Gostaria parar de dar aulas convencionais?

Já ouviu falar sobre a prática do "Master Learning"?

Pedagogia
Gostaria parar de dar aulas convencionais?
Silvio M.
em 16 de Abril de 2021

Repensando o momento da aula − Nunca dê aula na aula de novo!

Nos meus primeiros 19 anos como professor, estive comprometido e provavelmente
gastei 60% do meu tempo de aula lecionando para classes inteiras. Aos poucos fui
aperfeiçoando meu ofício, incorporando algumas demonstrações legais em minhas
aulas de química. A maioria dos meus alunos parecia prestar atenção. Eles tomavam
notas, faziam perguntas e pareciam engajados. Mas será que eles estavam? Será que
realmente alcancei todos os alunos ensinando dessa maneira? Fazendo um
retrospecto, acho que não.
Hoje, gostaria de parar de dar aulas convencionais. Na verdade, o que pretendo fazer
é implementar o "mastery learning" em todas as minhas aulas. Mas como fazer isso?
A questão fundamental não é mais lecionar para toda a turma. Dessa forma, será
possível transformar a sala de aula em um espaço onde todos os alunos tenham
sucesso no aprendizado.
O cerne de uma aula com a “flipped mastery” se resume em uma pergunta simples:
“Qual é a melhor forma de usar o tempo em uma aula presencial?” Eu diria que são
os alunos trabalhando em coisas complexas (o que quer que pareça) na presença de
seu professor.
O melhor uso do tempo de aula NÃO é fazendo a transferência de informações. Em
vez disso, o tempo da aula precisa ser um momento em que os alunos se envolvam
com o assunto estudado. Eles precisam trabalhar juntos e o professor deve estar livre
para trabalhar com pequenos grupos de alunos. Alguns grupos são mais superficiais,
outros são mais desafiadores, colaborativos, buscando fazer conexões profundas.
Esses trabalhos em pequenos grupos podem ser experimentos, grupos de discussão,
rodas de conversa, trabalhos de exploração, grupos de tutoria, entre outros.
Observem que, independentemente do tipo de grupo, o ponto forte de todos é a
construção de relacionamentos.
Para que a mastery learning funcione, é essencial que qualquer instrução direta esteja
em uma plataforma digital que os alunos possam acessar quando precisarem. Para
tal, a instrução direta do professor deve assumir a forma de uma combinação de vídeo
e texto, com os quais os alunos interagem quando trabalham de forma independente.
Na verdade, os alunos podem optar por assistir a vídeos de ciências ou ler o livro ou
materiais de ensino.
Acredito que, embora haja um lugar para a instrução direta, não é apenas durante a
instrução para toda a classe. Em minha experiência de trabalho com muitos alunos
em todos os conteúdos, quase sempre há alguma instrução direta necessária.
Certamente, em meus cursos de ciências, vejo essa necessidade. Quando estou

resolvendo um problema de física ou química, sei que os alunos precisam me ver
modelando como resolver esse problema para que possam resolver problemas
únicos.
Trabalho independente versus trabalho em grupo
Em uma aula com a “flipped-mastery”, dois termos-chave são usados para ajudar a
organizar os alunos: trabalhos independentes e trabalhos em grupos. Os trabalhos
independentes ocorrem quando os alunos trabalham sozinhos ou
independentemente. Isso geralmente acontece fora da sala de aula (trabalhos de
casa), mas também podem acontecer na sala de aula. Os trabalhos independentes
devem se concentrar nos níveis mais baixos da taxonomia de Bloom, em que os
alunos são apresentados aos conteúdos. Podem ter a forma de um pequeno vídeo ou

uma curta tarefa de leitura. Às vezes, também são chamadas de atividades de pré-
aprendizagem.

Os trabalhos em grupo são aqueles em que os alunos já dominam os conceitos mais
difíceis. Eles costumam fazer isso se subdividindo em grupos menores e sempre
utilizam as metodologias ativas de aprendizagem.
Opções de pré-aprendizagem e práticas recomendadas
Os alunos são apresentados ao conteúdo por meio de um vídeo ou de uma leitura. Se
for um vídeo, você pode criar seu próprio vídeo ou usar um disponível online.
Alternativamente, você pode atribuir a leitura de um livro ou de alguma outra fonte de
leitura. A chave aqui é usar a atividade de pré-aprendizagem que se conecta ao
aprendizado em sala de aula. Certifique-se de que haja uma conexão direta. Se você
estiver ensinando dedilhado e acordes em uma aula de violão, peça aos alunos que
trabalhem no dedilhado e acordes na aula. Se você estiver ensinando alunos a
identificar a aliteração em um poema, peça-lhes que analisem a poesia e procurem a
aliteração em aula.
Tornar a pré-atividade social: Outra prática recomendada é tornar a pré-atividade
uma atividade social. Os alunos aprendem melhor quando aprendem socialmente, e
hoje em dia existem ferramentas nas quais os alunos podem ler socialmente e assistir
a vídeos de forma assíncrona. A ferramenta que estou usando atualmente é o
Perusall. Quando os alunos leem nesta plataforma, eles podem destacar o texto e, em
seguida, fazer comentários sobre os comentários uns dos outros. A mesma
ferramenta faz a mesma coisa com vídeos. A ferramenta é alimentada por inteligência
artificial e avalia a qualidade dos comentários dos alunos e produz um relatório
apontando os erros. Descobri que essa ferramenta é muito útil, já que me dá uma
visão dos erros e dificuldades dos alunos antes mesmo de eles entrarem na aula. Um
benefício adicional é que os alunos responderão às perguntas uns dos outros
diretamente na plataforma.

“Shorter is Better”: No início meus vídeos eram muito longos. Agora, o pré-trabalho é
feito em pequenas partes. Um tópico por aula de pré-aprendizagem. Se tiver um tópico
mais complexo, vou dividi-lo em várias partes. Para meus alunos do ensino médio,
meus vídeos têm entre cinco e 12 minutos cada. Quanto mais curto, melhor.
Benefícios das atividades prévias:
Os vídeos basicamente têm o poder de multiplicar o professor em vários! Dessa forma,
não há a necessidade de ensinar todos os alunos no mesmo dia, sobre um assunto
específico. E essa liberdade permite o professor fazer o seu trabalho mais importante:
circular pela sala ajudando os alunos, participar de discussões formativas, estabelecer
contato, se relacionando e estando junto aos alunos na aventura de aprenderem
juntos.
Recursos adicionais:
Podcast: Existem podcasts de vídeo e áudio com foco no mastery learning em várias
áreas de ensino. Para explorar mais entre em jonbergmann.com
Comunidade: Existe uma seção comunidade no site
https://jonbergmann.com/Community e você pode criar uma conta e se conectar a ela
sobre o aprendizado de mastery learning.
Livro: A segunda metade do livro Flip Your Classroom: Alcançando Todos os Alunos
em Todas as Classes Todos os Dias concentra-se no modelo Flipped-Mastery.
https://www.amazon.com/Flip-Your-Classroom-Reaching-Student/dp/1564843157

Autor: Jon Bergmann

https://intrepidednews.com/rethink-class-time-never-lecture-in-class-again-jon-
bergmann/

São Paulo / SP
Graduação: licenciatura em matemática (Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP)
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1ª aula demonstrativa
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