Na alfabetização, avaliação não pode ser apenas prova escrita no fim do bimestre. A criança está em processo, passando por fases, testando hipóteses. Uma avaliação formativa observa o percurso, registra avanços, identifica dificuldades e devolve isso ao planejamento do professor.
Neste texto, você vai ver formas de avaliar leitura e escrita no dia a dia, sem cair em rótulos do tipo “sabe” ou “não sabe”.
O que é avaliação formativa na alfabetização
Avaliação formativa:
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- Acontece ao longo de todo o processo, não só em momentos pontuais.
- Observa como a criança lê e escreve, não apenas o resultado final.
- Serve para ajustar o ensino (planejamento, intervenções), não só para atribuir nota.
- Registra a trajetória de cada aluno: avanços, estagnações, mudanças.
Ela responde perguntas como:
- Em que fase da escrita essa criança está hoje?
- Quais sonoridades ela já relaciona com letras?
- Como está sua compreensão de textos?
Instrumentos simples de avaliação formativa
Alguns recursos práticos:
- Escrita espontânea periódica:
- Pedir que escreva uma frase, uma história, um bilhete.
- Guardar produções ao longo do ano para comparar evolução.
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Leitura em voz alta individual:
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- Textos curtos, adequados ao nível do aluno.
- Observar: decodificação, fluência, compreensão.
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Portfólio de produções:
- Pasta com trabalhos significativos de cada criança.
- Pode incluir desenhos com legendas, listas, bilhetes, reescritas.
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Registros do professor:
- Fichas ou caderno em que anota observações sobre cada aluno em atividades-chave.
O que observar na leitura
Na leitura, observe:
- Se reconhece letras e algumas palavras de memória (nome próprio, palavras frequentes).
- Se lê palavra por palavra, silabando, ou com fluência maior.
- Se perde o lugar na linha com frequência.
- Se compreende o que lê (responde a perguntas simples, comenta).
Importante: fluência é construída; não exigir leitura “rápida” de quem ainda está consolidando o código.
O que observar na escrita
Na escrita, considere:
- A fase de hipótese de escrita (pré-silábica, silábica etc.).
- Se usa letras com valor sonoro (M para “ma”, por exemplo).
- Se já escreve uma letra para cada som, mesmo com erros ortográficos.
- Se consegue produzir frases inteiras, textos curtos.
Essas observações ajudam a planejar atividades ajustadas ao nível atual da criança.
Devolutiva para crianças e famílias
Avaliação formativa também é:
- Conversar com a criança sobre seus avanços (“olha como sua escrita mudou desde o começo do ano”).
- Mostrar pontos fortes e próximos passos (“você já escreve com muitas letras, agora vamos trabalhar melhor os sons do meio da palavra”).
- Dialogar com a família com exemplos concretos, não apenas com conceitos vagos (“ele está em fase silábica com valor sonoro, olha estes registros”).
Avaliar na alfabetização é acompanhar um percurso, não carimbar um rótulo. Com instrumentos simples e olhares atentos, o professor transforma a avaliação em bússola: ela indica o que cada criança precisa, onde o planejamento deve reforçar e o que já pode avançar.
Escolha um instrumento (escrita espontânea, leitura em voz alta, portfólio) para sistematizar melhor neste trimestre e veja como ele pode alimentar seu planejamento de forma mais consciente.