A Música nos Tempos Bíblicos
Camila A.
em 13 de Novembro de 2019

A MÚSICA NOS TEMPOS BÍBLICOS 

C.F.Assumpção

– A MÚSICA NO ANTIGO TESTAMENTO

A Bíblia afirma que Jubal foi o pai de todos que tocam harpa e flauta. A Assíria e o Egito tiveram músicos profissionais muito antes de israel. Embora Deus tenha ordenado que os israelitas não se misturassem com outras culturas, a influência externa sobre Israel foi grande, tanto no que diz respeito à música como também nas práticas religiosas.[1]

1.2 Louvor no Deserto

Durante o período de peregrinação no deserto os israelitas louvavam a Deus. Enquanto atravessam o Mar Vermelho o povo cantava a vitória sobre os egípcios. Durante a jornada no deserto, Moisés levou o povo a cantar as misericórdias de Deus.[2] O cântico de vitória de Moisés pode ser encontrado no livro de Êxodo 15: 1-18, este foi o primeiro cântico encontrado na Bíblia, além deste o Salmo 90 também é de autoria de Moisés. O segundo cântico do qual se tem relato é o entoado por Miriã durante a peregrinação.[3] Moisés havia sido instruído nas ciências e música pelos sacerdotes egípcios. A música desempenhava no Egito papel importante, não apenas na vida diária do povo, e em festivais de estilo secular, mas também no serviço religioso. Ao compor o cântico de vitória, Moisés usou seu talento musical de forma esplendida. Alguns autores acreditam que neste cântico está a primeira menção na Bíblia ao canto responsivo, quando um solo responde a um grupo coral. O solo de Moisés era respondido primeiramente por homens e depois por um grupo de mulheres sob a direção de Miriã. O canto responsivo também é conhecido como canto antifônico e pode ter sido usado durante o período de peregrinação no deserto.[4]

1.2 Louvor no Templo

Pode-se dizer que o mais grandioso programa de música sacra planejado foi o preparado para a inauguração do Templo. A execução deste programa agradou tanto a Deus que ele encheu o Templo com sua Glória.[5] É possível perceber a importância da música na adoração a Deus na época de Salomão pelo grande número de cantoras profissionais que serviam no Templo, havia quatro mil cantores. Mesmo o número de cantores que serviam no Templo ser grande, a congregação também participava da música. Em muitas ocasiões o coro de levitas cantava e a congregação respondia, era como um canto responsivo.[6] Outro rei que deu ênfase a música no templo foi o rei Ezequias, ele começou a reinar em Judá depois de Acaz, um rei idólatra. Ezequias reabriu o templo e chamou novamente os levitas para cuidarem da música. Depois da queda de Jerusalém, de volta do cativeiro, foi construído um novo templo sob a liderança de Esdras, este também restabeleceu o usa da música na adoração ao Senhor. Salomão, Ezequias e Esdras foram três servos de Deus que deram apoio à música nas cerimônias de adoração a Deus no templo.[7] Na época do primeiro templo, havia grupos de músicos executantes de instrumentos e não cantores. Na época do segundo templo os instrumentos eram geralmente, carregados e tocados pelos próprios cantores, como um acompanhamento para as vozes. As músicas normalmente eram cantadas enquanto a oferta era queimada, depois o rei e a congregação curvavam-se em adoração.[8]

1.3 Louvor nos Salmos

O termo Salmo, no grego psalmus, significa (tocar ou tanger), no latim o termo tem significado de poemas líricos.[9] O livro dos Salmos pode ser considerado o hinário do povo hebreu. Os Salmos eram e são a fonte da hinologia cristã, a inspiração e o modelo para todo o canto evangelístico. Os salmos representavam em sua totalidade cada época e cada movimento nacional e religioso do povo judeu.[10] Os escritores dos Salmos estão lembravam constantemente que se deve tocar música ao Senhor, louvá-lo com vozes, instrumentos musicais e participar do louvor. Do início ao fim da Bíblia é possível encontrar numerosas recomendações diretas para se cantar e tocar música instrumental para a glória de Deus.[11] Muitos Salmos nasceram no culto e para o culto. Outros tiveram sua origem em experiências pessoais e posteriormente encontraram seu lugar na liturgia.[12] Os salmos foram canto e oração, neles o povo de Israel cantou para o seu Deus e manifestou a sua fé.[13] O livro de salmos não é somente oracional ou cancioneiro, mas também poético. Todos os salmos estão escritos do começo ao fim, em verso. Os manuscritos, muitas Bíblias hebraicas e algumas traduções apresentam o texto sem assinalar graficamente a pausa dos versos.[14] Nos salmos o gênero dominante é o lírico. Levando-se em conta o enfoque literário, observa-se uma grande variedade de formas, como por exemplo: súplica, ação de graças, canto de louvor, salmos didáticos. Os próprios criadores dos salmos já indicavam desde o início o objetivo pretendido. Apenas um pequeno grupo de salmos se distancia do gênero lírico e se aproxima do épico ou do didático.[15] Os salmos eram cantados durante os sacrifícios da manhã e da tarde em cada dia da semana. A música instrumental era, sobretudo, incidental e como um acompanhamento para as vozes, embora houvessem interlúdios instrumentais considerados como sendo ilustrativos do texto do Salmo.[16] É interessante observar que para cada dia da semana era cantado um salmo, no primeiro dia era o salmo 24, comemorando a criação, no segundo dia o salmo 48, no terceiro o salmo 82, no quarto o salmo 94, no quinto o 81, no sexto o 93 e no sétimo o 92[17]

 

 II – A MÚSICA NO NOVO TESTAMENTO

2.1 A música nos Evangelhos

Tanto quanto se sabe, nenhum dos quatro escritores dos Evangelhos foi especialmente dado à música, embora muitas indicações se insinuem em suas narrativas para mostrar o sentimento do Mestre em relação à música e à alegria que reinava em sua alma, independente das circunstâncias.[18] O nascimento de Jesus foi ocasião para a música mais grandiosa que o mundo já ouviu. No evangelho de Lucas estão registrados os vários cânticos que podem ser chamados os primeiros cânticos de Natal, pois são baseados no nascimento de Jesus. A música foi usada na entrada triunfal, não somente pelos discípulos e o povo que o seguia pelas ruas com palmas, mas também pelas crianças no templo. Mais tarde, durante a semana da paixão, depois da última ceia, Jesus cantou um hino com os seus discípulos antes de ir para o jardim do Getsêmane.[19] No evangelho de Lucas são encontrados três cânticos, o cântico de Maria que é um louvor a Deus pelo redentor que iria nascer, o cântico de Zacarias que é um louvor a Deus pelo cumprimento de sua promessa, e o cântico dos anjos que foi entoado por ocasião do nascimento de Jesus.[20] As referências a música no ministério de Jesus não são numerosas. Porém, isto não quer dizer que ele considerava a música algo sem importância. Analisando as coisas que Jesus publicamente aprovou e abertamente sustentou, é possível encontrar uma indicação definida do seu ponto de vista. Em todos os seus ensinos, Jesus nunca desaprovou qualquer coisa referente à música do culto no Templo.

2.2 A música no livro de Atos

Muitos acreditam que no livro de Atos a um único hino registrado (At 4:24-30). Apesar de esta ideia parecer muito improvável, não se pode negar que o trecho em Atos parece uma manifestação coral de louvor. Este hino oração vem do Salmo dois, e foi cantado por um pequeno grupo de cristãos depois que Pedro e João saíram da prisão.[21] No livro de Atos é possível encontrar coisas referentes à música no capítulo dezesseis que relata a prisão de Paulo e Silas. Esta é a passagem do Novo Testamento que mostra o poder da mensagem de um hino. Não é possível saber que cânticos foram entoados, mas, quaisquer que tenham sido, contribuíram para o início de um avivamento.[22] Qualquer que fosse o hino cantado por eles,  o principio básico de Paulo para a música cristã, a qual ele afirmou que deveria consistir de salmos, hinos e cânticos espirituais, é ainda hoje o ideal da igreja cristã.[23]

2.3 A música nas Epístolas

O Novo testamento se refere, de modo geral, ao uso da música, sendo assim, não dá referências positivas quanto ao lugar da música no culto como o faz o Velho Testamento. [24] Paulo sem dúvida nenhuma possuía uma genuína apreciação pela música, pois era considerado homem culto. Havia sido educado tanto no sistema de cultura grega como da hebraica, ambas requerendo a música como matéria básica. Diversas vezes a música se evidenciava em ocasiões significantes de sua vida e de seus escritos.[25] Nas epístolas de Paulo é possível encontrar trechos num gênero tão lírico que são considerados como citações de hinos já existentes.[26] Na epístola aos Efésios 5:19, está escrito:

Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.

Neste versículo, Paulo demonstrou como deveria ser adoração dos cristãos quando se reunissem, de modo que fossem um contraste para com o culto pagão. Paulo dizia os cristãos cheios do Espírito Santo, que deveriam adorar como um só grupo, de forma que o louvor de seus corações cheguasse aos ouvidos do Senhor.[27] Em Colossenses 3:16 lê-se:

A Palavra de Cristo habite em vós, ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão, louvando a Deus em vossos corações.

O objetivo aqui não está na adoração, mas sim no ensino e admoestação. Porém nesta passagem, Paulo relata um principio que todos os ministros de louvor deveriam exercer. Quando usada corretamente, a música é um e excelente instrumento de educação. Ela deve ser usada no ensino e na admoestação de uns aos outros, pois seu uso não se limita a fazer os ouvintes se sentirem bem e prepará-los para a pregação.[28] Paulo reconheceu o valor do cântico no ensino da verdade. Pela repetição o povo memorizava, e o que ele decorava aprendia. Paulo não via a música apenas como um meio de louvor e adoração, pois acreditava no poder dela como veículo de instrução.[29]

 

III – MÚSICA INSTRUMENTAL NA BÍBLIA

3.1 Instrumentos de corda

Os instrumentos de corda presentes na Bíblia são: Kinnor, Nebhel, Sabeca, Gittith e Kithros. O Kinnor é mencionado pela primeira vez em (Gn 4: 21), e foi o instrumento mais popular de toda Bíblia. O nome veio da Palavra Kanar que significa produzir um som trêmulo e estridente, parecido com o som de uma corda quando é tocada. Este instrumento era muito parecido com a lira, e podia ser tocado com os dedos ou com uma palheta. O som deste instrumento era doce e agradável. O Nebhel era parecido com o Kinnor, porém era mais elaborado. Seu nome mais conhecido pode ser traduzido por harpa ou saltério. Ele possuía doze cordas e era tocado com os dedos. O Sabeca é mencionado em (Dn 3:5-7). Embora não haja relatos de seu uso no culto judaico, é provável que ele tenha sido incluído na orquestra. O nome se origina da palavra sabak, que significa entrelaçar. Possuía apenas três ou quatro cordas e era pequeno. Seu timbre possuía um som bem alto. O Gittith é mencionado no começo dos salmos 81 e 84. Possivelmente a palavra se refere a algum tipo de instrumento gitita, que os judeus trouxeram de Gath. O Kithros ou cítara, também é mencionado em (Dn 3:5). Era uma espécie de harpa ou lira. Este instrumento era sustentado por uma lança de couro, de modo que podia ser tocado mesmo enquanto se andava.[30]

3.2 Instrumentos de sopro

Os instrumentos de sopro presentes na Bíblia são: Ugab, Halil, Mashrokita, Sophar ou Keren e Chatsotscrah. O Ugab provavelmente é o instrumento de sopro mais antigo, foi citado pela primeira vez em (Gn 4:21), mas também é mencionado em  21:12 e no Salmo 150:4. O nome se originou da palavra agab que significa fôlego ou sopro. O Halil, traduzido por gaita é mencionado muitas vezes no Antigo Testamento, mas também é citado no Novo Testamento. Este instrumento ainda hoje é usado na Palestina. O Mashrokita é referido em (Dn 3:5), pode é mais conhecido como flauta e gaita. A palavra vem de sharak que significa assobiar. O que se sabe é que este instrumento pertencia a família das gaitas. O Shophar ou Keren é o mais conhecido dos instrumentos do povo judeu. No início este instrumento era fabricado de chifre de carneiro, mas depois passou a ser de metal. Era usado tanto no Templo como também para convocar o povo em ocasiões importantes. O Chatsotscrah é mencionado em (Nm 10: 1-10; II Cr 5:12).  Era uma trombeta comprida e reta, sua potência sonora era muito limitada.[31]

3.3 Instrumentos de percussão

Os instrumentos de percussão presentes na Bíblia são: Toph, Mesiltayim e Menaaim. O Toph é o mais antigo instrumento de percussão, é mais conhecido como pandeiro, tamborim ou adufe. Era utilizado no acompanhamento das danças sagradas, porém não é mencionado no que diz respeito aos cultos realizados no Templo. O Mesiltayim era usado pelo dirigente do coro para marcar o compasso. Seu nome significa tilintar, soar ou retinir de instrumento. Ele é mais conhecido como címbalo. O Menaanim é citado em (II Sm 6:5), era uma espécie de chocalho, que produzia o som de um tilintar quando era sacudido. A palavra significa agitar, vibrar, balançar ou sacudir.

 

 CONCLUSÃO

Através deste trabalho é possível concluir que a música na Bíblia era utilizada para expressar emoções, festejar e cultuar a Deus. Relatos a respeito da música estão mais presentes no Antigo Testamento, mas isto não quer dizer que Deus deixou de apreciar à música. Acredito que a presença de textos referentes à música cantada ou instrumental no Antigo Testamento se devem ao fato do povo estar “aprendendo” a como dirigir o louvor ao seu Deus. Cada civilização tinha uma forma particular de cultuar, mas os israelitas haviam se esquecido, devido a este fato Deus inspirou homens que pudessem dirigir o povo a uma verdadeira adoração.  Já no Novo Testamento não é mais necessário que o povo aprenda, por isso há apenas alguns relatos de cânticos, salmos e hinos. As poucas informações sobre a música no Novo testamento, também se devem a da perseguição a Igreja Primitiva. É impossível pensar que Deus não se agradasse da música quando ela esta presente em toda sua Palavra, é impossível pensar que a música não era tão importante para o povo de Israel, quando se sabe que por meio dela eles podiam derramar seus corações perante Deus e adorá-lo por sua grandeza e majestade.

 

REFERÊNCIAS

GRAUMAN, Hele.n G. Música em minha Bíblia. Trad. Elsie S. de Lima Bruscagin. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1968. 192 p.

KEITH, Edmond K. Hinódia Cristã. 2.ed. Trad. Bennie May oliver. Rio de Janeiro: Juerp, 1987. 133 p.

KASCHEL, Werner. Música e Louvor. São Paulo: Novas Edições Líderes Evangélicos, 1985. 173 p.

MARTÍNEZ, José M. G. Os Salmos. São Paulo: Paulinas, 1998. 123 p.

McCOMMON, Paul. A música na Bíblia. Trad. Paulo de Tarso Prado cunha. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1963. 144 p.

SANTAMARIA, Vila. Diccionario Biblico Ilustrado. Barcelona: Editora Libros Clie, 1981. 1230 p.

SINZIG, Pedro. Dicionário Musical. 2.ed. São Paulo: Livraria Kosmos Editora, 1976. 612 p.

YOUNGBLOOD, Ronald F. Dicionário Ilustrado da Bíblia. Trad. Lucília M. P. da Silva, Sônia F. L. Almeida, Bruno G. Destefani, Hander Heim, Marisa de Siqueira Lopes, Hans Udo Fuchs. São Paulo: Vida Nova, 2004. 1475 p.

 

[1] YOUNGBLOOD, Ronald F. Dicionário Ilustrado da Bíblia, p. 993.

[2]KASCHEL, Werner. Música e Louvor, p. 24.

[3] KEITH, Edmond K. Hinódia Cristã, p. 18.

[4] GRAUMAN, Helen G. Música em minha Bíblia, p. 19.

[5] KEITH, Edmond K. Op. Cit. p. 19.

[6]KASCHEL, Werner. Música e Louvor, p. 27.

[7] Ibidim, p. 29.

[8] GRAUMAN, Helen G. Música em minha Bíblia, p. 146.

[9] SINZIG, Pedro. Dicionário musical, p. 521.

[10] KEITH, Edmond K. Hinódia Cristã, p. 19.

[11] McCOMMON, Paul. A música na Bíblia, p. 30,31.

[12] MARTÍNEZ, José M. G. Os Salmos, p. 18.

[13] Ibidim, p. 39.

[14] MARTÍNEZ, José M. G. Op. Cit. p. 56.

[15] MARTÍNEZ, José M. G. Os Salmos, p. 24.

[16] GRAUMAN, Helen G. Música em minha Bíblia, p. 145.

[17] SANTAMARIA, Vila. Diccionario Biblico Ilustrado, p. 785.

[18] GRAUMAN, Hele.n G. Música em minha Bíblia, p. 155

[19] KEITH, Edmond K. Hinódia Cristã, p. 20.

[20]KASCHEL, Werner.Música e Louvor, p. 32.

[21] KEITH, Edmond K.. Op. Cit. p. 22.

[22] McCOMMON, Paul. A música na Bíblia, p. 72.

[23] GRAUMAN, Helen G. Música em minha Bíblia, p. 177.

[24] McCOMMON, Paul. Op. Cit. p. 73.

[25] McCOMMON, Paul. Op. Cit. p. 39.

[26] KEITH, Edmond K. Hinódia Cristã, p. 23.

[27] McCOMMON, Paul. Op. Cit. p. 40.

[28] McCOMMON, Paul. A música na Bíblia, p. 43.

[29] Ibidim, p. 45.

[30] McCOMMON, Paul. A música na Bíblia, p. 92,95.

[31] McCOMMON, Paul. A música na Bíblia, p. 95, 96.

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