Muitos pensam que meditar é “fugir dos problemas” ou “ficar zen à força”. Na verdade, a meditação bem feita ensina você a sentir suas emoções sem ser dominado por elas.
Emoções difíceis são parte da vida
Raiva, tristeza, medo, ciúme, frustração:
- São naturais.
- Trazem informação (algo te incomoda, dói, assusta).
- Tornam-se problema quando você:
- Reprime tudo.
- Ou se identifica 100% com elas e reage no impulso.
Meditação como espaço seguro para sentir
Na meditação, você aprende a:
Resolva exercícios e atividades acadêmicas
- Observar a emoção surgindo.
- Notar onde ela aparece no corpo (aperto no peito, nó na garganta, calor, tremor).
- Evitar criar mais histórias mentais em cima (“eu sou um fracasso”, “ninguém presta”).
- Respirar dentro da sensação até que ela diminua de intensidade.
Você não finge que não sente; você sente com consciência.
Exercício: meditação da emoção
- Sente-se confortavelmente.
- Pense levemente na situação que disparou a emoção (sem se jogar nela).
- Observe: “O que eu sinto agora?” (raiva, medo, tristeza etc.).
- Localize essa emoção no corpo (tensão, dor, calor).
- Respire profundamente, direcionando a atenção para essa região.
- Em cada expiração, imagine a tensão diminuindo 5%.
- Não tente resolver nada; apenas fique presente.
É um treino de autoacolhimento.
Quando procurar ajuda além da meditação
- Se as emoções forem intensas demais.
- Se houver crises de pânico frequentes.
- Se pensamentos de autoagressão ou desesperança aparecerem.
Nesses casos, a meditação deve caminhar junto com apoio profissional (psicólogo, psiquiatra, terapeuta).