No dia 17 de abril de 2014, foi anunciado o descobrimento de mais um planeta extrassolar: o Kepler‑186f. Considerado, até então, o mais semelhante à Terra entre os mais de 1.800 exoplanetas já identificados, ele possui aproximadamente 1,1 vez o raio terrestre e orbita dentro da chamada “zona habitável” — região onde as temperaturas podem permitir a existência de água líquida na superfície, condição essencial para a vida como a conhecemos.
As semelhanças, porém, terminam aí. Kepler‑186f orbita uma estrela anã vermelha e está localizado no limite externo dessa zona habitável, em uma posição comparável à órbita de Marte. Por isso, recebe apenas cerca de um terço da luz e do calor que a Terra recebe do Sol. Seu período de translação é de aproximadamente 130 dias.
A temperatura em sua superfície dependerá diretamente da composição e densidade de sua atmosfera — ainda desconhecida. Sem essa informação, não é possível afirmar se o planeta é realmente habitável, embora ele continue sendo um marco importante na busca por mundos semelhantes ao nosso.