A Aversão à Política

História da Arte Moderna
A Aversão à Política
Paulo Cesar
em 21 de Agosto de 2014

Atualmente a maioria das pessoas sentem repugnância às questões político-partidárias no Brasil. Consideram todos os políticos invaravelmente como corruptos e defensores de seus prórpios interesses particulares. De uma certa maneira, a corrupção existe em todos os países do mundo, o que difere é com relação aos graus dos maus comportamentos dos indivíduos que exercem cargos públicos. A corrupção sempre existiu, os filósofos gregos, como Platão e Sócrates, afirmavam que magistrados eram corrompidos para satisfazer interesses de grupos econômicos específicos. Nem por isso, devemos considerar a corrupção como natural, já que pertence à natureza humana. Cabe indagar e investigar sobre as causas da corrupção em nosso país, que, diga-se de passagem não acontece apenas na esfera pública.

A aversão da sociedade brasileira com relação à política ou aos políticos revela que as pessoas se consideram o ápice da idoneidade moral e ética, quando na verdade, observamos diariamente ausência de ética e comportamentos como aceitar propina ou oferecê-la a um guarda, por exemplo, no momento em que é abordado por ele. Aceita-se um emprego, um par de sapatos e dentaduras próximas às eleições para eleger um vereador ou um deputado. Em todas estas situações, somos totalmente coniventes com a corrupção, e o ponto que desejo chegar reside no fato de que a sociedade flerta com a corrupção de modo assintoso. Desta forma, convido o leitor a pensar como podemos sair destes círculos viciosos, e tentar alterar este estado de coisas que permitem políticos sem nenhum escrúpulo a tomar posições importantes no centro de tomada de decisões de poder. Uma sociedade que acaba rejeitando justamente a política, pois, considera os políticos ignóbeis, portanto, se distanciando desta atividade vital para o homem enquato ser social.

Não cabe aqui fornecer uma receita de bolo, em que se os ingredientes forem disposotos de modo correto teremos resultados espetaculares. Entretanto, acredito que o primeiro passo é mudar conscientemente nosso comportamento diário. O fato de atravessarmos na faixa de segurança já constituiria uma boa transformação, e daí pensar em outras. Isto requer dedicação, é como um regime que precisamos seguir para melhorar a nossa qualidade de vida. Ensinar e educar as pessoas, incluindo as crianças, o que é certo, como jogar o papel de bala no lixo, e não na janela do ônibus torna-se outro passo fundamental. Aliás, é com um sistema educacional de primeira linha que é possível ver vários efeitos positivos a longo prazo. Não nos iludamos, mas as consequências destas novas posturas por parte das pessoas se darão posteriormente, e não nos próximos anos. 

Contudo, coloco as concepções do historiador Moses I. Finley, especialista em história antiga, que em seu livro "Democracia Antiga e Moderna", trata da necissidade de o homem contemporâneo de participar das decisões políticas diretamente, semelhantemente aos atenienses que decidiam os rumos da pólis após intensos debates. Em verdade, esta é a essência da política, ou ao menos deveria ser, aplacando justamente a apatia que nos consome, nos imobilizando para que produzir mudança.

 

 

 

 

 

Praia Grande / SP
Graduação: História com licenciatura plena (Faculdade Claretiano)
Bacharel em filosofia pela Universidade de São Paulo e licenciado em História, apaixonado por política e Relações Internacionais, gosto de ler e de visitar museus. Atualmente sou professor de História, filosofia e sociologia para o ensino fundamental II e Médio.
Filosofia - História da Filosofia para colégio, Filosofia Política, História Geral, História do Brasil
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