Como devem ser as aulas de português? Três exemplos de aulas dadas para o Ensino Fundamental II.

Como devem ser as aulas de português? Três exemplos de aulas dadas para o Ensino Fundamental II.

Neste artigo reproduzo a experiência em sala de aula em uma escola pública, do ensino fundamental II. Coloco como as aulas de português devem ser espaços para a construção da linguagem a partir da materialidade dos alunos. Fica o convite para a leitura das aulas preparadas sob a luz de Freire e Bakhtin.

Introdução

As atividades realizadas pela estagiária foram aleatórias devido à característica do estágio, o qual só poderia ser feito as quintas e sextas-feiras. Desse modo tornou-se complicado pensar em algo que fosse gradativo, dessa maneira optou-se por atividades que coubessem no espaço de uma aula, na maioria dos casos duas horas-aula. Obviamente a observação foi determinante em relação à maneira como essas atividades foram aplicadas e desenharam a forma como a estagiária apresentou as atividades.

Regência

A característica principal da regência é que ela não foi periódica, mas acontecia as quintas e sextas-feiras da semana, com exceção do último dia que foi feito em uma segunda-feira, pois a escola entraria em uma semana pré-copa do mundo. As atividades escolhidas foram aleatórias devido à característica do estágio. A primeira regência deu-se no dia 23.05.14 e aconteceu em dois oitavos anos. A atividade trabalhada foi um texto do gênero discursivo propaganda, o “Chá Verde Real Multiervas” retirado do livro “Ensino de Língua Portuguesa”. Levou-se em consideração a afirmação feita por Riolfi et.al (p.63, 2008): 

“Esse texto foi escolhido em razão de seu conteúdo não proporcionar um tipo de leitura que toma da aula de Língua Portuguesa com questões alheias, como que lição de vida podemos retirar desses textos sobre o chá verde”, prática frequente em muitas escolas.”

( Riolfi et. Al, p. 63, 2008).

O texto foi transcrito em impressão, e, além disso, usou-se a lousa para reproduzi-lo, a fim de permitir que o aluno usasse o meio que melhor lhe apetecesse, na observação percebeu-se que a professora não fazia uso da lousa. Conforme a instrução do livro percorreu-se os caminhos do texto apontados pelos autores, a fim de mostrar aos alunos como um texto relativamente simples, possui uma complexidade visível, quando se observa que o autor se preocupou em criar um texto que sugeria ritual, prazer, passado de tradição, etc. Após este caminho percorrido sob a luz dos autores do livro, pediu-se uma devolutiva dos alunos, ou seja, pediu-se que eles criassem um produto qualquer de suas cabeças e criassem um texto que percorresse estes caminhos, porém a partir do produto escolhido.

Reproduz-se aqui primeiramente o texto trabalhado e a seguir algumas das produções dos alunos:

Texto:

1    –    Os   povos   orientais   degustam   esta   bebida   desde   tempos   imemoriais.    Seu

2 – consumo é um hábito de sofisticado ritual. O chá verde Real Multiervas, além de ser

 

3

saudável,

também  é

bom  para  seu  paladar.  Elaborado  especialmente  para

4

ser

apreciado  após

as

refeições,

nosso

blend  de

folhas

selecionadas

tem

5

um

sabor

refrescante

e

agradável

desde

o  primeiro

 

O  toque  suave

do

6 – chá verde Real Multiervas faz do hábito de cuidar de si um verdadeiro prazer.

Produção de alguns alunos:

1 – O universo era tranquilo até o

2 – deus da destruição acordar. Ele tinha

3 – sonhado com um guerreiro muito podero-

4 – so , e ele sabia que ele existia porque, ele

5 – tinha derrotado seu soldado mais forte

6 – com muita facilidade. Ele estava com

7 – tanta vontade de lutar com esse guerreiro

8 – que ele era capaz de atravessar o universo 

9 – inteiro so para lutar com ele. Você não

10 – quer ser esse guerreiro? Então compre

11 – o jogo e entre nessa aventura.

Nesta primeira produção de um oitavo ano, percebe-se que não houve total compreensão por parte do aluno, ou uma má explicação por parte da estagiária, pois o aluno não cita o nome do jogo algo que seria primordial para a compreensão da propaganda. De qualquer forma, o aluno esforçou-se para criar um “enredo” do seu produto quando começa o texto falando do universo e cria uma história de seu guerreiro. Esta é uma produção de oitavo ano. Em uma produção um pouco menor, percebe-se que o aluno talvez tenha compreendido o percurso que deveria percorrer como se vê:

1- O computador feito com as melhores peças, das

2 – melhores marcas . O computador Mega Booster XIII, foi

3 – feito para rodar jogos da geração atual e também para

4 – próxima geração. Graças à nova tecnologia feita pelos

5 – nossos engenheiros, o computador é silencioso e frio, perfeito

6 – para jogar em FULL HD. Com certeza os usuários deste

7 – mega computador sente prazer e adrenalina em uma jogatina.

Nesta segunda produção, o aluno conseguiu criar argumentos favoráveis ao computador, como “silencioso e frio”, além de terminar o texto em semelhança ao texto de base dizendo que o usuário sentiria “prazer e adrenalina em uma jogatina”. Não estava sendo avaliado para a “nota”, que a professora pediu que fosse atribuída, questões ortográficas ou de coesão, mas a capacidade que o aluno possuía em apreender aquilo que o texto base trazia como sugestão para a criação de um texto-propaganda. Esta produção foi avaliada com nota 10 e a primeira com nota 8. É muito difícil atribuir notas, mas a professora pediu que a nota fosse atribuída para ser complementada na nota final do semestre. Contudo, a avaliação da estagiária não foi seguida à risca pela professora que sobre a produção de um determinado aluno avaliado com nota 8, disse: “Não vou dar 8 para esse aluno de jeito nenhum, no máximo um 6”. Isto faz uma questão surgir, a qual o critério adotado para se avaliar? Ou que tipo de avaliação a professora de fato aplicava em seus alunos? Em outras aulas com o mesmo tema, dada para os nonos anos a professora pediu que fosse dada nota de 0 a 2, a fim de que essa nota fosse agregada à nota de uma redação final que ela havia pedido e que estava avaliando como “muito ruim”, as redações da sala inteira. Neste sentido, a regência que deveria ser especulativa, acabou sendo arbitrária a pedido da professora.

A mesma atividade foi repetida nas salas que apareciam pela primeira vez, porém esta não foi a única atividade realizada. Diante das produções de uma redação com o tema “Deve-se fazer justiça com as próprias mãos”, dada pela professora, com base em um texto que problematizava as recentes questões de um rapaz negro que foi amarrado e linchado, bem como a de uma mulher inocente que foi linchada na baixada santista, acusada de sequestradora, o texto trazia como argumentação mais forte o fato de que estamos em um estado de direito que deveria garantir a todo e qualquer réu, o direito de ser julgado por um juiz imparcial. Ou seja, o texto induzia o aluno a pensar que fazer justiça com as próprias mãos era algo minimamente anacrônico. No entanto, a grande maioria das salas em que a esta atividade foi aplicada pela professora que mostrou as redações para a estagiária, os estudantes se mostraram favoráveis ao “fazer justiça com as próprias mãos”, sempre baseadas no argumento de que se a justiça não fazia seu papel cabia à população fazer justiça. A professora ficou um tanto quanto preocupada com a resposta dos alunos e disse que não sabia o que fazer para problematizar a questão de modo a convencê-los de que não deveríamos voltar à barbárie. Diante disto foi proposto pela estagiária uma atividade que problematizasse essas questões, sendo aceita pela professora e aplicada em sala de aula. Para tanto, fez-se uso do poema “A morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade1, e em três aulas abriu-se uma discussão que partia do poema e que se tornava livre, a partir daquilo que os alunos percebiam no poema. O poema trata da história de um leiteiro, que ao fazer barulho em uma entrega é morto pelo dono de uma das casas de onde fazia a sua entrega, além disso, trata da questão de sensos cognitivos2 que são criados a partir de “legendas”, esta palavra usada no poema e que trazia o “senso comum”, “ladrão se mata com tiro”, além de “ladrões infestam a cidade”. Ou seja, o poema sugeria que por causa do senso que havia se instalado no bairro o homem fora levado a matar o leiteiro. Essa atividade ia direto à questão da “justiça com as próprias mãos” e por mais que a primeira afirmação deste trabalho concorde que a aula de português não precisa necessariamente tratar de textos ideais, a estagiária estava diante de uma situação peculiar, na qual a professora pediu uma atividade que fosse nesta direção. A resposta dos alunos para esta atividade foi bastante interessante; como o homem que mata o leiteiro se arrepende instantaneamente muitos alunos disseram que ele deveria ser perdoado. Outros disseram que o autor do crime deveria ser preso. Enfim, a problematização maior era a de alguém que pode matar o outro pensando que está fazendo justiça, quando na realidade mata um inocente. Em todas as salas em que foi trabalhado este poema, os alunos ficavam afoitos querendo dar sua opinião e foi bastante difícil manter uma “ordem” na sala para a discussão, porém dentro do possível e das intervenções feitas pela professora e pela estagiária foi possível criar um ambiente mínimo de discussão e a problematização colocada pela professora à estagiária foi cumprida. O intuito não era convencê-los, mas mostrar que a “justiça com as próprias mãos”, pode ser falha, como no caso do poema. As três aulas em que se deu essa aula correspondiam a duas horas-aula foram dadas nos dias 30.05.14 para duas turmas de oitavo ano e uma no dia 02.06.14 para um nono ano.

Outras questões foram levantadas dentro do poema, há uma frase no poema que diz, “Está salva a propriedade”, e a partir dessa afirmação foi possível uma discussão de classes sociais a fim de situá-los a qual classe pertenciam, e esta a trabalhadora. A professora disse que a aula de português também precisava ser para “construção de cidadania”, e a discussão sobre classes sociais está pautada em Freire:

“É que, se os homens são estes seres da busca e se sua vocação ontológica é humanizar se, podem, cedo ou tarde, perceber a contradição em que a “educação bancária” pretende mantê-los e engajar-se na luta por sua libertação (...)”

(FREIRE, 2013)

Neste sentido a atividade com o poema e com a problematização da classe social a que pertencem os alunos, esta trabalhadora – perguntou-se as profissões dos pais dos alunos, e estas são porteiro, vendedor de churrasco, caminhoneiro, etc. – visava situá-los sobre sua realidade a fim de promover uma reflexão que levasse à transformação de suas realidades e a escola neste sentido possui um espaço central para a transformação dessa realidade, isto segundo a professora e de comum acordo com a estagiária. Foi perguntado por onde essa mudança poderia começar a se dar e os alunos não sabiam o que responder, diante disto foi proposto o envolvimento dos alunos no grêmio estudantil da escola, o qual poderia e pode ser o primeiro espaço de deliberação e da vivência da democracia como verdade na realidade social imediata desses alunos. Como explicar a resposta dada pelos alunos sobre o “fazer justiça com as próprias mãos”? Para tal explicação recorre-se à luz de Bakhtin:

“O mundo interior e a reflexão de cada indivíduo tem um auditório social próprio estabelecido, em cuja atmosfera se constroem suas deduções interiores, suas motivações apreciações, etc. Quanto mais aculturado for o indivíduo mais o auditório em questão se aproximará do auditório médio da criação ideológica, mas em todo caso o interlocutor ideal não pode ultrapassar as fronteiras de uma classe e de uma época bem definida.” (BAKHTIN, 1929, pg. 17)

E:“Além disso, o centro organizador e formador (do pensamento) não se situa no interior, mas no exterior. Não é a atividade mental que organiza a expressão, mas ao contrário, é a expressão que organiza a atividade mental, que a modela e determina sua orientação. Qualquer que seja o aspecto da expressão-enunciação considerado, ele será determinado pelas condições reais da enunciação em questão, isto é, antes de tudo pela situação social mais imediata”.

BAKHTIN, M. (VOLOCHINOV) (1929) Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência dalinguagem. Trad. Michel Lahud e Yara F. Vieira. 7 ed. São Paulo Hucitec, 1995.

Disto conclui-se que a resposta dos alunos está ligada à classe social a que pertencem e ao imaginário que esta classe possui. E também conclui-se que a aula de português diante dos textos trabalhados precisa problematizar a realidade social imediata dos alunos, a fim de promover uma reflexão profunda desta realidade e de como é possível transformá-la. A estagiária, oriunda de escola pública, levou em consideração seu próprio histórico para realizar essa atividade.

Além dessa atividade tentou-se em um oitavo ano em que a aula se repetia e que já haviam sido dadas as duas aulas anteriores, uma atividade dada em sala de aula sobre estrutura da narrativa, a atividade consistia em conduzir a criação da narrativa a partir da regulação. Foi pedido para que cada aluno pegasse uma folha e fosse repassando para o aluno de trás assim que se escrevia o que era pedido. Primeiro pedia-se que se escrevesse o nome de uma mulher, depois o nome de um homem, após isso um local, em seguida uma data, posteriormente “ela disse que...”, e “ele respondeu que”, e por fim, “o resultado deste breve encontro foi que...”. Essa atividade ficou confusa porque os alunos não repassavam os papéis direito e não entenderam que precisavam escrever abaixo da dobra, de modo que uma parte das respostas ficou de um lado da folha, e outras de outro. A ideia inicial era que na aula seguinte, que seria uma das últimas do estágio se formassem grupos em que fosse necessário, por parte dos alunos darem verossimilhança à história; a professora, contudo, depois da confusão com os papéis disse que não seria uma boa ideia, pois eles não iriam conseguir fazer e iriam “ficar perguntando o tempo inteiro”. Interessante notar que os alunos na aula seguinte cobraram a formação dos grupos, ao que a estagiária teve de responder que havia desistido de dar a aula dessa maneira, porém ao retomar com os alunos a estrutura que havia sido dada, todos, sem exceção souberam responder a sequência que havia sido dada, mostrando dessa maneira a eficácia da atividade apesar de toda a confusão.

Nas duas últimas aulas do dia 02.06.14, foi dada outra atividade de estrutura narrativa dada em sala de aula e retirada do mesmo livro3, também sobre estrutura narrativa. Porém esta atividade consistia em junto com os alunos retomar os “motivos” de uma estrutura narrativa de detetive como é apresentado na atividade, “preparação”, “punição”, “crime”, “detetive”, “ladrão”, “quando” e “onde” havia ocorrido o crime. Perguntava-se para os alunos: “O que é necessário para que haja uma história de detetive? Vocês já jogaram detetive”, de modo a trazer deles as respostas e eles acrescentaram aos motivos a “testemunha”. Após esta primeira intervenção investigativa, foi dito em sala que um aluno sairia da sala de aula enquanto os alunos que ficaram em sala construiriam uma história e que este aluno que saiu da sala deveria descobrir quando retornasse. A partir da saída do aluno, era dito em sala que nenhuma história seria construída, mas que o próprio aluno que saiu da sala construiria a história a partir de suas perguntas e que aos alunos que ficaram caberiam responder que sim as suas perguntas quando as frases terminassem em vogal e deveriam responder que não, quando as frases terminassem em consoantes. Esta atividade deu certo, os alunos respeitaram as regras e não erraram nas palavrinhas terminadas em vogais e consoantes. Esta atividade foi feita em um nono e um oitavo ano. A seguir reproduz-se a história acabada, a qual foi pedida que fosse escrita por todos os alunos da sala a fim de não deixa-los ociosos enquanto um ou mais alunos produzissem o texto final. A sala estava completa e possuía aproximadamente 40 alunos.

Texto do oitavo ano:

1 – Ontem as seis e meia na

2 – cidade de São Paulo o senhor Biel

3 – foi esfaqueado.

4 – O detetive descobriu que ele

5 – estava devendo 3.000 reais, então

6 – o ladrão Cristian pensou durante

7 – uma semana qual seria a 

8 – preparação do crime.

9 – O detetive Gabriel confirmou

10 – a historia que a esposa de biel

11 – havia contado, Gabriel levou muitas

12 – provas para o júri.

13 – A decisão foi que o Cristian

14 – era culpado, então a punição seria

15 – a sentença de morte.

Esta produção é menor do que a que se seguirá e isto se explica por se tratar de um texto de oitavo ano, enquanto o seguinte trata-se de um texto de nono ano.

Texto do nono ano:

1 – Estava chegando na escola para ir

2 – ao projeto AEL às 11:10h, quando

3 – vi o Felipe agindo estranho, como se

4 – fosse fazer algo errado, eu já tinha

5 – visto ele agindo assim à um bom tempo,

6 – então entrei na escola. Depois que deixei

7 – minha mochila na sala, fui ao banheiro

8 – e vi muito tumulto no pátio, me aproximei

9 – e avistei 2 pessoas mortas! Foi aí que

10 – lembrei do Felipe na entrada, e fui procura-

11 – lo.

12– Quando o encontrei, ele estava guardan-

13 – do uma arma de fogo. Fui na direção

14 – dele e perguntei:

15 - - Foi você? Mas porque? – E ele me

16 – respondeu:

17 – Foi, porque eu quis!!!

18 – Nesse momento a polícia se aproximou

19 – rapidamente de nós, e a detetive Este-

20 – fany desceu e disse:

21 - - Felipe, você está preso por assassina-

22 – to!

23 – Eu o vi sendo preso e depois

24 – voltei pra escola. Passados 10 anos

25 – do acontecimento, Felipe ainda

26 – estava preso, sem previsão de saída.

Percebe-se que o texto do nono ano é mais articulado e maior que o do oitavo ano. Isto é um bom sinal, pois indica que um trabalho gradativo feito pela professora está dando certo.

Considerações Finais

A partir desta regência conclui-se que a aula de português deve ser o lugar de construção da linguagem enquanto norma, seja da narrativa, seja da norma culta, apesar de a norma culta não ter sido trabalhada. Também deve ser um espaço de discussão sobre a realidade social dos alunos, uma vez que se concordando com as posições colocadas por Bakhtin, é a linguagem, e aí se pode pensar na variação linguística, que forma o pensamento do sujeito, ou melhor, a expressão, logo sua “visão de mundo”. O grande desafio é como fazer das aulas de português um espaço que tenha atribuído estas duas formas de enxergar o espaço em sala de aula, e a partir dessas poucas horas de regência tentou-se abranger essas duas lógicas sobre o que deve ser uma aula de português.

 

REFERÊNCIAS

 

BAKHTIN, M. (VOLOCHINOV) (1929) Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. Trad. Michel Lahud e Yara F. Vieira. 7 ed. São Paulo Hucitec, 1995

 

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 2013.

 

RIOLFI et al. Ensino de Língua Portuguesa. Coleção Ideias em Ação. 2008.

 

 

 

 

 



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