A periodontite não é apenas um “problema nos dentes”. Para diabéticos, ela representa um fator de risco sistêmico que piora o quadro geral da doença.
Mecanismos de impacto
A infecção periodontal crônica:
- Libera citocinas inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-α) na corrente sanguínea.
- Essas substâncias aumentam a resistência à insulina.
- Elevam a glicose sanguínea mesmo com medicação adequada.
- Criam um estado inflamatório sistêmico que sobrecarrega o organismo.
Resultado prático: HbA1c mais alta e controle glicêmico mais difícil.
Resolva exercícios e atividades acadêmicas
Consequências clínicas graves
Diabéticos com periodontite grave têm:
- 3 vezes mais risco de hospitalização por complicações diabéticas.
- Pior resposta a infecções em geral.
- Maior mortalidade associada a complicações cardiovasculares.
- Qualidade de vida reduzida por dor, desconforto e perda dentária.
Impacto na qualidade de vida
Além dos aspectos sistêmicos:
- Dificuldade para comer alimentos nutritivos (dor, dentes soltos).
- Mau hálito persistente que afeta relacionamentos.
- Estética comprometida por retração gengival.
- Depressão associada à perda dentária.
Estratégia de prevenção e tratamento
- Higiene oral rigorosa: escovação 3x/dia + fio dental + enxaguante antisséptico.
- Monitoramento glicêmico: HbA1c < 7% ideal para cicatrização periodontal.
- Avaliação periodontal semestral.
- Tratamento periodontal agressivo: raspagem, cirurgia quando necessário.
- Educação contínua sobre a relação diabetes x boca.
O tratamento periodontal bem-sucedido pode ser tão impactante quanto otimizar a medicação antidiabética.