Sobre o porquê de aprender uma nova língua.
Bárbara Vieira
em 08 de Novembro de 2014

Lutando para manter meu inglês vivo, há um bom tempo atrás, encontrei um vídeo do Dr. Conor Quinn falando sobre como aprender uma língua, ou colocar um pezinho nela, pode abrir um mundo de oportunidades ao sujeito, como falante, ou à comunidade que a fala.

No vídeo abaixo, ele fala em como se é possível, aprendendo as palavras certas, se aventurar em um mundo novo em uma semana, mergulhando em um novo idioma. Ainda, fala da importância de se aprender línguas que se encontram em processo de extinção, como forma de manter uma cultura viva e não perdê-la também. Várias comunidades linguísticas são extintas e, com elas, vai-se também uma gama riquíssima de costumes e conhecimentos que merecem ser explorados.

Para assistir esse vídeo, precisa-se de um certo conhecimento em inglês. O fato é irônico, mas a língua que abre tantas portas para nós que possuímos uma língua portuguesa estabelecida e sem riscos próximos de extinção, é a mesma que já fechou muitas portas na região do Reino Unido, Estados Unidos e Canadá a várias comunidades linguísticas.

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6a6vVIdQBd0

Dr. Quinn nos conta que, para aprender uma nova língua (não de forma perfeita, fluente, sem erros e limitações, mas o suficiente para se aventurar e conseguir entrar em contato com outras pessoas nesse idioma) é necessário UMA SEMANA. A fluência leva tempo, contato e esforço, mas aproveitar o que uma comunidade linguística tem a oferecer pode ser feito muito mais cedo do que a maioria das pessoas pensam.

Algumas dicas, presentes no vídeo, para aqueles que ainda não compreendem inglês:

1. Deixe a vergonha de lado: aprender uma língua é frustrante e você vai cometer erros. Muitos. Isso faz parte do processo e não é motivo para se envergonhar. Se no começo você não consegue se expressar como faz em português, respire fundo e veja o quanto já conquistou, em como você já consegue não morrer de fome se for jogado em um determinado país, por exemplo.

2. Improvise: você não vai saber cada palavra necessária nem com anos de estudo, então, não deixe isso te frustrar. Compare, faça metáforas e analogias que tragam o mesmo sentido da palavrinha misteriosa. Ao ter como meta se comunicar com eficiência, e não perfeição (pelo menos no início), você se livra de algumas amarras que te fazem ter vergonha de falar.

3. Trabalhe com seu interlocutor: a língua não é um conhecimento para ficar estacionado em si mesmo. Se apoie no seu interlocutor e naquilo que ele sabe, principalmente se ele tem mais experiência em uma língua que você, para aprender mais. Pela minha experiência, poucas pessoas recusarão a te ajudar (pelo menos, isso nunca aconteceu comigo).

4. Organize e priorize o que aprender: Dr. Quinn nos traz um esquema. Aprenda, antes de tudo, as linking words. Linking words são palavras, geralmente advérbios, conjunções e preposições, que completam o significado de uma frase ou ligam duas orações. Já, e, mas, porquê, não, ou, de, o, a, quem, quando, o quê... Essas são as palavras que vão te salvar em uma conversação, basicamente. Para verbos, por exemplo, aprenda aqueles que você precisa primeiro. Verbos relacionado ao corpo humano, à experiência do corpo em si, é uma boa. Pensar, entender, lembrar, esquecer, achar, pegar, soltar, olhar, assistir, cheirar, ouvir, escutar, sentir, querer, gostar, etc. são verbos que te fazem, antes de tudo, expressar suas ideias de forma efetiva.

5. Preste atenção na musculatura: prestar atenção em como mover sua boca para emitir um determinado som é bem mais efetivo do que escutar a palavra e tentar repetir. Preste atenção também no ritmo, cada língua tem um próprio e saber dançar nele é um grande passo para se comunicar.

6. Compreenda a gramática como um todo, em vez de regras desconexas. Quando você entende como as regras estão interconectadas, torna-se obvio porque aquilo é assim e não assado, e você não tem que decorar regras impossíveis, mas compreender onde elas se localizam num ecossistema como um todo.

Enfim, espero que isso tenha inspirado alguém a desenterrar um livro velho e a começar a tentar. Boa noite, galera.

Sumaré / SP
Graduação: Psicologia (USP - Universidade De São Paulo)
Sou aluna de Psicologia da Universidade de São Paulo e professora de inglês. Fui aluna do Colégio Técnico da Unicamp de Campinas. Acredito que aprender não deve ser uma atividade maçante ao aluno e que todo conhecimento adquirido pode ser útil no futuro. Trabalho com qualquer faixa etária no ritmo que for melhor para o estudante. Ensino crianças e melhor idade. As aulas podem ser ministradas em bibliotecas, cafés ou em domicílio, dependendo da preferência do aluno. Dou aula para até três pesso ...
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