Trabalho e Sociedade: do trabalho escravo à gig economy

Evolução das relações de trabalho, informalidade, uberização, direitos trabalhistas e desigualdade.

Competência 4 da BNCC trata de relações de produção, capital e trabalho. Tema quente com reforma trabalhista (2017), pandemia e apps de delivery.


Evolução do trabalho no Brasil

Colônia: trabalho escravo (indígena, depois africano).
Império: escravidão até 1888 + mão de obra imigrante europeia.
República Velha: café com mão de obra assalariada.
Industrialização (1930-80): metalúrgicos, construção civil.
Década 90: terceirização e informalidade crescem.
Hoje: apps, home office, desemprego jovem.


Reforma Trabalhista (2017): mudanças principais

  • Negociação direta entre empresa e empregado (acordo coletivo acima da lei).
  • Trabalho intermitente (paga por hora trabalhada).
  • Fim da contribuição sindical obrigatória.
  • Terceirização ampliada para todas as atividades.

Resultados:

  • 1,5 milhão de novas vagas formais (até 2023).
  • Críticos dizem que precarizou direitos.
  • Defensores dizem que modernizou e gerou empregos.

Gig economy: Uber, iFood, Rappi

Características:

  • Flexibilidade de horário (mas pressão por metas).
  • Sem carteira assinada (PJ ou autônomo).
  • Renda variável (pico e baixa).
  • Sem FGTS, 13º, férias tradicionais.

Dados:

  • 5 milhões de trabalhadores em apps no Brasil.
  • Entregadores ganham R$ 1.000-2.000/mês líquido.
  • Greves em 2020 levaram a melhorias mínimas.

Desigualdade e trabalho informal

  • 38% da força de trabalho brasileira é informal (sem carteira).
  • Mulheres ganham 78% do salário masculino (mesmo cargo).
  • Jovens negros têm 2x mais desemprego que brancos.
  • Trabalho doméstico: 95% mulheres, 60% sem direitos.

Dica ENEM: analise gráficos de desemprego, PIB x desigualdade, reforma trabalhista x direitos sociais.

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