Aula sobre texto argumentativo para Ensino Médio.

Aula sobre texto argumentativo para Ensino Médio.

Este artigo é uma resenha sobre aulas dadas para o Ensino Médio da Rede Pública. A partir de um conto trabalha-se o tema literário "moralidade", e a partir da discussão a construção do texto argumentativo. A resenha traz exemplos de produção de alunos.

Introdução

            A regência deste segundo semestre deu-se de forma contínua, pois havia disponibilidade por parte da estagiária de participar de todas as aulas dentro de uma semana inteira. Dessa maneira foi dado aula para todos os segundos anos da escola, os quais tinham três aulas cada um e para um primeiro ano que tinha quatro aulas dentro da semana, além de duas aulas para o Magistério. A regência efetivamente passou das 20 horas exigidas, pois o professor disse que se fosse começado um trabalho este deveria ir até o fim da semana para ter uma conclusão. Pensaram-se três aulas que trabalhassem o tema “Texto Argumentativo”, tema proposto pelo professor que pediu que fosse dada continuação ao seu programa.     

Regência

            Foi de interesse por parte da estagiária trabalhar com os alunos o tema moralidade, isto porque convictamente se sabe que o imaginário ocidental está impregnado da moralidade cristã e que também é um tema da literatura universal. Para tal afirmação recorre-se à também afirmação de um padre e teólogo chamado Comblin:

“A história comprova a fecundidade das utopias e das profecias. Não é sem razão que os teólogos, os historiadores e os sociólogos atribuem a origem remota de todas as grandes revoluções do mundo ocidental à fermentação das utopias bíblicas. As imagens da humanidade do Novo Mundo de Cristo, da liberdade, da igualdade e da fraternidade aí anunciadas foram imagens que preocuparam e estimularam a imaginação cristã durante vinte séculos. Todos os ocidentais estão contaminados. Pois a influência das ideias cristãs estende-se muito além dos limites da participação nas atividades eclesiais”. (COMBLIN, 2010, pg. 101)

            Sabendo disto, utilizou-se um conto japonês por trazer características do budismo, ou seja, uma moral completamente distinta. Trata-se de um autor chamado Ryûnosuke Akutgawa que viveu em Tóquio de 1892 a 1927 e que se suicidou. O conto se chama “Rashômon”[1]. Rashômon é o nome de um típico portal budista que no conto encontrava-se abandonado, além disso, o conto trata de um servo que viveu no período Heian, período que foi de 794 a 1185 no Japão, ou seja, o autor escreve sobre uma época anterior a que viveu. No conto o servo vive um grande dilema, tornar-se ou não ladrão, pois o Japão que naquele tempo era feudal acabara de sofrer diversas calamidades, fome, peste e terremoto. Muitas pessoas mortas eram jogadas dentro do portal no qual o servo se senta durante uma tarde e fica pensando no que irá fazer de sua vida, pois também acabara de ser dispensado pelo seu senhor. O conto mostra uma cadeia de problemas. O servo decide abrigar-se no portal para passar a noite e encontra dentro do portal uma velha que estava arrancando cabelos dos cadáveres mortos. O servo fica sem entender o por que de a velha estar fazendo isso e depois de se engalfinhar com a velha pergunta o motivo do que ela está fazendo; a velha responde que está arrancando os cabelos dos mortos para fazer perucas e que pode ser perdoada, pois a mulher de quem ela estava arrancando os cabelos vendia enquanto ainda era viva, cobra no lugar de peixe para sobreviver. O servo fica com raiva e diz que então roubará as roupas da velha porque senão seu corpo também vai padecer e neste final seu dilema acaba, ou seja, ele torna-se ladrão. O conto pretende mostrar que quando a questão é sobrevivência não há o que fazer senão “rebaixar-se” moralmente para sobrevivência.

            A partir do conto pensou-se em utilizar o provérbio que temos no português: “A ocasião faz o ladrão?” como início das aulas, para perceber qual era a opinião dos alunos e perceber se haveria alteração após a leitura do conto. Além disso, como ideia que surgiu repentinamente durante as aulas, foi recitada uma música de Gabriel O Pensador chamada “Resto do Mundo”[2]. A música é a fala de um mendigo que fala sobre sua vida e seu desejo é morar em uma favela, o trecho mais significativo da música é o seguinte:

 “Eu to com fome/ Tenho que me alimentar/ Eu posso não ter nome, mas o estômago tá lá/ Por isso eu tenho que ser cara-de-pau/ Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal/ Tenho que me rebaixar a esse ponto porque a necessidade é maior do que a moral”.

As aulas foram divididas da seguinte maneira, como para os segundos anos havia três aulas, a primeira aula foi a leitura do conto junto com sua problematização, mais a pergunta “A ocasião faz o ladrão” e por fim a letra da música, a segunda aula era a continuação da discussão mais a apresentação teórica sobre texto argumentativo e sua esquematização; tal esquematização foi retirada do capítulo do Livro Didático dos alunos “Língua Portuguesa – Linguagem e Interação” de Faraco, Moura e Maruxo Jr e na terceira aula o tempo foi utilizado para a produção de um texto argumentativo, no qual os alunos deveriam colocar suas opiniões e posições a partir da discussão dada em sala de aula. Para o primeiro ano que tinha quatro aulas foi mais tranquilo e eles tiveram mais tempo para a produção de seu texto. Este foi o esquema pensado para as aulas de todos os alunos. O professor também tinha duas aulas com o Magistério e no caso do Magistério foi lido o texto, apresentada a frase e a letra da música e a partir daí fomentou-se uma discussão sobre o que os alunos acharam da sequência didática.

            Sobre o texto argumentativo a aula se deu por meio de um resumo do capítulo 10 do livro didático intitulado “O ensaio” e a segunda aula foi um resumo deste capítulo juntamente com a leitura de um texto que estava no Livro Didático chamado “O Lobo Mau ficou bonzinho?” em que a autora discutia o uso de textos literários que tratavam de temáticas mais “pesadas”, e foi bastante interessante, pois os alunos faziam alusão ao texto que estavam lendo em aula. O capítulo dizia que para um texto argumentativo ser feito é necessário formular uma tese, a partir da tese criar argumentos para a defesa da tese a fim de convencer o leitor e concluir retomando as ideias. Foi esquematizada na lousa esta pequena “teoria” e explicado aos alunos como fazer, durante as aulas criou-se oralmente junto com os alunos um texto que tinha como tema a água. Colocavam-se as opiniões e a partir daí construía-se o texto. Isto foi bastante produtivo, pois os alunos interagiam e participavam da construção do texto oral a fim de melhor apreender a forma para fazer suas produções. Isto, no entanto, causou certa confusão, pois alguns alunos que provavelmente não conseguiram abstrair o tema proposto para o texto argumentativo sobre “moralidade” entregaram textos com o tema água.

            A partir daqui será mostrado algumas produções dos alunos e posteriormente será feita uma análise dessas produções.

Primeiro Texto Argumentativo de um aluno de Segundo Ano:

Título: Mera reflexão

Bom, no Brasil, a mídia dis-
torce muito a realidade em
que nós vivemos. No Brasil
de hoje, tratamos o nosso
próximo como invisível,
lixo, nada! Um bom exem-
plo disso, são os mendigos,
muitos de nós, os julgamos,
e tiramos conclusões sem
saber o real motivo dele
estar naquela situação.
Muito fácil chegar em
um gari e dizer que não
estudou, ou que se não
fosse gari, seria certamente
ladrão.
Esse país, vive muito
de aparências, “você é re-
almente o que você veste”,
“você vale o que tem”...
As pessoas deviam parar
para pensar, que nem
todos, nascem em ber-
ços de ouro como elas.
É triste, mais essa é
a realidade em que
vivemos hoje.
A partir do momento em
que nós olharmos, e
enxergarmos que
o  pessoal de rua não é
assim por opção,
que o negro não é la-
drão, e que somos todos
irmãos, não só o Brasil,
mas teríamos um mundo
muito melhor.

Segundo Texto Argumentativo de um aluno de Segundo ano

Título: O ato e suas consequências
Na realidade atual em que vivemos, a sociedade
sempre têm uma desculpa para tudo e geralmente
coloca a culpa no outro, reconhecer o erro e assumir
é uma atitude que se vê em poucos. Descobrir o mo-
tivo pelo qual uma pessoa deixa tudo e vai morar
na rua é tão complexo como o motivo de uma
pessoa se tornar ladrão, a roubar.
Motivos pessoais, exclusão, dificuldades e outros
inúmeros exemplos levam as pessoas a se drogar,
matar e roubar. Por mais que alguém esteja passan-
do por dificuldades, roubar nunca é a solução. Quem
rouba tira da pessoa que conquistou com tanto es-
forço e dedicação, isso não é justo, pois a vítima não
tem culpa da dificuldade do ladrão.
Buscar apoio, ajuda é a melhor solução, sempre
terá uma pessoa ao menos que pode ajudar e enten-
der que tudo hoje em dia tem punição, e mes-
mo que pareça um crime pequeno e que não
vá se complicar, para a justiça qualquer crime
tem o mesmo tamanho e é punido, seja com
prisão ou serviços comentários.
Roubar pode ser o primeiro passo para entrar num
mundo sem volta, ir afundando cada vez mais até
chegar ao ponto de matar para conseguir aquilo
que deseja.

Terceiro Texto Argumentativo de um aluno de segundo ano:


Título: Caráter


“A ocasião faz o ladrão” não! O caráter
faz o ladrão, não importa a ocasião, se a
pessoa tem caráter nunca se tornará “ladrão”.
São inúmeras as pessoas que dizem
“eu roubo”. Bom, essa desculpa esfarrapada
até “colava” a 150 anos atrás. Quando os
escravos fugiam das senzalas e não tinham
a onde ir; ou mesmo antes disso, na época
do imperialismo em que o “rico” sempre iria
ser “rico” e o “pobre” sempre seria “pobre”.
Mas hoje em dia, em pleno séc, XXI são
inúmeras as oportunidades dadas a todos e feliz-
mente hoje em dia até o pobre mais mize-
rável pode se tornar riquíssimo honestamente.
A meu ver, o fato de uma pessoa que
é um ladrão só se tornou um ladrão por causa
de um caráter fraco que não resistiu à
pressão do momento. Essa pessoa por não ter
aproveitado suas oportunidades se sente
frustrada e por conta de um caráter fraco,
rouba as pessoas que conseguiram aproveitar
suas oportunidades.
Com isto, podemos concluir que a falta
de caráter é o combustível que leva a
pessoa a cometer o delito; não importa
se a pessoa que roubou era rico ou pobre,
não importa se roubaram muito ou pouco,
a falta de um caráter forte leva o
individuo a roubar, independendo da ocasião
ou do local.

Quarto Texto Argumentativo de um aluno de primeiro ano:
Título: Alienação
Pensar na miséria do mundo de fato é realmente
importante. A sociedade só conhece o “mundo” dentro de suas casas,
quase não ouvem falar sobre a pobreza, acham que tudo se ba-
seia em novelas ou conto de fadas. Mas, a realidade é totalmen-
te diferente nas favelas ou até mesmo nas ruas, mendigos estão
por todas as partes e todos os julgam e não julgam só mendigos,
desempregados, negros e pobres também são discriminados.
Se todas as pessoas parassem de julgar e ajudassem seria
bom ou pelo menos se informar, pois muitos pobres não tiveram escolha.
Afinal, quem escolhe ser pobre?
E a consequência disso é que além de ser pobre eles tem que
sofrer com o desprezo de pessoas ignorantes. Nas ruas, crianças por
toda parte usando drogas e sem futuro, pois suas realidades são
terríveis.
Talvez, montando ONG’S e oferecendo cultura elas possam ver
que há outro “mundo” ser o deles e que esse “mundo” é um
lugar melhor para se virar se viver.
Então, você antes de jugar, falar sem ao menos saber
da metade de história, vá aprender a se informar, ajudar o
próximo ou continue nessa ignorância sendo alienado em frente a tele-
visão.

            O professor utilizou a atividade proposta para aferir mais uma nota no bimestre dos alunos e isso foi um ponto importante para que os alunos levassem a sério a atividade. Os textos selecionados foram os considerados melhores dentre os que foram escritos. Nestes casos os alunos conseguiram estruturar seus textos de modo que houvesse a criação de uma tese, a defesa de opiniões e uma conclusão. Interessante pensar que a temática negra aparece em dois textos e que isto não foi discutido em sala de aula.           

Considerações Finais

            Alguns textos finais não foram argumentativos, mas sim narrações, isto talvez porque se usou um texto narrativo para se pensar um texto argumentativo. No geral a aceitação dos alunos foi muito boa, um aluno disse “Sua aula foi muito boa, você realmente deve ser professora”. Essa resposta foi muito positiva e fez com que de alguma maneira se acreditasse ter acertado na maneira de pensar a estruturação da aula. Nem todos os alunos conseguiram abstrair e pensar no tema moralidade de maneira abstrata de modo que muitos textos foram entregues com o título “A ocasião faz o ladrão”. O mais importante, contudo, foram as discussões que se deram em sala de aula, muitos alunos colocavam-se a favor do servo e a favor do mendigo da letra da música, outros eram irredutíveis na relativização da questão roubo, mas os alunos gostaram de opinar e participar das discussões. No início das aulas era explicado que a intenção era relativizar os valores que carregamos no ocidente e os alunos entendiam a proposta e em geral gostaram muito de conhecer um autor que jamais teriam acesso dentro do seu currículo. O professor também achou positiva a proposta e repetiu as aulas com o mesmo texto com as aulas que tinha no período noturno. Por fim, é inegável o poder da literatura na formação de nossos valores e ideias, seja para relativizá-las ou para afirma-las como se percebe no texto dos alunos.

           

BIBLIOGRAFIA

COMBLIN, José. Viver na Esperança. São Paulo: Paulus, 2010.

FARACO, Carlos Emílio. Língua Portuguesa: linguagem e interação/ Carlos Emílio Faraco, Francisco Marto de Moura, José Hamilton Maruxo Júnio. São Paulo: Ática, 2010.

AKUTAGAWA, Ryûnosuke. Rashômon e outros contos. São Paulo. Hedra

 

ANEXO 1

Resto do Mundo – Gabriel o Pensador

Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
Eu me chamo de excluído como alguém me chamou
Mas pode me chamar do que quiser seu doutor
Eu não tenho nome
Eu não tenho identidade
Eu não tenho nem certeza se eu sou gente de verdade
Eu não tenho nada
Mas gostaria de ter
Aproveita seu doutor e dá um trocado pra eu comer...
Eu gostaria de ter um pingo de orgulho
Mas isso é impossível pra quem come o entulho
Misturado com os ratos e com as baratas
E com o papel higiênico usado
Nas latas de lixo
Eu vivo como um bicho ou pior que isso

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou... Eu não sou ninguém

Eu to com fome
Tenho que me alimentar
Eu posso não ter nome, mas o estômago tá lá
Por isso eu tenho que ser cara-de-pau
Ou eu peço dinheiro ou fico aqui passando mal
Tenho que me rebaixar a esse ponto porque a necessidade é maior do que a moral
Eu sou sujo eu sou feio eu sou anti-social
Eu não posso aparecer na foto do cartão postal
Porque pro rico e pro turista eu sou poluição
Sei que sou um brasileiro
Mas eu não sou cidadão
Eu não tenho dignidade ou um teto pra morar
E o meu banheiro é a rua
E sem papel pra me limpar
Honra?
Não tenho
Eu já nasci sem ela
E o meu sonho é morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela
A minha vida é um pesadelo e eu não consigo acordar
E eu não tenho perspectivas de sair do lugar
A minha sina é suportar viver abaixo do chão
E ser um resto solitário esquecido na multidão

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu não sou ninguém
Eu não sou nada
Eu não sou gente
Eu sou o resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu não sou ninguém

Frustração
É o resumo do meu ser
Eu sou filho da miséria e o meu castigo é viver
Eu vejo gente nascendo com a vida ganha e eu não tenho uma chance
Deus, me diga por quê?
Eu sei que a maioria do Brasil é pobre
Mas eu não chego a ser pobre eu sou podre!
Um fracassado
Mas não fui eu que fracassei
Porque eu não pude tentar
Então que culpa eu terei
Quando eu me revoltar quebrar queimar matar
Não tenho nada a perder
Meu dia vai chegar
Será que vai chegar?
Mas por enquanto

Eu sou o resto
O resto do mundo
Eu sou mendigo, um indigente, um indigesto, um vagabundo
Eu sou o resto do mundo
Eu não sou ninguém
Eu não sou nada
Eu não sou gente
Eu sou o resto do mundo
Eu sou mendigo um indigente um indigesto um vagabundo
Eu sou o resto
Eu não sou ninguém

Eu não sou registrado
Eu não sou batizado
Eu não sou civilizado
Eu não sou filho do Senhor
Eu não sou computador
Eu não sou consultado
Eu não sou vacinado
Contribuinte eu não sou
Eu não sou comemorado
Eu não sou considerado
Eu não sou empregado
Eu não sou consumidor
Eu não sou amado
Eu não sou respeitado
Eu não sou perdoado
Mas também sou pecador
Eu não sou representado por ninguém
Eu não sou apresentado pra ninguém
Eu não sou convidado de ninguém
E eu não posso ser visitado por ninguém
Além da minha triste sobrevivência eu tento entender a razão da minha existência
Por que que eu nasci?
Por que eu to aqui?
Um penetra no inferno sem lugar pra fugir
Vivo na solidão mas não tenho privacidade
E não conheço a sensação de ter um lar de verdade
Eu sei que eu não tenho ninguém pra dividir o barraco comigo
Mas eu queria morar numa favela, amigo
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
Eu queria morar numa favela
O meu sonho é morar numa favela.

 

 

 



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