O método mais antigo da terra
Marcello Bion
em 04 de Março de 2014

Conforme eu já disse antes, meu primeiro contato com idiomas não foi o inglês mas antes o francês (desde o primeiro ano do primeiro grau).

Quando eu cheguei ao segundo grau eu já estudava francês há pelo menos quatro anos!

Meu segundo grau foi realizado no Colégio Pedro II (unidade São Cristóvão).

Até hoje me lembro do nome de minha professora de francês: Edyr. Ela tinha mais de trinta anos de magistério!

Segundo ela, além de o livro de didático e o breviário de verbos, deveríamos adquirir uma pequena caderneta (tipo agenda telefônica) devidamente organizada de A até Z, para que pudéssemos anotar as novas palavras que iríamos aprender, anotando-as ali, classificando-as em substantivo, adjetivo, numeral, etc e fornecendo o devido sinônimo ou até mesmo a pronúncia. Isso facilitaria sobremaneira a nossa vida, pois carregar o imenso dicionário de francês não era nada prático. A caderneta deveria ser tão pequena que pudesse caber no bolso da camisa ou do casaco.  Paralelamente, como primeiro dever de casa, ela pediu que fizéssemos a conjugação do verbo Être em todos os tempos verbais. Isso nem era tão difícil assim, visto que bastava copiar do velho Bechèrelle.

É claro que na minha segunda aula de francês eu não tinha feito o dever de casa. Eu iria dar a velha desculpa que não tive tempo de fazer o dever de casa e tudo estaria resolvido.  Ledo engano meu. Assim que entramos na sala, madame Edyr pediu nossos cadernos para verificar se havíamos feito o dever de casa. A quem houvesse feito o dever de casa, ela olhava o caderno para conferir quem havia feito ou não. Quem cumpriu com a tarefa, ganhava um ponto para prova e quem não havia cumprido a tarefa designada tinha seu nome anotado e deveria trazer o dever "esquecido" na próxima aula, já sabendo que estava em débito com sua mestra.

Daquele dia em diante, resolvi prestar mais atenção a D. Edyr e a todas as suas solicitações. Posso afirmar que, sem sombra de dúvida, aprendi muito com essa professora. Hoje em dia, eu fico horrorizado com o papel secundário que as aulas de idiomas foram relegadas em nosso sistema de ensino (mas creio que isso se trate de assunto para um outro post).

Hoje as tecnologias permitem que o aluno vá para a sala de aula com um mero tablet e mais nada. Ao invés de copiar algo do quadro, o aluno espera o professor acabar de escrever a matéria no quadro e tira uma foto ou então, fornece ao professor o pen drive dele para que o professor transfira a matéria apresentada no Power Point diretamente para ele. Mas aí eu lanço a seguinte pergunta: 

"Será que esse admirável mundo novo com todas essas tecnologias que facilitam as nossas vidas revolucionaram a sala de aula e resultaram em alunos mais ágeis e com melhores notas em suas matérias ?"

Na minha humilde opinião eu ainda sou adepto do velho caderno de papel e do velho lápis.

Aliás, eu gostaria de dizer que até hoje eu recomendo aos meus alunos de inglês que adquiram um caderninho de vocabulário, organizado de A até Z, para que eles possam ir anotando as palavras novas que vão aprendendo. Já cheguei até mesmo a presentear alguns alunos com tal mimo, já que eles, infelizmente, nunca se lembram de comprar a tal caderneta pois certamente devem achar algo muito retrógrado (mesmo eu já tendo alertado que as anotações também possam ser feitas em seus tablets, smartphones ou laptops).

 

 

Rio de Janeiro / RJ
Graduação: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (Universidade da Cidade-UniverCidade)
Sou fissurado no aprendizado de idiomas. Meu primeiro contato com uma língua estrangeira foi o francês (na escola). Depois aprendi inglês. Cheguei a estudar alemão na Uerj mas não levei adiante. Tive contato com o espanhol durante o tempo em que trabalhei no aeorporto internacional do Rio de Janeiro. Atualmente leciono no CNA Bonsucesso/RJ.
Inglês para Vestibular, Inglês para ENEM, Inglês para Concurso, Gramática em Inglês , Conversação em Inglês, Inglês em Geral
Oferece aulas online (sala profes)
R$ 55 / aula
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