Como usar simulados para acelerar seus estudos

Coaching Educacional

Descubra como incluir simulados na rotina para treinar tempo de prova, revisar conteúdos e identificar pontos fracos com eficiência.

Simulados não são apenas “provinhas para ver como você está”. Quando usados com estratégia, eles ajudam a revisar conteúdos, treinar a gestão do tempo, acostumar o cérebro ao ritmo da prova e mostrar exatamente em quais áreas você ainda está fraco. Por isso, eles deveriam fazer parte da sua rotina de estudos, e não aparecer só na reta final.

Neste texto, você vai aprender como usar simulados ao longo da preparação, com que frequência fazer, como escolher os mais relevantes e, principalmente, como corrigir de forma inteligente para realmente evoluir.


Entenda por que o simulado é tão importante

O simulado é poderoso porque junta vários elementos em uma só atividade:

  • Revisão de conteúdo: cada questão puxará conceitos que você já estudou.
  • Treino de tempo: você aprende a distribuir o tempo ao longo da prova.
  • Experiência emocional: você se acostuma com a pressão do relógio e com a sensação de prova.
  • Diagnóstico: ele mostra, na prática, quais matérias estão bem e quais precisam de mais atenção.[5][7][9]

Em vez de ficar só em teoria e exercícios soltos, o simulado oferece uma visão “global” da sua preparação.


Defina a frequência ideal de simulados

A frequência vai depender do seu momento de estudo:

  • Início da preparação: 1 simulado a cada 2 ou 3 semanas já ajuda a ter um panorama.
  • Meio da preparação: 1 simulado por semana é um ritmo muito bom.
  • Reta final (últimos meses antes da prova): manter 1 simulado completo por semana, se possível, focado na banca ou prova-alvo.[4][5][7][8]

Se você ainda está começando e tem pouco tempo, pode fazer simulados menores (com menos questões), focados em algumas matérias, e ir aumentando conforme ganhar base.

Encontre o professor particular perfeito


Escolha simulados alinhados ao seu objetivo

Simulado bom é aquele que se parece com a prova que você vai enfrentar. Por isso, procure:

  • Provas anteriores oficiais (ENEM, vestibulares específicos, concursos da mesma banca).
  • Simulados preparados no mesmo estilo da prova, com número de questões, nível de dificuldade e tempo aproximados.[4][5][7][8][9]

Por exemplo:

  • Quem estuda para o ENEM deve usar provas antigas do ENEM e simulados modelos ENEM.
  • Quem estuda para um concurso da banca FCC, FGV, Cebraspe etc. deve focar em provas dessa banca.

Isso melhora a familiarização com o tipo de questão, comandos e pegadinhas mais comuns.


Simulados completos x simulados por matéria

Você pode usar dois tipos de simulado:

Tutoria com Inteligência Artificial

Tecnologia do ChatGPT. Use texto, áudio, fotos, imagens e arquivos.

 
  • Simulado completo: reproduz a prova real, com todas as matérias e tempo total.
  • Simulado por matéria ou tema: concentra-se em uma disciplina ou assunto (por exemplo, só Matemática, só História, só Direito Constitucional).[4][5]

Como combinar:

  • Ao longo da semana, você pode fazer minissimulados por matéria, com 10 a 20 questões de um tema específico.
  • No fim de semana, pode fazer um simulado maior, cobrindo várias disciplinas ou simulando uma prova inteira.

Os minisservem bem como revisão ativa; os completos treinam resistência e estratégia.


Simule as condições reais da prova

Para que o simulado seja útil, tente reproduzir as condições da prova o máximo possível:

  • Use o mesmo tempo (ou bem próximo).
  • Não faça pausas aleatórias no meio.
  • Evite consultar material (livros, internet) durante a resolução.
  • Use caneta, papel de rascunho e, se for o caso, o mesmo tipo de cartão-resposta.

Isso ajuda você a:

  • Treinar o controle de ansiedade.
  • Aprender a lidar com a gestão do tempo.
  • Ver como seu rendimento se comporta quando está cansado.

Corrija o simulado com método, não só com gabarito

Muita gente faz simulado, confere o gabarito e para por aí. Assim, perde grande parte do valor da atividade. A correção é onde você mais aprende.

Ao corrigir:

  1. Classifique as questões:
    • Acertei com segurança
    • Acertei com dúvida
    • Errei por falta de conteúdo
    • Errei por distração ou interpretação
  2. Anote os temas dos erros: por exemplo, “frações”, “reações orgânicas”, “Imperialismo”, “interpretação de gráfico”.

  3. Revise os conteúdos dos erros: volte à teoria, resumos ou videoaulas focados nesses tópicos.

  4. Se possível, refaça as questões erradas depois de alguns dias, para ver se consolidou o aprendizado.[1][4][5]


Use o simulado para ajustar sua rotina de estudos

Os resultados dos simulados são um mapa para orientar a sua rotina. Pergunte a si mesmo:

  • Em quais matérias eu errei mais?
  • Alguma disciplina está consistentemente abaixo das outras?
  • Tive problemas de tempo? De atenção? De conteúdo?

A partir disso:

  • Aumente a carga de estudo nas matérias mais fracas.
  • Inclua mais exercícios dos temas onde você errou mais.
  • Treine técnicas de leitura e foco se estiver errando por distração ou interpretação.

Sua rotina deve mudar de acordo com o que os simulados mostram.


Combine simulados com revisões ativas

O simulado, por si só, já é uma forma de revisão. Mas você pode potencializar isso:

  • Depois de corrigir, faça uma lista dos tópicos que mais apareceram e que você errou ou acertou com dúvida.
  • Transforme essa lista em um roteiro de revisão para a semana seguinte.
  • Use resumos, flashcards, mapas mentais e novas questões sobre esses mesmos assuntos.[1][2][3][4][5][6][8]

Dessa forma, cada simulado “alimenta” os próximos dias de estudo.


Simulados não são só uma forma de testar se você está pronto; são uma ferramenta ativa de aprendizagem. Com a frequência certa, escolha adequada, correção inteligente e uso dos resultados para ajustar a rotina, eles se transformam em um dos pilares da sua preparação.

Escolha uma prova anterior ou um simulado do seu objetivo e marque um dia e horário nesta semana para fazê-lo como se fosse a prova real. Depois, faça uma correção detalhada e use as informações para planejar seus próximos estudos.

Artigos similares