Notas sobre o descenso do movimento revolucionário brasileiro após 1930: a educação para Roberto Mange

468.0 Bytes | 26 de Novembro de 2014 às 03:32 |

Resumo

A formação do movimento operário e sindical brasileiro coincide com o período de estruturação do capitalismo local nas três primeiras décadas do período republicano (1889-1920). O capitalismo neste momento será marcado pela formação de um regime de mais-valia absoluta, onde são levados ao extremo a exploração dos limites físicos do trabalhador, aliado a uma política de des caso com a questão operária. Tal situação será terreno fértil para a formação das primeiras organizações operárias, onde o anarquismo ganha destaque como a corrente mais influente no movimento, sendo que uma das principais linhas de atuação deles versava sobre a formação de escolas libertárias, racionais ou racionalistas com o objetivo de difusão dos valores do socialismo e da liberdade. Ocorre que após a década de 1930, com a crescente corporativização da política e da sociedade, um novo padrão de exploração calcado sobre a mais-valia relativa irá se consolidar, ocasionando em mudanças no tratamento da questão operária e sindical. Neste ponto ganha sentido a produção de Roberto Mange, engenheiro franco-suíço preocupado com a formação para o trabalho de largos contingentes de trabalhadores, que irá criar várias escolas com este fim, dentre elas o SENAI em 1942. Comparando os discursos e da prática destas instituições, considerando o contexto onde são formadas, acreditamos ser possível afirmar que as escolas de Mange são uma resposta contrária à organização dos trabalhadores inspirados pelo ideal revolucionário anarquista.

Palavras-chave: História do Brasil, movimento operário, mais-valia, corporativismo, educação.

Criado por: Rodrigo Araújo (professor)
18 páginas
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