Análise SWOT: a matriz FOFA

Veja como este sistema pode ajudá-lo a enfrentar os desafios do dia a dia

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Análise SWOT: a matriz FOFA
Hugo L.
em 07 de Julho de 2020

Não é de hoje que vários treinamentos e cursos corporativos são adaptados para beneficiar a vida de pessoas em seu dia a dia. Empresas pagam diariamente verdadeiras fortunas para que gestores famosos e experientes realizem as adaptações de suas teorias à realidade corriqueira do cidadão comum. Resultados promissores por diversos testemunhos e depoimentos dos mais variados tipos atestam a eficácia dessas adaptações. Contudo, não há necessidade de desembolsar as economias de toda uma vida para usufruir do desenvolvimento pessoal. Há uma infinidade de ferramentas, derivadas da Administração e de diversos outros campos do conhecimento, que podemos usar e adaptar ao nosso dia a dia. Modelos simples que podemos usar não apenas nas mesas de reunião como também em nossos lares e nas nossas mentes, para identificar elementos vantajosos dentro de cada um de nós e os pontos a melhorar, além de interpretar melhor o ambiente que nos cerca e reagir de maneira mais ágil e inteligente. Para isso, apresento-lhes hoje a matriz americana SWOT (ou FOFA para os íntimos e falantes da língua portuguesa). Estes nomes aparentemente estranhos são, na realidade, siglas nas quais cada letra simboliza um elemento a ser avaliado em qualquer cenário que se possa imaginar.

Esta ferramenta, derivada da área de Gestão de Projetos (Administração), divide os elementos de qualquer cenário ou situação, seja empresarial ou pessoal, em 2 áreas: a área interna, que diz respeito aos elementos que não interagem com o ambiente e portanto são trabalhados de forma isolada e padronizada; e a área externa, que apresenta os elementos do ambiente que interagem constantemente conosco. Dentro de cada área (interna e externa) teremos duas letras, totalizando 4 setores a serem avaliados. Vamos explicar, com calma, cada elemento.

Na área interna, temos o “S”, usado para o termo inglês “Strenghts” (em português “F”, de “Forças”) e o “W” para “Weaknesses (em português, o segundo “F” da sigla, que significa “Fraquezas”).

As forças representam a lista de todos os pontos fortes ou características que constituam um diferencial competitivo, tanto do ponto de vista de uma empresa como de um indivíduo. Se uma pessoa possui raciocínio rápido e excelente oratória, por exemplo, é no campo das forças que estas características serão organizadas. O objetivo é tomar consciência de todas as vantagens disponíveis e utilizá-las ativamente, sem nenhum tipo de ociosidade ou subaproveitamento. Afinal, de que adianta um lenhador possuir um excelente machado se nunca o utilizar em vida?

As fraquezas, por sua vez, serão os pontos de dificuldade de desenvolvimento, limitadores ou pontos sensíveis das empresas e pessoas. A timidez durante eventos de trabalho ou mesmo dificuldade de coordenar tarefas em equipe constituem alguns dos elementos que devem ser catalogados neste campo. Aqui, a regra é simples: tomar consciência de suas fraquezas para administrá-las e usar energia suficiente apenas para que elas não comprometam nenhuma situação séria ou importante. Não deve haver uma fixação utópica sobre eliminar todas as fraquezas. Esta abordagem é ineficiente e inalcançável, demanda tempo e recursos altíssimos para pouco resultado. 

Explorando agora a visão externa, temos o “O”, que significa “Opportunities” (em português “Oportunidades”) e, por fim, “T” significando “Threats” (em português “Ameaças”). 

As oportunidades são todos os eventos do ambiente que podem ser usados a favor do avaliado. Podemos, para ilustrar, descrever um aumento do preço do leite enquanto oportunidade para uma empresa que envasa e exporta leite e derivados. Se souber aproveitar o cenário apresentado, pode aumentar drasticamente seus lucros. No caso de uma pessoa, pode ser algo simples como uma promoção de supermercado, uma vaga de emprego ou até mesmo um vizinho que se ofereça a realizar um favor considerável. Os elementos externos que são considerados oportunidades são, obviamente, todos positivos, porém, se não aproveitados, sua existência será considerada indiferente.

As ameaças simbolizam o contrário: crises e situações que possam prejudicar diretamente a nossa situação ou eventos perigosos ou indesejados que, se não combatidos, podem atrapalhar ou mesmo destruir um cenário. Assim, um furacão será uma ameaça a uma fazenda isolada, um tsunami será uma ameaça a uma ilha e uma crise inflacionária será ameaça grave a uma família. O comportamento adotado é similar ao das fraquezas: se é praticamente impossível eliminar os pontos fracos, mais impensável ainda é eliminar uma ameaça externa que foge completamente ao nosso controle. É possível, porém, preparar-se para lidar com a ameaça, adotando uma postura preventiva ou de emergência para se “desviar” de seu dano eminente.

Imagino que a riqueza das informações apresentadas há pouco pode confundir o leitor ou ainda frustrá-lo por parecerem extremamente difíceis de serem implementadas na prática e de maneira simples. Para tranquilizá-los, criarei neste momento uma situação hipotética para testar cada conceito aprendido.

Suponhamos que exista Ricardo, um contador que trabalha em um pequeno escritório. Ele é preguiçoso, mas muito competente. Estuda muito, mas é tímido. No mês a seguir, o noticiário anuncia aumento do preço do combustível e seu chefe, ao mesmo tempo, anuncia que cada funcionário terá a chance de realizar uma prova para uma generosa promoção. Sendo assim, vamos listar, da maneira esperada, cada elemento que compõe Ricardo dentro de nossa matriz:

 

S: competente, estudioso.

W: preguiçoso, tímido.

O: possibilidade de promoção por meio de teste escrito

T: aumento do preço do combustível

 

Aplicando as ações devidas para cada letra, temos o seguinte diagnóstico:

Ricardo deve se aproveitar de seu perfil estudioso para estudar para o teste. Além disso, deve focar em estudar as matérias específicas de sua área de especialidade, pois se destacará com mais facilidade. Deve administrar sua preguiça, comprando um despertador para não se atrasar para trabalho e nem para o teste. Uma vez que o teste é escrito, sua timidez não precisa ser administrada, pois não o atrapalhará. Deve encher o tanque de seu veículo antes do aumento da gasolina e, caso não tenha condições, buscar pedir carona a algum amigo mais próximo, uma vez que sua timidez, nesse caso, dificilmente o permitirá pedir ajuda a um estranho ou colega de pouca intimidade.

 

E pronto! Como que num passe de mágica a situação torna-se mais clara e pragmática. Naturalmente há cenários e indivíduos muito mais complexos que o apresentado, mas agora há uma boa noção de como se utilizar a ferramenta.

Por hoje é isso! Até a próxima!

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