A inserção da família no processo da alfabetização
Carolina C.
em 09 de Junho de 2021

O processo de alfabetização de uma criança é um período muito importante para a sua vida, assim como bem desafiador, pois o educando encontra-se em altos e baixos, ora com uma alta autoestima ora baixa autoestima o que é esperado para este momento de sua vida. A criança, em certos momentos, sente-se muito capaz e tranquila com o que está reproduzindo e compreendendo a partir de sua aprendizagem. Em sala de aula são realizados vários jogos e brincadeiras com o intuito de serem desenvolvidas habilidades e também para os alunos visualizarem e possuírem uma compreensão mais fácil do que estão aprendendo. Conforme Pozas (2011, p.15) “brincar é uma das principais atividades da criança. É por meio da brincadeira que ela revive a realidade, constrói significados e os ressignifica momentos depois. Dessa forma, aprende, cria e se desenvolve em todos os aspectos”. Além dos jogos e brincadeiras, são realizados as atividades orais e registros. Ou seja, em âmbito escolar são feitos todos os estímulos para que o educando esteja inserido em um local propício à aprendizagem, onde percebe a importância do aprender e também é levado a possuir a vontade de aprender cada vez mais. Logo, em casa a criança precisa sentir essa importância vinda de sua família para que esse incentivo seja reforçado em seu lar. Na regulamentação de leis do nosso país, Brasil, há documentos que asseguram o dever da família não só no processo de alfabetização, mas sim em toda sua vida escolar. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) N° 9.394/96, especificamente o artigo 2º, assegura: “A educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. O art. 226, da Constituição da República Federativa do Brasil (1988) diz que: “a família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado”. O art. 19, da Lei 8.069/90 dos Direitos Fundamentais, diz que “toda criança ou adolescente tem direito de ser criado e educado no seio de sua família e excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de entorpecentes”. (BRASIL, 1996).
Além disso, no Estatuto da Criança e do Adolescente no 19º artigo afirma que toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família. Por isso, a responsabilidade do ensino da criança também se refere à família. A família é o primeiro local onde a criança aprende questões morais, éticas e culturais. Teoricamente, a família teria a responsabilidade pela formação do indivíduo, e a escola, por sua informação. A escola nunca deveria tomar o lugar dos pais na educação, pois os filhos são para sempre filhos e os alunos ficam apenas algum tempo vinculados às instituições de ensino que frequentam. (TIBA, 1996, p. 111). A participação ativa dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para o desenvolvimento e crescimento da aprendizagem. No entanto, quando não há esta participação, há um rompimento neste processo de ensino-aprendizagem fazendo com que se torne mais difícil este processo para o educando.
A criança precisa sentir preocupação por parte dos pais em relação à sua aprendizagem, pois assim, ela percebe que isto também é importante aos seus pais e não somente para si. Além da preocupação dos pais, é de suma importância que os pais perguntem aos seus filhos diariamente como foi a sua estada na escola, o que foi realizado, seu aproveitamento, o que lhe agradou ou o que não foi tão bom, seu comportamento e por fim o que foi aprendido naquele dia. Mas não somente conversar, e sim ajudar na prática, sendo assim, ajudando nas tarefas diárias que a criança recebe. Neste processo de alfabetização, muitas vezes, a criança necessita de uma ajuda extra na realização da tarefa de casa e sem este auxílio, algumas vezes, o aprendiz acaba não realizando o tema de casa. Além do fato de no próximo dia ele necessitar explicar o porquê da não realização da tarefa, ele deixará de aprender ainda mais, não consolidando o que foi visto em aula e não percebendo suas dúvidas para no próximo dia perguntá-las a docente. É necessário que os pais dediquem um tempo ao seu filho, ajudando em suas tarefas, mas também que haja um tempo em que todos possam brincar juntos, pois ainda nesta faixa etária, o brincar é fundamental!


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente – ECA. Brasília: Distrito Federal: Senado, 1990.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996 .
POZAS, Denise. A criança que brinca mais aprende mais: a importância da atividade lúdica para o desenvolvimento cognitivo infantil. Rio de Janeiro: Senac, 2011.
TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. São Paulo: Editora Gente, 1996.

Ivoti / RS
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