frutos, diminui os índices de má formação, aumenta o teor de óleos e outras substâncias, reduz o ciclo vegetativo de certas culturas agrícolas e ainda uniformiza o amadurecimento dos frutos, diminuindo as perdas da colheita. A melhora na produção também é observada em plantas que conseguem alcançar uma certa produtividade sem a presença de polinizadores, no entanto, quando as colméias são inseridas nessas plantações é notado uma melhora na qualidade do fruto, sendo o caso do feijão, do pimentão, da soja e do café.

  O uso de colméias vem ganhando cada vez mais espaço, devido aos benefícios que ela proporciona à produção. Informações retiradas do Brasil indicam que a colocação de 4 a 6 colméias por hectare de laranja pêra-rio pode aumentar em até 39% a produção da fruta. O uso em plantações de café obteve um aumento que pode chegar a 25/30%. No Paraná a produção de soja mostrou aumento de 56% na produção com a colocação de 4 a 6 colméias por hectare. 

 

      Com o aumento da produtividade, da qualidade dos frutos e das sementes as abelhas produzem um mel de qualidade que posteriormente será vendido pelo apicultor, gerando uma renda extra junto com o aluguel das colméias. Para o criador de abelhas, alugar colônias para fins de polinização pode ser bastante lucrativo. Nos Estados Unidos, o aluguel de uma colônia da abelha Apis mellifera pode custar até US$ 200. No Brasil, o preço do aluguel de colmeias dessa mesma espécie pode variar de R$ 90 a R$ 150, dependendo da

região, dimensão da área, condições das colônias e a duração da época de florada.

     

       Um dos motivos para a ausência de polinizadores, como as abelhas, em algumas regiões se dá muito pelo uso de pesticidas nas plantações. Embora as abelhas não sejam o alvo dos pesticidas utilizados na agricultura, elas são altamente vulneráveis por forragearem nas áreas contaminadas e consequentemente podem serem levadas à morte ou sofrerem com alterações comportamentais e fisiológicas, que acarretarão em sérios prejuízos na manutenção das colônias.

    A partir do momento que um agricultor adquiriu colmeias alugadas na sua plantação ele deve estar ciente que o uso de pesticidas deverá ser altamente controlado, a fim de não promover a morte das abelhas alugadas. Desta forma um dos pontos positivos do uso de colméias alugadas é a conscientização dos agricultores em relação ao uso indiscriminado de produtos químicos para o controle de pragas, estimulando a busca por produtos e métodos para controle de pragas mais amigáveis para as abelhas, como o controle biológico de pragas e o uso de produtos químicos compatíveis.

 

    Mesmo com todos esses pontos positivos, o aluguel de colmeias também traz consigo negatividades. O transporte de colmeias para outros locais pode agravar a transmissão de doenças e parasitas entre as populações de abelhas, tanto nas manejadas quanto nas abelhas locais. Esse transporte pode provocar a inserção de espécies invasoras em outros territórios, podendo promover a extinção de espécies locais, bem como, levar à competição entre espécies exóticas e nativas por recursos alimentares ou lugares de nidificação, afetar a estrutura ecológica e genética de populações endêmicas de abelhas, além disso podem também a longo prazo, causar efeitos de endocruzamento em populações transportadas para fora de sua área de ocorrência.

     As colônias de abelhas transportadas também podem ser perdidas por serem pouco adaptadas às novas condições ambientais. O manejo e o transporte provocam estresse  nas abelhas que não estão habituadas aos novos tipos de culturas, consequentemente as abelhas nessa situação terão perdas no seu desenvolvimento, em sua condição nutricional e na produção da colônia em   anos   posteriores. Outro motivo que afeta o desenvolvimento das abelhas alugadas é o local onde está localizado o monocultivo, no qual as colméias serão instaladas. Muita das vezes não é observado se esses monocultivos apresentam fontes de água  de  qualidade  para  as  abelhas, áreas de sombreamento em regiões com clima quente, comprometendo assim o desenvolvimento adequado da colônia.

   Para que haja um manuseio e transporte correto das colmeias, é necessário que o apicultor esteja devidamente regularizado nos órgãos e sistemas que fiscalizam e regulamentam essa prática. Contudo, a burocracia, os preços das taxas, em sua maioria incompatíveis com a realidade do apicultor/meliponicultor, aliados à falta de incentivo do poder público e também à falta de informação acerca dos riscos ligados ao deslocamento de colônias, fazem com que o apicultor/meliponicultor continue realizando clandestinamente esta atividade, gerando riscos não só para a conservação das espécies de abelhas nativas, como também para toda a cadeia produtiva.



  • Exemplos:

 

Primeiro exemplo: Meliponicultura

O aumento da produção agrícola mostrou-se presente principalmente nos cultivos de maçã, melão e abacate, mas em culturas de canola, melancia, abóbora, pepino, soja e café também há resultados positivos.

 

Ao exercer essa atividade, é importante saber o tipo certo de abelhas para determinado cultivo, sejam elas com ou sem ferrão ou africanizadas. Também é importante saber manejar as abelhas e as caixas, principalmente no caso de espécies africanizadas ou com ferrão. Um exemplo de serviço que vem crescendo bastante é a Meliponicultura - ou seja, criação de abelhas sem ferrão. Esta atividade tem um potencial sustentável e conservacionista grande, desde que as abelhas sem ferrão criadas sejam nativas da região onde estejam instaladas. Caso não sejam nativas, pode haver impacto devido à possibilidade de competição com espécies nativas. 

Entre as facilidades de criação destas abelhas estão o menor perigo, o que dispensa o uso dos EPIs (Equipamento de Proteção Individual), o fácil manejo, a conservação de espécies (caso seja uma espécie local), etc. Contudo, há pontos negativos: competição com espécies nativas (caso sejam de outra região), menor produção de mel, o que torna este produto mais caro em relação ao mel das africanizadas, homogeneização das populações e maiores chances de transmissão de doenças. Segundo a lista brasileira de espécies ameaçadas da fauna (MMA, 2014), há quatro espécies de abelhas sem ferrão vulneráveis à extinção; duas delas, sendo Melipona rufiventris e Melipona scutellaris, têm se beneficiado pela criação em larga escala, aumentando seu número populacional. Por outro lado, duas outras espécies, sendo  Melipona capixaba e Partamona littoralis, vêm declinando em número populacional cada vez mais, pois a criação ocorre em pequena escala ou nem ocorre (Jaffé et al. 2015).

 

Segundo exemplo: AgroBee

Um outro exemplo do crescimento do aluguel de abelhas no Brasil é a startup AgroBee, cuja missão é “promover uma melhor integração no campo entre criadores de abelhas e agricultores, criando uma relação de ganhos mútuos ao mesmo tempo em que ajudamos a criar um meio ambiente sustentável” (citação retirada do site https://www.agrobee.net/). Assim, produtores rurais e apicultores interessados na polinização assistida se conectam através do app de smartphone, funcionando como um tipo de “uber”. Os biólogos da startup avaliam, de acordo com o objetivo dos agricultores, a quantidade de caixas de abelhas necessárias, espécie indicada, quantidade de abelhas, local apropriado para serem colocadas, etc. Os valores a serem pagos aos apicultores e a porcentagem da startup variam de acordo com o tamanho da área, a demanda e outros fatores. Em 2019, 30 mil colmeias tinham cadastro no aplicativo e mais de 5 mil hectares de plantações de morango, abacate, hortifruti, café, etc.

Um teste foi realizado pelo cafeicultor Alexandre Leonel. As abelhas utilizadas em 5 hectares de café foram tubunas e mandaguaris; foram levadas 30 caixas de abelhas de Marcelo Ribeiro, que recebeu cerca de R$45 por cada colmeia. As abelhas foram levadas três dias antes da florada e ficaram por lá por 10 dias. Segundo Leonel, no ano de 2018, a produtividade da área polinizada de 1 hectare foi 50% maior em comparação com a área não polinizada, o que o estimulou a repetir o serviço em 2019 e ampliar os hectares a serem polinizados.



  • Possíveis soluções

 

A principal solução a ser adotada seria a conservação dos polinizadores locais, para que assim não houvesse a necessidade de utilizar colmeias alugadas. Para isso é necessário que ao redor de monocultivos sejam plantadas árvores com flores atrativas que floresçam em diferentes épocas, fornecendo assim alimento para as abelhas silvestres durante todo o ano, principalmente quando o cultivo não estiver em época de florada. Diversificar os cultivos na propriedade e não remover as plantas herbáceas das entrelinhas da cultura também são formas de aumentar a oferta de alimento para os polinizadores locais. Manter áreas de mata próximas à plantação e plantar árvores fornecem mais locais para as abelhas nidificar, aumentando a população destas, bem como a diversidade de insetos polinizadores.

   É recomendável, para manter as populações de abelhas, que haja um controle nas pulverizações de inseticidas nas plantações durante as fases de florescimento, optando por fazê-las principalmente à noite, evitando a manhã. Optar por produtos químicos compatíveis com as abelhas e métodos de controle biológico são soluções plausíveis para manter a população de polinizadores viva dentro do cultivo. É necessário que os agricultores tomem medidas para que os inseticidas não alcancem as áreas do entorno da plantação, como controlar o tamanho da gota do pulverizador, não aplicar produtos químicos em dias com ventos fortes e plantar barreiras de vento ao redor das lavouras. Incentivos econômicos também são formas de incentivar a conservação de abelhas locais.

 

Com as práticas citadas acima é possível que a população de polinizadores locais, como as abelhas, sejam conservadas, não havendo assim a necessidade do uso de colmeias alugadas. Entretanto, caso haja essa necessidade é necessário que haja responsabilidade por parte do apicultor ao transportar essas colméias, levando-as apenas para áreas onde as mesmas já ocorram naturalmente. É necessário se atentar à distribuição das espécies de abelhas, evitando o transporte para regiões muito distantes, com clima e ambiente diferente do que elas estão habituadas. Dessa forma, é possível tentar evitar a morte de colônias ou a invasão de ambientes por espécies invasoras, visando também a conservação genética das espécies e subespécies de abelhas. Atrelado a isso é possível realizar campanhas educativas para informar, sensibilizar e aumentar a consciência dos apicultores/meliponicultores quanto aos problemas que o transporte permanente e/ou temporário de abelhas pode causar às populações de polinizadores silvestres, a fim de evitar o transporte indiscriminado de espécies para regiões as quais não estão adaptadas e não ocorrem. 

 

A fim de evitar a transmissão de doenças e patógenos é necessário que além de não transportar espécies e seus materiais para locais onde não ocorram naturalmente, deve ser realizado o monitoramento da saúde das colônias antes do transporte, se atentar ao não uso de material, como pólen, mel e cera, não esterilizado para fortalecer a colônia, cuidar da limpeza e da esterilização dos materiais utilizados no manejo das colônias, pois essas ferramentas podem espalhar doenças entre colônias da mesma espécie ou de espécies diferentes e ter colônias higiênicas, também podem ser soluções para a disseminação de doenças e patógenos. 

 

Simplificar os processos que envolvem o cadastro de colmeias, solicitações de licenças de transporte e venda do produto, reduzir as taxas de regularização são formas de incentivar os apicultores/meliponicultores a cadastrar suas colméias e solicitar as licenças necessárias para o transporte, as quais serão estabelecidas as áreas permitidas para o transporte de cada espécie ou subespécie. 



  • Outras Perspectivas

 

Políticas públicas

Um dos maiores problemas enfrentados por apicultores/meliponicultores é a falta de regulamentação do serviço prestado. Não há legislação específica para esta atividade, o que pode gerar tanto consequências ao apicultor quanto ao meio ambiente e ao Estado. Por exemplo, o deslocamento das colônias ao local desejado, se não for feito de forma correta e segura, pode ser uma ameaça às populações locais de insetos da mesma espécie e um risco para as próprias colônias, que podem ser perdidas. O serviço também está com valores muito baixos se comparados aos valores de outros países: segundo o G1, o preço do aluguel de cada caixa de abelhas é de cerca de R$45, enquanto que nos EUA, os apicultores recebem até US$200 por colmeia alugada. Os preços são muito discrepantes, o que mostra desvalorização do aluguel de abelhas no Brasil. Por isso, é importante que o aluguel de colmeias seja regulamentado por legislações específicas, de forma a fornecer informações a todos os segmentos da cadeia reprodutiva e tratar adequadamente dos riscos e problemas envolvidos e dos benefícios da atividade. É importante que também sejam criados programas de fomento para esta atividade, uma vez que isso beneficiaria não só o apicultor, mas toda a cadeia produtiva e até mesmo a sociedade, mostrando a importância da conservação das abelhas e do serviço ecossistêmico de polinização prestado por elas (Menezes et al., 2018).

 

Sustentabilidade

Há uma grande importância sustentável no aluguel de abelhas. Principalmente ao se tratar de colmeias de abelhas nativas, o aluguel de colmeias oferece aos ecossistemas uma gama de insetos polinizadores que auxiliam na reprodução de plantas com flores, e ajudam na conservação de espécies criadas (por isso a importância de serem nativas!). Também no quesito sustentabilidade, a consciência ambiental e a educação ambiental são consequências positivas, já que entende-se a importância das abelhas e da polinização. Entra também neste aspecto o bem estar e a qualidade de vida de apicultores/meliponicultores, já que criar abelhas e alugá-las cria certa preocupação com o meio ambiente e leva estes a adotarem práticas mais sustentáveis, como cultivo dos próprios alimentos, maior preocupação com a origem e destino dos produtos consumidos e a motivação gerada por realizar alguns manejos com as abelhas (Barbiéri e Francoy, 2020) e, especificamente no aluguel de abelhas, carrega a motivação de ser uma atividade mais sustentável, o que motiva os próprios apicultores/meliponicultores a continuarem a desenvolver a atividade e também a divulgá-la.

 

Pesquisas científicas

Como esta área ainda é pouco conhecida no Brasil, não há muitas pesquisas científicas sobre o assunto. É de grande importância que se desenvolvam pesquisas na área, já que a ciência pode ter grandes contribuições para esta atividade. A ciência-cidadã também pode ser uma boa alternativa, uma vez que assim podem existir projetos de pesquisa colaborativos. Através destas pesquisas, preenchem-se lacunas que limitam o desenvolvimento desta atividade, resolvem-se problemas tanto nas colmeias quanto no aluguel de abelhas e transporte de forma geral, além da divulgação e popularização da ciência. Para isto acontecer, é necessário que os órgãos públicos incentivem as pesquisas e parcerias entre o setor produtivo e instituições de pesquisa (Menezes et al., 2018).




  • Opinião do cidadão 

 

Três cidadãos responderam às seguintes perguntas: 

 

Você sabe o que é aluguel de abelhas? Caso sua resposta tenha sido NÃO: o que você acha que é o aluguel de abelhas? Acredita que seja algo positivo ou negativo? Caso sua resposta tenha sido SIM: o que você acha sobre o aluguel de abelhas?

 

A partir destas perguntas obtivemos as seguintes respostas:

No caso da primeira pergunta, os três cidadãos responderam que não sabem o que é aluguel de abelhas.

 

Cidadão 1

“Não sei o que é, porém um chute que tenho é que o aluguel de abelhas serve para a polinização de plantações. É positivo para quem alugou, pois o resultado vai ser atingido, porém é negativo quando pensamos que não temos uma polinização natural. Ou seja, não tem a quantidade ideal de abelhas fazendo esse trabalho livremente por aí."

 

Cidadão 2

Aluguel de abelhas se refere a um lugar onde as abelhas passam uma temporada para fazer os seus respectivos serviços de polinização, acredito que seja uma coisa positiva.”

 

Cidadão 3

“Aluguel de abelhas seria contratar os serviços de um apicultor que utiliza suas abelhas para polinizar plantas de terceiros. Se eu estiver correto(a) é uma coisa negativa.”










  • Referências bibliográficas

 

Agricultores recorrem ao aluguel de abelhas por aplicativo para conseguir mais produtividade. Globoplay, 2020. Disponível em:<https://globoplay.globo.com/v/8727695/>. Acesso em: 09 de dez. de 2020.

 

AgroBee: Polinização. Disponível em: <https://www.agrobee.net/>. Acesso em 06 de dez. de 2020.

ALENCAR, Laurielson Chaves. Efeitos de abelhas na frutificação e qualidade de melancia (cv. Crimson Sweet) na região Central do estado do Piauí. 2013.

 

BARBIERI, Celso; FRANCOY, Tiago Mauricio. Modelo teórico para análise interdisciplinar de atividades humanas: A meliponicultura como atividade promotora da sustentabilidade. São Paulo, 2020.

BARBOSA, Deise Barbosa et al. As abelhas e seu serviço ecossistêmico de polinização. Revista Eletrônica Científica da UERGS, v. 3, n. 4, p. 694-703, 2017.

Conheça a atividade de aluguel de colmeias. Portal SEBRAE, 2015. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/conheca-a-atividade-de-aluguel-de-colmeias,5661cc31effce410VgnVCM2000004d00210aRCRD>. Acesso em: 08 de dez. de 2020.

DE AZEVEDO COSTA, Caio Cesar; DE OLIVEIRA, Fabiano Luiz. Polinização: serviços ecossistêmicos e o seu uso na agricultura. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 8, n. 3, p. 1, 2013.

 

Dicionário Online: Polinização. Disponível em: <https://www.dicio.com.br/polinizacao/>. Acesso em 02 de dez. de 2020.

MELONIO, Nanda. Em tempo de declínio de abelhas, alugar colmeia virou negócio. Oeco, 2015.Disponível em: <https://www.oeco.org.br/noticias/29205-em-tempo-de-declinio-de-abelhas-alugar-colmeia-virou-negocio/>. Acesso em: 09 de dez. de 2020.

OLLERTON, Jeff; WINFREE, Rachael; TARRANT, Sam. How many flowering plants are pollinated by animals?. Oikos, v. 120, n. 3, p. 321-326, 2011.

RAMIRO, Juliana. Polinizadores são fundamentais para agricultura e produção de alimentos. Disponível em: <https://boaspraticasagronomicas.com.br/artigos/polinizadores/>. Acesso em 06 de dez. de 2020.

REBIPP. Relatório temático sobre polinização, polinizadores e produção de alimentos no Brasil. Espiríto Santo: REBIPP, 2019.

RODRIGUES, Roberto. Abelhas mel e polinização. 2008.

VOLLET NETO, A.; MENEZES, C. Desafios e recomendações para o manejo e o transporte de polinizadores. Embrapa Amazônia Oriental-Livro científico (ALICE), 2018.

Goiânia / GO
Graduação: Ciências Biológicas (UFG (Universidade Federal de Goiás))
Zoologia Exercícios de Biologia Ecologia Biologia Curso Superior
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1ª aula demonstrativa
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em 4 de agosto de 2021

Muito bom

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em 4 de agosto de 2021

Maravilhoso

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em 04 de Agosto de 2021

Obrigada!

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