O jeito como o professor se comunica influencia diretamente o clima da sala, a participação dos alunos e até a coragem deles para errar, perguntar e tentar de novo. Comunicação autoritária, irônica ou impaciente tende a gerar medo e silêncio. Comunicação clara, firme e respeitosa abre espaço para aprender.
Escuta ativa
Escuta ativa é:
- Prestar atenção real ao que o aluno diz.
- Não interromper sempre que ele se explica com dificuldade.
- Fazer perguntas para entender melhor (“você quis dizer que…?”).
- Mostrar que a contribuição dele importa.
Quando o aluno percebe que é ouvido:
Resolva exercícios e atividades acadêmicas
- Participa mais.
- Sente que tem voz.
- Se arrisca mais em leituras, escritas, apresentações.
Clareza nas instruções
Muitas dificuldades em atividades vêm de instruções confusas. Boas práticas:
- Dar instruções em etapas: primeiro o que fazer, depois como registrar.
- Pedir para um aluno repetir com suas palavras o que foi pedido.
- Escrever no quadro a síntese da tarefa.
- Verificar se todos entenderam antes de liberar para a execução.
Isso evita retrabalho, frustração, agitação desnecessária.
Feedback que orienta, não rotula
Em vez de:
Encontre o professor particular perfeito
- “Ficou feio.”
- “Você não sabe escrever.”
Prefira:
- “Aqui você já conseguiu usar bem as letras. Agora vamos melhorar esta parte do meio da palavra.”
- “Gostei da sua ideia. Vamos pensar juntos em como organizar melhor no papel?”
Feedbacks assim:
- Mostram o que já foi conquistado.
- Indicam próximo passo de forma concreta.
- Evitam rótulos que marcam a criança.
Comunicação professor–aluno é conteúdo e método ao mesmo tempo. Ela pode abrir portas ou fechá-las. Ao ajustar a forma como fala, ouve e devolve comentários, o professor já está mudando significativamente o ambiente de aprendizagem.
Observe-se por um dia: que frases você repete muito? Elas incentivam ou desanimam? Que pequena mudança de linguagem você poderia testar amanhã?