Existe uma relação bidirecional entre diabetes e doenças periodontais: cada uma agrava a outra, criando um ciclo vicioso que compromete a saúde geral do paciente.
Como a doença periodontal afeta diabéticos
Pessoas com diabetes têm risco 2 a 3 vezes maior de desenvolver doença periodontal grave.
Por quê?
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- Resposta imunológica alterada: o diabetes compromete a defesa do organismo contra infecções.
- Microcirculação prejudicada: vasos sanguíneos nos tecidos gengivais recebem menos oxigênio e nutrientes.
- Maior formação de placas bacterianas: o açúcar elevado favorece o crescimento de bactérias.
- Retardo na cicatrização: feridas na gengiva demoram mais para fechar.
Resultado: gengivas sangram mais, retraem mais rápido e há maior risco de perda óssea ao redor dos dentes.
Como o diabetes descontrolado piora a periodontite
A doença periodontal, por sua vez, desestabiliza o controle glicêmico:
- Inflamação crônica eleva a glicose no sangue.
- Citocinas pró-inflamatórias interferem na ação da insulina.
- O tratamento periodontal pode reduzir HbA1c em até 0,4%, melhorando o controle diabético.
Estudos mostram que tratar a periodontite em diabéticos melhora significativamente os marcadores de controle glicêmico.
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Sinais de alerta para diabéticos
Atenção para:
- Sangramento gengival frequente.
- Gengivas inchadas ou vermelhas persistentes.
- Mau hálito constante.
- Dentes que “soltam” mais facilmente.
- Feridas na boca que demoram a cicatrizar.
Manejo integrado
O tratamento ideal envolve:
- Controle rigoroso da glicemia.
- Higiene bucal impecável: escovação + fio dental + enxaguante.
- Avaliação periodontal regular (a cada 3-6 meses).
- Raspagem e alisamento radicular quando necessário.
- Colaboração entre endocrinologista e periodontista.