Ensino de física
Rodrigo J.
em 25 de Janeiro de 2019

Os problemas que envolvem funções são fundamentais no desenvolvimento da fisica, mas em sala de aula, são trabalhados como exercícios repetitivos, resolvidos por meio de procedimentos padronizados, previsíveis pelos alunos. Por exemplo, o aluno procura palavras no enunciado que indiquem a operação que utilizada na resolução. Nessa pesquisa realizada no Colégio Estadual José Carlos de Almeida em Goiânia durante o primeiro semestre do ano  letivo de 2009 tem por finalidade diagnosticar problemas relacionados a aprendizagem de funções . O objetivo dessa pesquisa é analisar a estrutura e o funcionamento da didática no ensino de funções em duas situações distintas:

  1.     De resolução de problemas de funções.
  2.     Problemas da física que envolva funções.

A pesquisa foi realizada numa escola da rede pública estadual e os resultados apontam para mudanças que devem ser feitas no ensino didático durante as atividades com problemas envolvendo o ensino de funções.

As atividades desenvolvidas e as situações de interação vivenciadas durante os testes aplicados evidenciam que as dificuldades nas estratégias de compreensão, em resolução de problemas que envolva funções, têm início na falta de compreensão da linguagem utilizada no enunciado, refletindo-se em uma dificuldade no entendimento do exercício.

Foi possível constatar que a resolução de problemas de funções, com enunciados verbais mais complexos, não depende somente das dimensões numéricas e lógicas. Depende, também, em especialmente, de características muitas vezes consideradas menos ligadas ao raciocínio matemático, tal como a existência de uma sintaxe e uma semântica no interior dos problemas, responsáveis diretamente pela construção de adequadas representações didática, ou seja, os alunos da presente pesquisa possuíam profunda dificuldade de entendimento e interpretação textual. 

Ao participar da pesquisa, os alunos foram auxiliados a melhor compreenderem, não somente suas dificuldades, mas, principalmente, suas próprias deficiências. Tiveram a oportunidade de aprender a relacionar suas ações e suas competências,monitorando suas condições e capacidades de compreender apoiado na máxima de Paulo Freire de que ‘A leitura do mundo precede a da escrita’ eles conseguiram constatar que o domínio de conteúdo, enquanto atividade cognitiva está ligada às restrições de funcionamento do conhecimento prévio e tratamento das informações colocadas em ação. Passaram a ser mais coesos, na organização das informações contidas nos problemas, melhorando significativamente o uso das estratégias responsáveis pela coerência do cálculo e estruturação do texto matemático em estudo.

A pesquisa foi realizada de maneira estruturada e de acordo com o ritmo definido, em cada etapa: a primeira etapa com diagnóstico, a segunda com aplicações de testes e a terceira com novas aplicações de testes permitiu a manifestação das dificuldades pedagógicas dos alunos, fazendo com que eles compreendessem a solução do problema e conseqüentemente, melhorando as estratégias para a resolução dos problemas envolvendo estudo de funções. E importante considerar que, possivelmente, uma pesquisa com período maior, poderia apontar e revelar maiores deficiências em ensino de funções de forma mais ampla e segura.

Nesta investigação, o interesse centrou-se, em especial, na possibilidade de entender as ações ou estratégias do aluno na hora de resolver um problema que envolva funções no ensino de matemática. Essa observação deve incluir uma estimativa do que está por trás, tanto da capacidade do aluno, quanto de suas limitações ou dificuldades. O apontamento, ou ensino das estratégias de soluções em funções supõe, em primeiro lugar, conhecimento da qualidade das respostas do sujeito aos problemas propostos. Esse conhecimento se tornará possível mediante ações interativas com o conhecimento, em que o sujeito é estimulado e se dispõe a compartilhar do conhecimento com aquele que intervém pedagogicamente. 

Esse problema no entendimento do estudo das funções está dentro da abordagem do tratamento cognitivo do estudo de funções, fundamentadas com evidências didáticas na identificação do problema em questão. Considera-se, como referência, a perspectiva que analisa as disfunções de aprendizagem sobre a abordagem do tratamento do conhecimento das informações sobre o estudo. Nessa abordagem de pesquisa, são colocados em evidência os déficits seletivos ou de preservação de sistemas particulares de tratamento das informações que o aluno tem do estudo de funções, que permitem a análise de capacidades individuais, somente sendo ‘um produto do meio’ (Charles Darwin) tais entendimentos e vivências matemáticas seriam menos árduas.

Ao acrescentar uma discussão sobre os fatores que envolvem o ensino de funções, busca-se aprofundar os conhecimentos relativos ao funcionamento dos processos de ensino e aprendizagem utilizados na resolução de problemas pelos alunos participantes desta investigação. Tem-se a convicção de que a experiência vivenciada pelos alunos no ensino de funções relacionados com a resolução de problemas no atual modelo de educação reforça o estudo das dificuldades em estratégias de compreensão do aluno.

Nos adultos, a experiência assegura o relacionamento das informações, construindo e colocando em dia as representações dos números. São essas representações que permitem ao sujeito planejar ações durante as situações não habituais, elaborarem antecipações sobre o meio circundante, selecionando os esquemas apropriados. Em relação aos problemas didáticos na resolução de problemas envolvendo ensino de funções, a grande maioria dos pesquisadores informa que esses podem ser de diversos tipos, sendo atribuídos, mais especificamente, a uma precariedade do ensino.

 

 

Goiânia / GO
Especialização: Física licenciatura (Universidade Federal de Goiás)
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